25
janeiro
2019

Potinho para viagem que não vaza

Postado por Ana em Alemanha, Beleza, Dicas

Dica rapidinha “de amiga”. Já peço desculpas por ser uma dica bem local, mas nos últimos tempos tenho tido muita leitora que mora aqui na Alemanha, então vai ser útil. Nos últimos anos testei tudo quanto é potinho pra viagem. Fora que é aquela coisa que a gente sempre ganha da tia, né? hehehehe Comprei vários também, de várias lojas. Uns da DM, Müller, Douglas e lembro que até kit da Kiko comprei. Mas sempre vazava, principalmente após vôos. Óleo de cabelo era sempre o maior problema. Mesmo fechando com durex, filme plástico entre a tampa, tentei de tudo. Vi esse na DM, ao lado de outros vários que sei que não prestam, e achei que poderia funcionar.

E comigo funcionou! A marca se chama Soapland e vi que eles têm também aqueles kits de viagem, mas não senti firmeza no aspecto, se alguém testar me fala. É só um potinho de plástico duro, branco-fosco (não dá pra ver o que tem dentro). Entre a tampa normal (em rosca) e o pote tem daquelas tampinha de plástico que muitas vezes vem com cremes novos, sabe? Não sei o quanto importante ela é, mas por enquanto sempre usei com ela, não arrisquei sem.

Por enquanto achei super confiável: meu óleo e meu sabonete de rosto, que sempre vazavam, vazaram zero até agora. Uma pena que só tem nesse formato. Coisas como xampu eu já compro miniaturas mesmo, e as embalagens costumam ser ótimas (atualmente levo o da Langhaarmädchen). Escrevo no pote com caneta o que é, e eu particularmente reservo um pote pra cada produto, pra não ter que ficar lavando nem nada. Preço muito bom: o potinho custa na DM só 0,65 centavos de euro! Costuma ficar ao lado da parte de miniaturas, junto a outros kits-de-viagem.

Quando vi que era bom, voltei lá e comprei vários, vai que some né? Essa foi a minha experiência, se você usou e vazou com você, por favor compartilhe nos comentários (e qual produto vazou).

Beijos!

07
dezembro
2018

Dica: produtos de cabelo “BBB” na Alemanha

Postado por Ana em Alemanha, Cabelo, Dicas

Tudo começou quando meu protetor térmico favorito acabou. Como tem uma DM do lado da minha academia e o do Lee Stafford requer uma visita à Müller no final de semana, resolvi pesquisar sobre protetores térmicos que se encontrem na DM mesmo! De cara vi resenhas elogiando o Balea e já ia comprá-lo mas tinha um porém: críticas ao mecanismo do spray, pessoal falando que era forte, soltava muito de uma vez, irregular, etc. E olha, pra mim isso é super importante. Já tive muita experiência com protetores térmicos que deixam “grumos duros” em alguns lugares do cabelo justamente porque o spray é forte demais. Gosto daquele bem espaçadão, sabe? Continuei lendo e vi boas resenhas de uma marca chamada Langhaarmädchen (literalmente: garota de cabelo comprido).

Até então nunca ouvido falar dessa marca, vi que foi criada por duas mulheres de Würzburg. E logo me animei mais porque vi que o preço é super amigo. E vocês sabem: tudo que é hábito eu AMO quando substituo por alternativas mais baratas. Ao longo de um ano faz muita diferença.

Comprei então o protetor térmico da marca para testar, esse aqui.

E amei! Tipo muito muito muito! Ele é bifásico e você tem que sacudir antes de usar, mas não deixa meu cabelo oleoso (e olha que nisso sou mestre rs) nem duro. Ainda dá um efeito de leave-in parecido com aqueles sprayzinhos da Gliss Kur (usei por anos), sabe? Com cheirinho bom e tudo! O spray é o melhor que já usei até agora, faz uma nuvem simétrica e leve. E o preço? Paguei 2.55 euros!

Acabei vendo que a marca tem um monte de outros produtos pra cabelo e, aproveitando que meu Loreal Silver acabou, levei primeiro o xampu da linha silver e uma máscara da mesma linha. Uso uma vez por semana por causa das luzes (pra não ficarem amareladas). E amei também! Preço: 4,95 euros cada, por 250 mL. Tá, não são os mais baratos da DM, mas bem ok. Depois comprei mais um “xampu normal“, o azulzinho que dá volume. E adorei também. Mesmo preço: 4,95 euros.

Daí vi que eles também tinham um oleozinho finalizador. Como estava sem meu Moroccanoil nem nada, comprei também. A embalagem é tipo daquelas de levar para viagem, então não vem muito. Mas adorei! Cheirinho ótimo, deixa fácil de pentear! Paguei 2,45. Ok, para mim o Moroccanoil segue há anos insubstituível mas é bem mais caro.

Não testei condicionador porque não tenho hábito de usar mesmo. Vocês podem perceber pelo post que eu tenho comprado produtos novos só quando os velhos acabam. Isso faz parte da minha nova personalidade “contedora de cacarecos” dos últimos anos. Até por isso o blog anda meio parado. Quando o azul acabar eu vou comprar outros para experimentar, bem como o xampu seco, a máscara em sachet…

Espero que aproveitem a dica. Só para lembrar o óbvio: eu não faço propagandas aqui no blog. Sei que ficou parecendo, por causa do grau de puxa-saquismo dessa marca citada no post. Apesar que eu não chutaria os produtos dessa marca da minha cama (ou alguma expressão que faça mais sentido em português….).

Beijos!

15
julho
2018

A farsa da calcinha

Postado por Ana em Alemanha, Ana de Casa

Me perdoem pelo post estilo TMI (too much information), mas na minha concepção é um serviço de utilidade pública. hahahaha, sério! Você com certeza sabe de uma coisa: ainda que este não seja o seu caso, é inegável que uma proporção ENORME das brasileiras lava as suas calcinhas no banho. Isso é quase motivo de estudo sociológico para gringos que visitam o Brasil. Não diria que é o único país do mundo em que isso acontece (minhas pesquisas no google também apontam Haiti e outros países da América central), mas certamente existem vários outros em que isso não é realidade. Em filmes e seriados americanos eu já cansei de ver as personagens levando as roupas íntimas pra lavar na máquina. E aqui mesmo na Alemanha também é só na máquina. Lembro que na minha primeira visita (de quase um mês!) em 2006 eu vim com um estoque de calcinhas já sabendo que não conseguiria lavá-las (estava em casa de família). E daí ia acabando e eu comprava umas baratinhas na H&M, hahaha. Um dia a senhora em cuja casa eu morava me perguntou se eu não tinha calcinhas pra levar pra lavar – e eu “não, tenho suficiente”. Ela deve ter achado esquisitíssimo e pensado que eu era porcalhona.

Desde criança eu lavava minhas calcinhas no banho. E lá em casa tinha uma lavadeira, mas lembro que era meio tabu, então cada um lavava a sua! E acho que talvez essa seja a origem do hábito: no Brasil é muito comum uma outra pessoa lavar as suas roupas e pelo pudor mesmo, muitos acabam “retendo” as roupas íntimas. Eu sei que eu não me sentiria confortável com outra pessoa lavando as minhas calcinhas.

ENFIM!

A história seguiu-se aqui. Eu tenho a pele muito sensível e meu sabonete de banho (e que eu usava para lavar as calcinhas) é neutro, sem cheiro nem perfume (aqui compro algum Arztseife). Aliás, tirando perfume e produto pra cabelo, pra mim quanto menos cheiro um produto tem, melhor, já falei isso várias vezes no blog. E daí que tipo 50% do meu tempo no banho era lavando e enxaguando a calcinha. Porque eu lavava e daí enxaguava, daí enxaguava de novo. Morria de medo de ficar sabão e me dar alergia. E eu obviamente NUNCA deixei dependurada no banheiro, muito úmido! E daí que meu marido, que sempre lavou todas suas coisas na máquina, um dia me perguntou “por que você não lava suas calcinhas na máquina?“. Meninas, eu fiquei espantadíssima, como sendo atacada nas estranhas da minha “super autoridade em higiene” brasileira. Falei que jaaaaamais!! Que porcaria! Que não iam ficar limpas! Que os produtos iam me dar alergia! Etc etc etc!

Mas sei que um dia começou a me encher o saco isso de lavar, enxaguar, enxaguar, enxaguar, pendura, guarda. E quando a gente volta de viagem onde não tinha como lavar no chuveiro e fica meia hora só lavando um monte de calcinhas no banho???? Todo dia tinha calcinha pendurada no varalzinho, que saco. E naquela semana resolvi ver “qual é da máquina“. Mas bem descrente mesmo. Fui colocando todas num saquinho durante a semana e na sexta as coloquei todas na máquina. Escolhi o modo “anti-alergia“. Quando acabou, meu queixo caiu no chão!

A FARSA DA CALCINHA! FUI ENGANADA MINHA VIDA INTEIRA!!!

Elas saíram MUITO mais limpas do que eu jamais consegui fazer no banho. Na verdade eu achava que elas estavam velhas, perdendo o branco natural, etc. E saíram como novas, as brancas branquinhas, o tecido macio mesmo sem amaciante. Sério!!! Nesse momento eu soube que nunca mais lavaria uma calcinha no banho na minha vida. Não cheguei a ter nenhum tipo de alergia, mas mesmo no modo “anti-alergia” elas saíam com cheiro do sabão líquido, então pelo sim pelo não comprei um sabonete super anti-alergênico pra lavá-las, esse aqui:

É mais caro que um normal, mas é ultra-concentrado então rende muito. E elas saem sem cheiro NENHUM mas super limpinhas. Desde que adquiri este novo hábito, comprei muito mais calcinhas de algodão (uso 99% do tempo só de algodão, qualquer outro material me PINICA) para poder lavar mais de uma vez só (economiza tempo, dinheiro, meio-ambiente), tenho lavado de 2/2 semanas. As minhas de algodão lavo a 60 graus (é o que costuma estar na etiqueta, sigo as instruções de lavagem) e com esse sabonete nem preciso usar o modo anti-alergia mais, então vai mais rápido. Se for lavar umas mais delicadas tem que tomar mais cuidado, colocar em saquinhos protetores ou diminuir a temperatura (algumas pedem modo de lavagem manual). Eu aliás não lavo mais nada à mão, nunquinha, jamais. Nem cashmere – só colocar no modo lavagem manual em um saquinho e pronto. Eu adoro minha máquina, é essa da AEG (AEG é a Electrolux do Brasil) que compramos há 2 anos.

Só sei que junto com a mudança do hábito da escova de dente (de manual para elétrica) esse foi um dos maiores preconceitos que quebrei aqui.

Lavar calcinha na máquina é vida! Será que parei no tempo e fui a última a descobrir? Porque ontem mesmo minha irmã me disse que não lava calcinha no banho mais. Me contem!

Beijos!

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