07
dezembro
2018

Dica: produtos de cabelo “BBB” na Alemanha

Postado por Ana em Alemanha, Cabelo, Dicas

Tudo começou quando meu protetor térmico favorito acabou. Como tem uma DM do lado da minha academia e o do Lee Stafford requer uma visita à Müller no final de semana, resolvi pesquisar sobre protetores térmicos que se encontrem na DM mesmo! De cara vi resenhas elogiando o Balea e já ia comprá-lo mas tinha um porém: críticas ao mecanismo do spray, pessoal falando que era forte, soltava muito de uma vez, irregular, etc. E olha, pra mim isso é super importante. Já tive muita experiência com protetores térmicos que deixam “grumos duros” em alguns lugares do cabelo justamente porque o spray é forte demais. Gosto daquele bem espaçadão, sabe? Continuei lendo e vi boas resenhas de uma marca chamada Langhaarmädchen (literalmente: garota de cabelo comprido).

Até então nunca ouvido falar dessa marca, vi que foi criada por duas mulheres de Würzburg. E logo me animei mais porque vi que o preço é super amigo. E vocês sabem: tudo que é hábito eu AMO quando substituo por alternativas mais baratas. Ao longo de um ano faz muita diferença.

Comprei então o protetor térmico da marca para testar, esse aqui.

E amei! Tipo muito muito muito! Ele é bifásico e você tem que sacudir antes de usar, mas não deixa meu cabelo oleoso (e olha que nisso sou mestre rs) nem duro. Ainda dá um efeito de leave-in parecido com aqueles sprayzinhos da Gliss Kur (usei por anos), sabe? Com cheirinho bom e tudo! O spray é o melhor que já usei até agora, faz uma nuvem simétrica e leve. E o preço? Paguei 2.55 euros!

Acabei vendo que a marca tem um monte de outros produtos pra cabelo e, aproveitando que meu Loreal Silver acabou, levei primeiro o xampu da linha silver e uma máscara da mesma linha. Uso uma vez por semana por causa das luzes (pra não ficarem amareladas). E amei também! Preço: 4,95 euros cada, por 250 mL. Tá, não são os mais baratos da DM, mas bem ok. Depois comprei mais um “xampu normal“, o azulzinho que dá volume. E adorei também. Mesmo preço: 4,95 euros.

Daí vi que eles também tinham um oleozinho finalizador. Como estava sem meu Moroccanoil nem nada, comprei também. A embalagem é tipo daquelas de levar para viagem, então não vem muito. Mas adorei! Cheirinho ótimo, deixa fácil de pentear! Paguei 2,45. Ok, para mim o Moroccanoil segue há anos insubstituível mas é bem mais caro.

Não testei condicionador porque não tenho hábito de usar mesmo. Vocês podem perceber pelo post que eu tenho comprado produtos novos só quando os velhos acabam. Isso faz parte da minha nova personalidade “contedora de cacarecos” dos últimos anos. Até por isso o blog anda meio parado. Quando o azul acabar eu vou comprar outros para experimentar, bem como o xampu seco, a máscara em sachet…

Espero que aproveitem a dica. Só para lembrar o óbvio: eu não faço propagandas aqui no blog. Sei que ficou parecendo, por causa do grau de puxa-saquismo dessa marca citada no post. Apesar que eu não chutaria os produtos dessa marca da minha cama (ou alguma expressão que faça mais sentido em português….).

Beijos!

15
julho
2018

A farsa da calcinha

Postado por Ana em Alemanha, Ana de Casa

Me perdoem pelo post estilo TMI (too much information), mas na minha concepção é um serviço de utilidade pública. hahahaha, sério! Você com certeza sabe de uma coisa: ainda que este não seja o seu caso, é inegável que uma proporção ENORME das brasileiras lava as suas calcinhas no banho. Isso é quase motivo de estudo sociológico para gringos que visitam o Brasil. Não diria que é o único país do mundo em que isso acontece (minhas pesquisas no google também apontam Haiti e outros países da América central), mas certamente existem vários outros em que isso não é realidade. Em filmes e seriados americanos eu já cansei de ver as personagens levando as roupas íntimas pra lavar na máquina. E aqui mesmo na Alemanha também é só na máquina. Lembro que na minha primeira visita (de quase um mês!) em 2006 eu vim com um estoque de calcinhas já sabendo que não conseguiria lavá-las (estava em casa de família). E daí ia acabando e eu comprava umas baratinhas na H&M, hahaha. Um dia a senhora em cuja casa eu morava me perguntou se eu não tinha calcinhas pra levar pra lavar – e eu “não, tenho suficiente”. Ela deve ter achado esquisitíssimo e pensado que eu era porcalhona.

Desde criança eu lavava minhas calcinhas no banho. E lá em casa tinha uma lavadeira, mas lembro que era meio tabu, então cada um lavava a sua! E acho que talvez essa seja a origem do hábito: no Brasil é muito comum uma outra pessoa lavar as suas roupas e pelo pudor mesmo, muitos acabam “retendo” as roupas íntimas. Eu sei que eu não me sentiria confortável com outra pessoa lavando as minhas calcinhas.

ENFIM!

A história seguiu-se aqui. Eu tenho a pele muito sensível e meu sabonete de banho (e que eu usava para lavar as calcinhas) é neutro, sem cheiro nem perfume (aqui compro algum Arztseife). Aliás, tirando perfume e produto pra cabelo, pra mim quanto menos cheiro um produto tem, melhor, já falei isso várias vezes no blog. E daí que tipo 50% do meu tempo no banho era lavando e enxaguando a calcinha. Porque eu lavava e daí enxaguava, daí enxaguava de novo. Morria de medo de ficar sabão e me dar alergia. E eu obviamente NUNCA deixei dependurada no banheiro, muito úmido! E daí que meu marido, que sempre lavou todas suas coisas na máquina, um dia me perguntou “por que você não lava suas calcinhas na máquina?“. Meninas, eu fiquei espantadíssima, como sendo atacada nas estranhas da minha “super autoridade em higiene” brasileira. Falei que jaaaaamais!! Que porcaria! Que não iam ficar limpas! Que os produtos iam me dar alergia! Etc etc etc!

Mas sei que um dia começou a me encher o saco isso de lavar, enxaguar, enxaguar, enxaguar, pendura, guarda. E quando a gente volta de viagem onde não tinha como lavar no chuveiro e fica meia hora só lavando um monte de calcinhas no banho???? Todo dia tinha calcinha pendurada no varalzinho, que saco. E naquela semana resolvi ver “qual é da máquina“. Mas bem descrente mesmo. Fui colocando todas num saquinho durante a semana e na sexta as coloquei todas na máquina. Escolhi o modo “anti-alergia“. Quando acabou, meu queixo caiu no chão!

A FARSA DA CALCINHA! FUI ENGANADA MINHA VIDA INTEIRA!!!

Elas saíram MUITO mais limpas do que eu jamais consegui fazer no banho. Na verdade eu achava que elas estavam velhas, perdendo o branco natural, etc. E saíram como novas, as brancas branquinhas, o tecido macio mesmo sem amaciante. Sério!!! Nesse momento eu soube que nunca mais lavaria uma calcinha no banho na minha vida. Não cheguei a ter nenhum tipo de alergia, mas mesmo no modo “anti-alergia” elas saíam com cheiro do sabão líquido, então pelo sim pelo não comprei um sabonete super anti-alergênico pra lavá-las, esse aqui:

É mais caro que um normal, mas é ultra-concentrado então rende muito. E elas saem sem cheiro NENHUM mas super limpinhas. Desde que adquiri este novo hábito, comprei muito mais calcinhas de algodão (uso 99% do tempo só de algodão, qualquer outro material me PINICA) para poder lavar mais de uma vez só (economiza tempo, dinheiro, meio-ambiente), tenho lavado de 2/2 semanas. As minhas de algodão lavo a 60 graus (é o que costuma estar na etiqueta, sigo as instruções de lavagem) e com esse sabonete nem preciso usar o modo anti-alergia mais, então vai mais rápido. Se for lavar umas mais delicadas tem que tomar mais cuidado, colocar em saquinhos protetores ou diminuir a temperatura (algumas pedem modo de lavagem manual). Eu aliás não lavo mais nada à mão, nunquinha, jamais. Nem cashmere – só colocar no modo lavagem manual em um saquinho e pronto. Eu adoro minha máquina, é essa da AEG (AEG é a Electrolux do Brasil) que compramos há 2 anos.

Só sei que junto com a mudança do hábito da escova de dente (de manual para elétrica) esse foi um dos maiores preconceitos que quebrei aqui.

Lavar calcinha na máquina é vida! Será que parei no tempo e fui a última a descobrir? Porque ontem mesmo minha irmã me disse que não lava calcinha no banho mais. Me contem!

Beijos!

25
novembro
2017

10 dicas para superar a deprê dos meses escuros

Postado por Ana em Alemanha

Quando escrevi o post, era na verdade sobre novembro, o pior mês do ano na minha opinião! Frio, molhado, sem grandes atrativos aparentes. Acho que muita gente também acha, pois tem até o termo November blues. Eu particularmente já acho que a partir de dezembro melhora muito! 🙂 Mas enrolei tanto para publicar que novembro já está no fim, então adaptei um pouco e fica então algo “estendível” para os dias escuros e frios!

1) Manter a vitamina D em dia

Essa é uma época em que quem trabalha o dia todo sequer vê a luz do dia e isso é um prato cheio para a vitamina D abaixar. E sua carência tem relação com baixa de energia e sintomas depressivos. Vá ao médico para dosar e tome complementos (ex: por aqui, Vigantoletten) se necessário! Só não vai cair no conto-do-alemão e entrar naquelas câmaras horrorosas de luz UV, pelo amor de Deus!

2) Fazer exercícios físicos

É a época do “complexo de urso polar” e se deixar a gente só dorme e come. O exercício físico além de ajudar a não acumular quilinhos a mais, gera mais energia e endorfina e é essencial para passar bem por essa fase. Muita gente gripa nessa época e qualquer coisa que ajude a imunidade é bem vinda. Correr na rua é bem mais chato, mas não impossível, basta ter as roupas corretas (só quando tem gelo no chão, aí não rola mesmo, hehehe). Mas dá para fazer aulas em academia ou jogar coisas como Badminton indoors . Como grande fã de exercícios funcionais (comecei a pensar assim no início do ano) eu consigo fazer muita coisa legal em casa: yoga com vídeos (pilates também tem pra quem quiser), prancha, flexões, exercícios com rolinhos/discos/elásticos. Basta querer para se mexer! 😉

3) Criar um ambiente Hygge

Já ouviu falar em Hygge? É a palavra dinamarquesa para “aconchego”, mas na verdade é um conceito também. Criar um ambiente de aconchego, desacelerar, aproveitar as pequenas coisas, companhia da família. Basicamente relaxar e se sentir em casa!

Velas, meias felpudas, mantas quentinhas, chás gostosos, banhos de banheira com espuma, lareira e tudo mais que não podemos aproveitar bem no verão!!! Comprei um roupão mega felpudo no verão e agora o estou aproveitando horrores. 🙂

4) Aproveitar as abóboras e comidinhas típicas da época

Se toda época tem suas coisinhas típicas, não é agora que não vai ter. 🙂 Como sempre digo, nos ajuda muito se usarmos essas maniazinhas em nosso favor. Nada reina mais no outono do que as abóboras. As receitas estão em todos os lugares, mas se você não sabe por onde começar, divido uma gostosa com você do meu livrinho de receitas com abóbora:

Gnocchi de abóbora

Ingredientes para 4 porções: 500g de abóbora cozida (tipo: abóbora-spaghetti, aquela verde comprida). / 300g de batatas cozidas / Sal pimenta a gosto/ 200g farinha de trigo / 2 gemas / Noz moscada moída na hora / 1 dente de alho / 1 Pepperoni (aquele pimentãozinho apimentado)/ manteiga / pimenta

Preparo: com o mixer transformar a batata e abóbora num purê. Junta sal, a farinha, gema, pimenta e noz moscada e transforma tudo em uma massa lisa (atenção: use aquele espiral do mixer nessa hora). Da massa, forme os nhoques (cerca de 2 colheres de chá para cada um). Em água fervendo mas ainda sem borbulhar, adicionar as bolinhas e deixe-as lá cerca de 10 minutos em fogo baixo até os nhoques boiarem. Daí você o retira com escumadeira e deixa secar no papel toalha. Esmaga o alho, pica o pepperoni e refogue-os na manteira. Então adicione o nhoque. Finalize com pimenta.

Nesta época também já dá para aproveitar o Glühwein (uma espécie de quentão que adoro), biscoitinhos de natal (já dividi duas receitas que amo, aqui e aqui) e todas as gordices que a época oferece como ninguém.

5) Colocar filmes, seriados e literatura em dia

Não sei vocês, mas desde que moro na Batatolândia eu sinto mega consciência pesada em ficar com a bunda no sofá quando o dia lá fora está lindo. Mas com frio e chuva, no pro-ble-mo! Cada um sabe o que gosta de assistir. Eu particularmente olho a lista dos Top 250 melhores filmes segundo o IMDB e vou assistindo novos. Tem muitos clássicos que nunca vi, acreditam que só vi Casablanca em 2017? Para quem gosta de ler, a hora de colocar a leitura em dia é essa.

6) Ir às piscinas térmicas (Thermalbad)

São complexos com piscinas aquecidas e sauna muito amados por essas bandas. Eu não tenho a menor vontade de ir no verão … e para mim os melhores dias são aqueles BEM gelados, de preferência se nevou antes – você vai para a parte de fora da piscina quente e fica saindo aquela fumacinha, sabe? Aconchego puro. Para quem gosta de ir à sauna: sabia que ir à sauna reduz o risco cardiovascular? Isso mostrou um estudo da consagrada JAMA – o efeito é tão surpreendente qua desde que tomei conhecimento fico aqui tentando tomar coragem. Bom, enquanto não animo de ir à sauna peladona como os alemães, vou às thermas para frequentar as piscinas mesmo. Isso tem na Alemanha toda, só procurar e relaxar!

7) Fazer dia de beauté

Muito tempo em casa é perfeito para colocar máscaras faciais e de cabelo em dia e etc etc. É importante continuar usando protetor solar no rosto, mesmo o sol não dando as caras! Eu particularmente gosto muito de estar com as unhas dos pés feitas, mesmo ninguém vendo. Minha pedicure dura horrores (ao contrário da mão).
E gente, esta dica é meio estranha mas é sério: não fique sem tomar banho. E, se tiver se sentindo um lixo e seu mundo estiver ruindo, você nem pensa em mais nada: a primeira coisa que você faz é tomar banho, isso dá uma renovada nas energias. Parar com o banho é um dos sintomas clássicos da depressão, por isso, banhoooo sempre.

8) Cuidar mais do sono

É muito complicado levantar no breu e ir viver a vida como se nada estivesse acontecendo! Hehehe Eu fico muito mais sonolenta nesta época. Acho inacreditável quando o alarme toca e olho pra janela e parece que está no meio da madrugada!!! Acho bem mais difícil dormir 5-6 horas por noite no inverno do que no verão, então ir para a cama uma hora mais cedo já ajuda demais. Não é sempre que consigo, mas tenho tentado porque a diferença é gritante!

9) Participar dos feriados e tudo que oferecem

Use tudo o que puder da estação natalina: monte sua árvore já em novembro para alegrar sua casa e se gostar decore com outras coisas temáticas. Compre ou monte o calendário de advento, acenda as velas de advento, não esqueça do dia do “Nikolaus” (6 de dezembro), vá aos mercados de natal, prepare biscoitos, vá às inúmeras confraternizações de Natal.

E depois ainda tem as festividades de ano novo para organizar! E depois chega o carnaval com tudo (aqui o ponto alto é em Colônia, mas quase toda cidade tem suas festividades).

10) Cascar fora se possível

Até agora agimos pollyannicamente. Mas se você realmente não gosta da época e há a oportunidade: fuja! Kkkkk Marque sua viagem para o Brasil por agora ou faça viagenzinhas para terras próximas mais amenas, como Itália por exemplo.

RUN,FORREST,RUN!!!

Eu também procuro sempre lembrar das coisas boas que o frio me proporciona. Pernas zero inchadas, academia sem estar fazendo 50 graus (alemão não liga ar condicionado nesses ambientes aff) e é muitooooo mais gostoso de dormir E de dormir abraçadinha. Hihihi No verão eu fico igual um canguru boxeador SAI PRA LÁAAA TÁ QUENTEEEE…. Não há mais insetos nem elaaaa: a minha arqui-inimiga mosquinha de fruta.

Pronto!

Daí a gente esquece e quando assusta já é primavera de novo e nos lembramos do quando ela é sensacional.

Brincadeiras à parte: se você vir que seu desânimo está patológico e nada ajuda, procure ajuda profissional!

Beijos

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