06
maio
2017

Pesto de aspargos com óleo de macadâmia

Postado por Ana em Ana de Casa

O nome é certamente de receita de gente fresca, hahaha! Mas, vocês sabem, eu obstinadamente procuro aproveitar a época de aspargos ao máximo. E, culturalmente, acho muito mais divertido dançar conforme a música do que brigar com uma sociedade inteira por conta de diferenças culturais. Então, as alemanices? Estou adotando cada vez mais, para fazer a minha vida por aqui a melhor possível! E a loucura por aspargos é uma das alemanices clássicas. 🙂 Pois então, os aspargos aparecem em abril e somem em junho. Depois disso, nada de aspargos frescos mais! Então eu, que mal lembro de ter comido aspargos no Brasil, desde que me envolvi nessa craze, fico tentando aproveitar ao máximo e fazer o máximo de receitas possíveis. Gosto tanto do branco quanto do verde, mas tenho leve predileção pelo último. Uso muito da forma simples, só inteirão acompanhando carnes. Vez ou outra gosto de fazer algo mais criativo.

pestoaspargos1

Essa receita de pesto de aspargos é uma das milhões de receitas de pesto de aspargos existentes. Essa, contudo eu achei mais diferentona por usar estragão e óleo de macadâmia. Peguei na Brigitte (revista alemã) ano passado. A condição sine qua non para gostar dela é gostar do gosto de aspargos e de estragão. Senão é melhor ficar com o pesto normal mesmo. Esta receita tem um paladar de nuances muito sofisticadas! Em minha humilde opinião.

Olha – meu marido ama tudo o que eu cozinho (ou finge bem, hehehehe) mas lembro que essa receita foi a primeira vez que ele lambeu o prato. Literalmente: tinha acabado a porção, daí levantou o prato e passou o linguão. kkkk E ainda raspou o potinho onde estava o pesto, raspou a panela. Ele simplesmente verenou, não parava de repetir o quanto é maravilhosa e eu fiquei me achando! E eu também acho uma delícia. Seria quase um crime não dividir com vocês em plena época de aspargos! 😉

Ingredientes:

pestoaspargosingredientes

300 gramas de aspargos verdes (comprei aqui um maço no Rewe – “Bund” – e usei ele todo)
2 dentes de alho
2 colheres de chá de amêndoas (em lascas)
60 gramas de parmesão, parta em pedacinhos
2 raminhos de estragão (estragon)
2 colheres de sopa de azeite de oliva
5 colheres de sopa de óleo de macadâmia (pode ser de Amêndoa também! Mas sou alucinada com macadâmia e não substituiria njamais. Comprei o óleo de Macadâmia no Alnatura.)
2 colheres de chá de suco de um limão siciliano
Sal e pimenta moída na hora (a gosto)

Essa receita inteira dá para 500g de spaghetti!

Preparo

Corte o terço duro inferior dos aspargos e a cabeça bem rente ao talo e descarte. Lave os talos dos aspargos e leve-os à água salgada fervente por 1 minuto, daí escorra e os passe na água fria para parar o cozimento. Corte em rodelinhas e reserve. Numa frigideira teflonada sem óleo mexa os dois dentes de alho amassados com as amêndoas até ficarem marrom-dourado. Não deixa queimar, senão amarga. Eu deixei levemente dourado, assim:

pestoaspargosamendoafrigi

Depois é só misturar tudo numa cumbuca: aspargos, amêndoas + alho, limão, azeite, óleo de macadâmia, as folhas do estragão, o parmesão. Daí bati com um mixer de mão mesmo, o mesmo que uso para fazer sopa/creme.

pestoaspargospreparo

Daí você tempera com sal e pimenta moída na hora a gosto. Pronto, só isso! É muito rápido. Eu tenho uns potes de molhos Barilla e afins que comprei no passado, daí coloco neles. Rende a quantia abaixo (o da direita é o pote do Barilla pequeno, 190g).

pestoaspargospotinhos

Como servir: acho que pesto combina muito com spaghetti, é a massa que mais “pega” pesto, tenho impressão que as outras meio que parecem estarem meio sem molho! E, ao contrário do que faço com outras massas, eu prefiro já misturar o pesto com o spaghetti na panela em vez de colocar um monte de molho em cima da massa. Eu uso um potinho desse cheio para 250g de spaghetti – isso dá dois pratos fundos cheios, uma refeição para dois adultos. A receita acima inteira dá então para 500g de spaghetti. O pesto da geladeira eu esquento no pote de vidro em banho maria mesmo, só o suficiente para deixar de ser gelado – porque se estiver muito gelado acaba esfriando o macarrão e ninguém merece.

Durabilidade: A durabilidade na geladeira é tipo parecida com um pesto pronto aberto. Talvez uma semana? Se for deixar uns dias na geladeira é bom cobrir um pouco com óleo para durar mais, por isso prefiro guardar em potes de diâmetro pequeno. Para congelar: as receitas tradicionais de pesto dizem para congelar em cubos de gelo. Muita trabalheira na minha opinião. Eu congelo o potinho (não muito cheio) normal mesmo e um dia antes é só deixar na geladeira.

Preço: começando essa receita do zero aqui, você gasta uns 21 euros. Mas isso dá 4 refeições para adultos, saindo pouco mais de 5 euros por cabeça. Ainda vão sobrar os ingredientes (compro o vasinho de estragão, o parmesão vem com 200g e o óleo de macadâmia com 100 mL – custou 8 euros o orgânico-, o spaghetti Academia Barilla 2 euros), então se você repetir a receita barateia mais ainda (dá para fazer mais umas duas a três vezes). Então, comparado com comer fora achei bem em conta. Cinco euros é o preço da pizza do Döner da esquina! 🙂

Pelo visto criei uma nova tradição: a cada ano, na época de aspargos, vou repetir essa receita. Marido agradece! Espero que vocês amem como a gente amou, mas não se esqueçam: tem que gostar de aspargos e de estragão! 😉

Beijos

30
abril
2017

Como faço a minha tapioca na Alemanha

Postado por Ana em Alemanha, Ana de Casa

Esta dica também serve para hidratar tapioca não-pronta no Brasil, claro (a.k.a Polvilho doce). Já até postei vídeo no YouTube há um século atrás, mas como sei que tem gente que não suporta receita em vídeo (tipo eu kkk), vou postar aqui também. Até porque aprimorei minha técnica em tal forma que acho que a minha tapioca é a melhor do mundo. hahahaha 🙂 Agora em março foi a primeira vez que voltei do Brasil sem trazer tapioca pronta na mala, acreditam? Eu sempre voltava cheia de Tapioca da Terrinha, por achar mais prático e tal. Daí um belo dia, ao comparar pela milésima vez, percebemos que a minha tapioca fresca é muito melhor que a tapioca pronta. Ela fica muito mais crocante e não desperdiço nada! E como eu me acostumei a fazer e fica pronta em dois minutos, nunca mais vou trazer.

tapiocanopratoPronta para ser devorada

Aqui você acha goma de tapioca para comprar em Asia Shops ou lojas internacionais , africanas … Se chama Tapioca Mehl e nada mais é que Polvilho Doce! Eu particularmente prefiro não comprar em Asia Shop porque eles têm MUITO cheiro de incenso e o plástico da tapioca é muito poroso. Vez ou outra parecia que eu estava comendo perfume! Ela geralmente vem nesse saquinho branco ou em um transparente.

tapiocapacote

Vem com 400g e eu pago 1,60 euro aqui na minha cidade. Mas atenção: essa tapioca não vem hidratada e pronta para usar, isso é você que tem que fazer! Você também pode encontrar tapioca na Amazon e – pasmem – lá também tem tapioca da Terrinha para comprar, Brasiiiil! Só que custa 5 euros e, vai por mim, a que você mesmo hidrata fica mais gostosa.

Com a espessura e tamanho que faço, um saquinho desse rende 8 tapiocas! Como atualmente eu só faço na hora porque fica mais gostoso, costumo fazer meio pacote. É inclusive uma vantagem sobre tapioca pronta: não desperdiça, guardo o resto do saquinho aberto e pronto.

Como preparar?

É muito simples: você hidrata a tapioca com água até ela ficar o mais úmida possível antes de entrar no “ponto da loucura“. O “ponto da loucura”(assim batizado pela minha irmã) é quando ela fica meio líquida, meio sólida, tipo assim:

tapiocapontodaloucuraO “ponto da loucura” – você quer antes de ficar assim

Neste ponto você não consegue passar pela peneira nem fazer nada. Mas quanto mais hidratada ela fica, mais crocante e gostosa! A quantidade de água varia com a umidade do ar e temperatura. Eu faço assim: para 1 pacote de 400g adiciono 200 mL de água, ou para meio pacote adiciono 100 mL. Com essa quantidade ela fica geralmente quase ótima. Daí vou adicionando bem pouquinho com minha mão mesmo (tipo, gotas) e misturo desfazendo as bolotas com a mão até ficar o mais úmida possível. Se por acaso passar do ponto e ela ficar molhada de novo, eu adiciono mais pó. Esta dica é importante: você nunca usa 100% da tapioca que tem em casa, sempre deixa um restinho para emergências. Porque se ficar molhada demais, nem reza braba salva! Atualmente nem preciso mais deste respaldo, consigo fazer direitinho, mas ainda assim sempre deixo um pouco – é muito triste jogar a tapioca toda fora e ainda ficar sem!

tapiocaprontaantesdefriO ponto correto: o mais úmido possível antes de virar ponto da loucura

tapiocastepbystep

Outra dica importante é que a frigideira teflonada deve estar bem quente. Eu aqueço no nível 2 (tipo fogo médio) uns minutos enquanto faço café e hidrato. Deixo quente tipo quando vou preparar bife de frango. Daí coloco 3 colheres de sopa numa peneira e passo pela peneira formando a tapioca na frigideira. Eu gosto de tapioca fininha! A frigideira já está quente num nível que assim que formo a tapioca já coloco os ingredientes e ela não quebra. Aliás, tapioca quebradiça ou é porque você não hidratou bem, ou porque a frigideira não estava quente o suficiente! Coloco geralmente queijo, peito de peru e manteiga. Essa combinação é minha preferida, mas o céu é o limite. Vez ou outra meu marido come a dele com “fatias de chocolate” (essas Eszet aqui) e até mesmo com caviar (calma, não somos Rockefellers- é esse caviar barato de 2 euros do supermercado, hehehe ). Eu sempre coloco um pouquinho de manteiga com a colherzinha também, e daí a tapioca já está levantando as bordas e é só dobrar ao meio com uma espátula. Daí é só aproveitaaaar!:)

Tapioca é sempre meu café-da-manhã de feriado e final de semana. Por mim, comia todos os dias, mas prefiro fazer assim, sem a correria do dia-a-dia! Tapioquinha com café com leite, ouvindo música! Eu sou apaixonada pelos pães da Alemanha, principalmente o de semente de abóbora (Kürbiskernbrötchen) e papoula (Mohnbrötchen) mas sinceramente tem séculos que não como porque a tapioca para mim é #1! Uma curiosidade é que comecei a gostar de tapioca aqui. Típico do-contrismo de expatriada! Se é saudável? Tapioca pegou fama de ser fit por não ter glúten. Mas na minha opinião, a única vantagem é porque é fininha e enche. Mas é um carboidrato dos mais simples, derivado direto da mandioca. Geralmente vou para a academia depois, então é ótimo porque dá energia. Ou seja, se quer ser fit, é até melhor comer um pãozinho integral! Ou melhor ainda, omelete! 🙂 Na minha humilde opinião de quem não se importa com glúten …. Eu como porque acho gostoso mesmo! 😉

Espero que aproveitem as dicas!

Beijos

08
março
2017

Meu amigo avocado

Postado por Ana em Ana de Casa, Dieta

Já que mencionei o avocado no post do Panini Low Carb, achei legal compartilhar essa história aqui! 🙂 Não sei se é a idade ou a mudança de país, mas é assustador o quanto meu paladar mudou nos últimos 3 anos. Se considerar os últimos 10 então, vixe, pareço outra pessoa. O pior é que só acrescentei coisas à lista do que gosto, hehehe Podia deixar de amar chips, né? Tomate, água com gás, azeitona(!!!), mais um trilhão de coisas e até mesmo o inacreditável… abacate! Ou melhor, avocado! Já já explico.

avocadohaupt

A minha repulsa a abacate remonta os primórdios da minha existência. Passei anos da infância bebendo uma vitamina de abacate com leite bem docinha com os abacates bem maduros que meu tio trazia do sítio. Ninguém me perguntava se eu queria, já chegavam com um copão enooooooorme com a vitamina. Já aconteceu com vocês de passarem anos comendo uma coisa para um belo dia concluirPOHANNNN eu odeio esse trem, porque fico comendo/bebendo esse trem?“. Tomava no automático um copão e não gostava e no dia que eu percebi isso meio que briguei forever com a fruta. Para terminar, eu tinha uma calça fusô favorita azul aos 8 anos e lembro que fui no churrasco da mãe de uma amiga, tinha um jardim e me ajoelhei para pegar a bola. Ajoelhei num abacate caído meio podre que estava escondido entre as folhas. Ficou uma mancha verde enorme no joelho e isso só me deixou com mais raiva do abacate.

Por isso que jamais, nem em um milhão de anos eu compraria qualquer coisa relacionada à fruta. Só sei que meu marido sempre comprava um cremezinho de guacamole para passar no pão e eu sempre colocava a língua para fora. Acho que um dia por insistência dele e por falta de outra coisa para passar no pão e eu experimentei e … o final da história vocês já sabem. Amei!! E daí entendi tudo: eu tenho problema é com abacate doce e usado em receitas doces E super amo, cada vez mais, abacate em receita salgada. No caso, o avocado. Não é frescura do beautiful people, o nome é diferente mesmo porque o dito “avocado” é uma variedade do abacate. Eu não sabia disso antes e quando via alguém postando que comeu salada com avocado eu pensava “aiiaiiii fala abacate mulher!!“. Vivendo e aprendendo, né? 🙂

O avocado que compro é o tipo mais comum aqui- aquele de casca bem escura, o HAAS. Ele é bem menor que um abacate normal. No Brasil tem avocado também, mas sei que custa um pouco mais que o abacate grandão. Já aqui, ÓBVIO que não procurei abacate normal porque odeioooo, mas ainda não vi, O avocado orgânico (mais caro) custa uns 2 euros onde compro, se não for orgânico é menos! Gosto de comer puro, fatias em salada, no wrap, no mexicano, guacamole, nossa, qualquer coisa! E o melhor: é saudável. Apesar de ter 10% menos calorias que o abacate tradicional, não é hipocalórico, porque é rico em gordura – então, como tudo, tem que comer com moderação. Mas a gordura é “boa”, monoinssaturada! E ele aumenta a absorção de nutrientes, por exemplo, se você comer com uma salada. E isso vale pro abacate também! O avocado tem ainda mais nutrientes que o abacate e é lotado de potássio! Ele é um grande amigo de dietas low carb! Ah, se não sabe como descascar avocado ou quer dicas de conservação para ele não escurecer rápido veja esse vídeo aqui! 🙂

Fica a dica – se você também odeia abacate, dê uma chance ao avocado!

Beijos!

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