05
dezembro
2018

Dica: minhas botas de inverno favoritas da vida

Postado por Ana em Moda, Viagens da Ana

Se tem uma coisa que faz MUITA diferença no inverno é quando os pés estão gelados. Você pode estar vestida toda quentinha, mas aquele frio dos pés sobe pelo seu corpo te fazendo um picolé. A minha botinha favorita estragou há uns meses e eu estava já querendo comprar outra, até porque estava com uma viagem de muita “andação” planejada. Essa que eu tinha era uma de qualidade média (não tem marca escrita, paguei uns 70-80 euros no Kaufhof), preta de couro e não-forrada, mas eu coloquei uma daquelas solas térmicas nela e achava bem ok. Não tenho UGG, mas tenho algumas análogas dela (tipo da S. Oliver) , mas não me agrada aquela camurcinha por fora, porque não pode molhar, sabe? A minha bota mais quentinha é de uma marca chamada Cha. Lembro que ela foi mais cara que UGG, paguei há 4 anos uns 300 euros (!!!!) é também toda forrada por dentro e por fora é de couro e a sola de borracha como deve ser. Só acho que ela tem muita cara de inverno tipo “homem das neves” e não gostava de usar em um dia de outono, por exemplo. Não era a melhor para ficar de andação em viagens também. Além do que não a acho mega confortável (pegava um pouco no calcanhar), nem a melhor para usar em dias chuvosos. E mesmo assim, dependendo do dia, sentia sim meu pé ficando gelado por dentro. Ou seja, o custo-benefício certamente não foi bom.

Estava então há umas semanas passeando em Frankfurt , num dia que eu subestimei o frio. Estava uns 13 graus mas a sensação térmica estava bem baixa por causa do vento. E eu com minha botinha da Arezzo, hahaha. Nossa eu estava passeando no centro com a família do marido e fiquei num mau humor só, porque meu corpo inteiro estava congelando por causa dos pés. Queria também uma bota nova pra fazer “turismo urbano“, já que minha favorita tinha quebrado. Meu marido mencionou então uma marca que acho que até já tinha ouvido falar mas que jazia nas profundezas do meu cérebro. Se chama Panama Jack e ele disse que seria a melhor marca de botas de inverno ever. Ali mesmo digitei no google qual loja do centro de Frankfurt vendia, achei umas opções e fui lá ver.

guerreira meio sujinha após uso exclusivo na viagem

Chegando, amei pelo menos uns 5 modelos diferentes, foi até difícil decidir. Várias cores e alturas, mas prefiro aquelas que vão um pouco acima da calça. Elas tinham a sola de borracha, eram de couro e também todas revestidas por dentro. A vendedora me garantiu que são ótimas pra neve e chuva. E o que me agradou: podem parecer como botinhas normais, não homem-das-neves. Acabei escolhendo um modelo que dá também para dobrar e ficar com o tal look se você desejar (mas ainda não usei assim):

se preferir o look esquimó é só dobrar assim

Todas eram na casa de uns 150-200 euros, mas já digo que vale o investimento. Você não está pagando pela marca (pelo menos não muito), mas pela qualidade mesmo! Já saí usando e achei a coisa mais confortável do mundo. E os pés quentinhos o tempo todo. E olha, meu pé gordo não costuma aceitar sapatos de primeira não. A prova de fogo foi a viagem que fiz na semana seguinte – em que andaria MUITO e ainda sempre com o mesmo sapato (fui de mala de mão). E fiquei confortável e viagem toda, e sempre quentinha. Pisava em poças d’água e tudo mais… e eu gosto de bota fácil de calçar, com zíper do lado. Essa que escolhi é assim! Vou ficar devendo o número do modelo, não tem escrito nem na bota nem na caixa. 🙁

Lembrando que esses sapatos de couro você tem que impermeabilizar com spray de vez em quando! Sempre tem pra vender em loja de sapato mesmo.

De quebra algumas fotinhos da minha viagem. Fui para Paris, Londres e de novidade… Liverpool! Era meu sonho conhecer Liverpool! 🙂 Infelizmente a botinha só figura em uma foto.

Em Paris estava MUITO gelado (mas não para mim, hehehe). Tenho amado esse tempo frio e fechado em 2018, depois explico melhor

Tour do Harry Potter (Warner) com a tal da Butter Beer, a pior bebida de todos os tempos

Ana “Michelin” quentinha no Hyde Park. Além da bota, estava usando blusa + calça térmica da Uniqlo, pullover fofinho, um buff, cachecol e claro – casacão e gorrinho. Luvas na bolsa, só uso pra segurar sombrinha se chover. DETESTO usar luva, me sinto igual um gato sem bigode, mesmo essas minhas que são “touch”.

Curtindo a Winter Wonderland com minha mighe

Finalmente em Penny Lane! Lá estava BEM mais quente que em Paris, mas mais molhado também

Entrei pra ouvir Beatles e só saí quando estava morrendo de fome, hahaha

Os portões de Strawberry Field, muita emoção pra beatlemaníaca aqui!

Resolvi fazer esse post porque sempre perguntam dica de coisas pra inverno. Sempre que achar algo imperdível divido aqui com vocês, ok? E essa dica não tinha como guardar só pra mim, hehehe!

Beijos

18
outubro
2018

Férias no lago di Garda

Postado por Ana em Viagens da Ana

Ando tão relapsa que reparei que não postei nada das minhas férias de verão na Itália. Desta vez queria um destino que desse para ir de carro e vocês sabem que Itália é minha paixão, né? Daí meu marido sugeriu o Largo di Garda – que lá fui reparar que é o destino mais alemão ever. Você só escuta alemão dos turistas na rua e os locais quase todos sabem falar alemão também. Os teutos têm todo um fascínio por esse lugar. Ele sugeriu o lago porque é um ótimo lugar para fazer esportes aquáticos, principalmente windsurf e barco a vela. As condições de vento são favoráveis. Eu sou um ser que tem medo de água, nado mal e desde criança meu medo #1 é morrer afogada. Vai entender, né? Mas ainda assim topei experimentar stand up paddle (claro, com um colete salva-vidas maior que eu, hihihi). Lá tem muitas lojas com esses materiais, escolinhas de windsurf, etc, etc!

O maior objetivo nesta viagem… hehehe

Pra queimar um pouco as massas.. 🙂

O lago é muito grande, é o maior da Itália! E são várias cidades por ele em que você pode se hospedar ou visitar. Nossos amigos costumam ficar em Sirmione, mas optamos ficar em Malcesine, é mais lá no final e gostamos muito. Na verdade nossa escolha foi mais pelo hotel, e ele foi escolhido justamente por já ter coisas pros esportes aquáticos, você pega o material lá mesmo. E tem uma “prainha” particular. O hotel nos surpreendeu muito, então recomendaria mil vezes. Se chama Hotel Sailing center. Todo mundo simpático, café delícia, ótimas instalações. O restaurante é tão bom que jantamos lá todas as noites. Uma salva de palmas para mim, que não tirei nenhuma foto do hotel. 🙁 Não fica muito perto do centro de Malcesine, mas íamos andando passeando, acho que gastávamos de 20-30 minutos para chegar. O centro tem muitos restaurantes, lojinhas. É uma cidade bem fofa.

Praia de pedras, haha

Malcesine

Fomos no início de julho e já estava bem quente (pouco mais de 30) mas ainda não estava aquele calorão insuportável de 40 graus. A água não é morna, eu aliás achei bem fria. Por isso adorei ficar remando pra lá e pra cá no stand up paddle sem me molhar. Eu devo ter algum talento escondido, porque não caí nenhuma vez (insira aqui emoji de óculos escuros). Estava meio preocupada com o sol no rosto, então deixava pra ir mais no final da tarde. Essas férias foram essenciais numa época em que estava precisando muito ficar de pernas pro ar. É também uma boa opção para quem quiser conhecer Verona, fica lá perto. É um destino meio difícil de chegar sem ser de carro – quem estiver de férias na Europa e quiser ir lá, sugiro alugar um carro pra isso!

O interessante desses lagos é que não é igual praia, então você tem que usar uns sapatinhos próprios pra pisar nas pedras. Comprei baratinho (10 euros), lá mesmo, esse aqui:

O caminho de carro entre Alemanha e Itália nem precisa falar né? Uma atração à parte. As paisagens da Suíça, afff, coisa linda! Na volta ainda turistamos em Innsbruck na Áustria e visitamos as cataratas do Reno na Suíça. Lindo demais!

Cataratas do Reno: cachoeira com maior volume de água da Europa

Cataratas do Reno

Tchauzinho bem anos 90 – em Innsbruck!

Centrinho de Innsbruck

Fica então a dica! No Brasil se ouve falar muito do lago di Como e Capri (aliás, bem mais caros), mas fica aí uma alternativa linda e mais econômica! E pra nós, meio off-circuit, né? Não escutei português nem uma vezinha sequer…

Baccio!

09
fevereiro
2018

Jantando sozinha

Postado por Ana em Coisas da Ana, Viagens da Ana

Há 10 anos eu visitei Berlim pela primeira vez – lá lembro de passar pelo Sony Center e pensar “ai, como seria bom ter uma companhia para tomar um vinhozinho ali!“. Passei reto e devo ter comido algo tipo um subway, alguma coisa qualquer na rua.

Hoje, 10 anos depois, a vontade é de voltar à cena acima e me dar um safanão nazorêia. Que bobagem!

Eu peguei o hábito de viajar sozinha aqui no velho continente. As situações são diversas: às vezes é porque me dá na telha, às vezes é por tenho congresso ou curso que só me interessa, etc. E junto com isso vieram jantares, barzinhos e tudo mais em minha própria companhia. Eu não sei em que momento essa mudança aconteceu, mas eu passei não somente a não me importar em sair sozinha, como a simplesmente adorar aquele momento. Tive muitas experiências legais, comendo bem, saboreando um , e inclusive aprecio as vantagens de muitas vezes conseguir lugares espontâneos em locais lotados – fila na porta, mas lugar para um sempre tem. E o serviço sempre achei muito cortês – sei lá se por pena (hahahaha) ou flerte, mas garçons e garçonetes sempre foram ultra simpáticos nessa situação.

Mas sei que essa questão é sensível para muitas pessoas, como era para mim há uns anos. Acho que muita gente tem medo de ser considerada ZEROLA pelos observantes. Lembro de uma cena (cortada, só tem no DVD) de Friends que reflete bem essa mentalidade:

Final de semana passado, já planejando meu próximo jantar solo, lembrei desse tema e dei um google “eat alone in a restaurant” e me deparei com trocentos sites com dicas de como agir caso você vá jantar sozinho. Tipo, como se você fosse um transgressor mesmo: vista aquilo, não vista aquilo, não vá em tal horário, leve isso, faça assim, faça assado.

No meio do mar do google, quero deixar um conselho diferente:

Como você vai explicar aquilo pras pessoas? – Você ainda está se justificando para as pessoas?

Nóis num tamo aqui pra julgar, mas se for para julgar, acho muito pior uma mesa cheia de gente e cada um mexendo no seu celular. Sério.

Esse último final de semana acho que meio que devo ter extrapolado as barreiras, até mesmo para os meus padrões. Fui passar um final de semana em Milão e tive um dia dos deuses e resolvi que à noite ia comer bem! Estava ali para relaxar! E como estou gostando muito de comida vegetariana, encontrei um que me pareceu muito bom. Se chama Joia e foi o primeiro restaurante vegetariano na europa a ter estrela Michelin. Lá fui eu na noite de sábado para um restaurante chic, meio romântico, com reserva para um. Quando cheguei,ao contrário de todas minhas experiências anteriores, vi que a mulher que recepcionou e os garçons meio que não sabiam o que fazer comigo. Eles não conseguiram disfarçar o desconforto. Em meio a várias salas do restaurante cheguei em uma com outras duas mesas que ainda estavam vazias. Então ocupei uma mesa sozinha numa sala. A cara da mulher que foi oferecer o pão no início foi uma coisa inexplicável. Fiquei tentando entender o que a cara dela queria dizer. Na verdade achei todos eles meio com cara de cu. Exceto o próprio Chef, que quando passou à mesa me pareceu super simpático. Mas sabe aquela preocupação de parecerem elegantes mas sem um pingo de simpatia? Nada a ver com a Itália. Deve ser pré-requisito para entrar no Michelin, ter cara de cu, sei lá. Sou muito simples, não entendo essas coisas! 🙂 Tentei quebrar o gelo com algumas nervous jokes mas não adiantou. Enfim! Mas estava faminta e ansiosa pela comida e bem feliz de estar ali – eu aprecio muito meus momentos de folga! Escolhi um menu de degustação de comida e um menu de vinhos (3 tipos).

A comida era tipo obra de arte, dava dó de comer. Sintam o drama (colei a descrição do site, preguiça) :

Saudações da cozinha. A primeira parecia um nada, mas acreditem, eu amei. Uns vegetais com vários molhinhos para você brincar com os dedos mesmo e depois lavar na água com limão. O segundo era algo muito ruim e com consistência de meleca.

Rise to the leaf: Taste landscape with our kidney beans pâtè flavoured with wasabi, avocado pesto, leeks in tempura,peanuts tempeh with pepper, cardoon with capers sauce, gently marinated vegetables and other fresh contra

Parecer: salada fabulosa e esse patezinho de wasabi OH-MY-GOD.

Tribute to Gualtiero Marches: Cream with Federica Baj’s potatoes, Piedmontese hazelnut pesto, crunchy tops of Romanesco cabbage, soft froth of fine Norcia truffle and violet potatoes

Parecer: sopa trufada e com um monte de coisa! Tinham uns crocantes indescritíveis. nham, nham! o Melhor da noite!

The navel of the world: Risotto at the Sicilian way, with oranges, turnip tops and pistachio

Parecer: risoto vegano muito gostoso, com pistache, mas já estava lutando para terminar.

Swiss dream: Moitié-moitié fondue, chopped mushrooms and truffle, Brussels sprout, artichokes and Jerusalem artichokes stewed with butter of my mountains, corn nuts, crunchy wafer with rice and black cabbage

Parecer: debaixo dessa pururuca colorida (muito boa) estava a comida, um creme de cogumelos com trufas, couve-de-bruxelas, alcachofra – muuuuuito gostoso!

5 minutes: Chocolate and blueberry terrine, mint ripple, chocolate mousse with orange brittle,
ginger white pralin

Essa sequência de doces para ser saboreada da esquerda para direita, idealmente em 5 minutos. O garçom colocou uma ampulheta na mesa – acho que foi piada, mas como sou neurótica comi tudo em 5 minutos mesmo. Putz. Devia tá muito boa. Mas eu que já não sou fã de doces, quanto mais empanturrada como estava, nem sei falar como era o gosto.

Bom, acho que a experiência super valeu a pena! Mas se for para ser sincera, nesse tipo de restaurante acho que prefiro não ir mais sozinha, não por me sentir julgada até a alma pelos atendentes, mas porque gosto de curtir aquele momento meu e da comida – mas era muita interrupção de troca de pratos, talheres, explicação de comida, intromissões – acabou retirando um pouco desse momento, sabe?

E vocês, o que pensam do assunto?

Beijos da forever alone

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