30
dezembro
2018

AC Retrô: os melhores e piores de 2018

Postado por Ana em Coisas da Ana, Coisas do blog

Oitavo ano seguido já de restrospectiva. Sei que foi tudo muito parado esse ano – às vezes dá uma preguicinha sim de “alimentar” o blog, já que é uma mídia falida, apesar de ser a minha favorita (#TeamTexto). Acho que em 2019 terei mais tempo para o blog, mas não prometo, hahaha! Mas chega de chorumelas e vamos ao que interessa. 🙂

Melhor viagem

“there are places i’ll remember all my life…

Esse ano começou no Brasil, mas ao longo dele eu fiz viagens “menores” pela Europa mesmo. Não estava a fim de ir para lugares muito longínquos, vai entender. Fui repetidas vezes pra Itália, França, Suíça, Áustria – conheci Luxemburgo, e agora no final fui para Inglaterra. A minha viagem favorita durou 3 dias só, para Liverpool! Eu sempre quis conhecer Liverpool e é até meio difícil de explicar o porquê de ter demorado tanto, sendo que não moro assim tãaaao longe de lá (no fim das contas fui de trem: Freiburg – Paris – Londres – Liverpool, massa né?). Não fui na Beatles Week como planejei e falhei nos anos anteriores, mas em novembro mesmo. A viagem foi bem especial … Foi tudo aquilo que eu imaginei. Fiquei abobada algumas horas escutando um cover no Cavern Club e faltava me beliscar. Quando o ônibus-turistão (Magycal Mystery Bus) começou a andar tocando Beatles, meus olhos ficaram cheios d’água. Eu pensei muito na “menina Ana” que sonhava em estar ali. Imbatível.

Pior experiência cosmética

essa é a foto do “durante”, depois posto sobre isso com calma

Isso eu estou devendo post, né? Em abril resolvi fazer um laser para tirar “vasinhos da perna”. Não são varizes palpáveis (essas ainda não tenho), mas aquelas telangiectasias, sabe? O vacilo: fiz aqui na Alemanha. kkkkk Umas centenas de euros e 3 horas depois, eu apenas troquei meus vasinhos verdes por manchas marrons. Fiquei #chateada, nem tive coragem de voltar pras outras sessões. Quem sabe alguém no Brasil conserta isso pra mim. Eu fico impressionada como eles são #zerola com estética aqui.

Pior tendência fashion

nos dias atuais, tudo começa com as Kardashian

Acho que foi agora mais pro final, a moda do neon. Eu não gosto. Mas querem saber, ao contrário do início do blog eu tô muito “Aninha Paz e Amor“. Eu nem me sinto bem em criticar qualquer coisa, porque acho que cada um usa o que quer e o que faz feliz. Eu apenas sei o que EU não gostaria de usar. Mas também já cansei de pagar língua… Gente, acho que tô envelhecendo, hahahaha! Talvez o que me incomode mais nessas modas não é a coisa em si, mas sim ver o quanto as pessoas ficam sem personalidade e começam a cegamente a se imitar, sabe? Atualmente se você é blogueira você é quase obrigada a aparecer com um artigo neon, senão tá por fora. Dêem uma olhada no instagram, tá tudo mundo em Noronha com um bikini neon. Isso acho pior que neon.

Melhor compra fashion

já andam sozinhas, minhas filhinhas

Esse ítem vai ficando, ano após ano, mais difícil de preencher, já que tenho comprado cada vez menos. Adoro um armário cheio de vácuo e só com coisas que uso muito. 🙂 Mas a melhor compra eu até postei sobre ela, as melhores botas que já tive (da Panama Jack) e que me agraciam com pés quentinhos, tudo no maior conforto! Atualmente tenho me controlado pra não usar só essa bota, hehehe! Também achei esse ano uma marca que é muito a minha cara, a Ted Baker e comprei umas peças de lá e as uso bastante.

Melhor compra de beauté

Após muuuuito tempo sem usar pó, me deu vontade de voltar a ter um pra selar/matificar em cima da base. Em vez de partir de cara pro Studio Fix da Mac, comprei em agosto um simples pó compacto da Maybellineda linha FitMe – que ameeeeei. Olha o estado dele, já está “nos finais“! O acho uma coisa entre o Studio Fix e o Blot da Mac. Com o custo-benefício da Maybelline, custa 5 VEZES MENOS!!!! Studio Fix who?

Pior compra de beauté

horríveis, cada um do seu jeitinho

Empate técnico. Um foi um inesquecível lápis- batom da Maybelline (Colorshow, cor love peach) que comprei bem no início do ano. Era um lápis que você passa e fica um laranja fluorescente mas tipo totalmente mal distribuído. Completamente inutilizável, joguei logo no lixo, não sem antes reclamar nos stories. A outra foi agora há poucos dias. Sabendo que a marca P2 não existe mais na DM, levei um removedor de esmalte da Ebelin que tem aparência parecida. Comprei esse da foto e nossa, é óleo puro e só remove o esmalte com muuuuuuito custo. É simplesmente péssimo!

Melhor compra de cabelo

O protetor térmico BBB da marca Langhaarmädchen, postei aqui. Aliás, a marca toda foi uma boa descoberta em 2018!

Melhor meme

“eu fico com a pureza da resposta das crianças…”

Não sei se isso é meme ou jargão de internet, mas não importa. Entre vários jargões (it malia!), meu favorito foi o “é verdade esse bilete“. A minha única tristeza é que se uso essas coisas o pessoal do meu convívio (zero internautas) nem sabe do que tô falando. Snif.

Maior bafão de celeb

Lavação de roupa em público

Esse ano teve eleição (e a barraqueira generalizada na internet, afffffff), copa do mundo, e até casamento real. Eu pessoalmente adoro ficar acompanhando twitter durante esses eventos, é onde eu mais dou risada. Aliás, os melhores estão no twitter…. Mas acho que o ano foi pobre de bafão (tipo meras separações, gravidezes e casórios nem contam né). Mas uma baixaria que me impressionou foi entre a Giovana Ewbank e o cunhado dela, irmão do Bruno Gagliasso. Ela mandou um whatsapp super o humilhando (achei muito feio) e daí ele postou pra todo mundo ver (achei muito feio também).

Pelo menos ela se fez de egípcia, ignorou e deixou a baixaria morrer ali mesmo.

Melhor momento pessoal

Não podia faltar o brezelzão pra comemorar

Lembram que escrevi umas 20 páginas de resolução para 2017 e no final das contas 2017 foi um ano bem acomodado? Para 2018 contei aqui que minha resolução foi “não ter resolução”. Mas acabei depois determinando 2 coisas para realizar e as duas deram certo. Até mesmo a pequena resolução de “começar aulas de piano” de 2017 eu só realizei em fevereiro de 2018. Ou seja, se a gente quer realizar meeeeesmo, melhor guardar pra gente, né? 🙂 2018 foi um ano extremamente cansativo, desafiador e fora da minha zona de conforto. E talvez por isso mesmo tenha sido um ano incrível! Tive uma conquista profissional importante (após quase 2 anos de burocracias e percalços), o timing foi ótimo e isso vai facilitar bastante minha vida de agora em diante. A outra coisa é mais cãoplexa e depois posto separadamente. Termino o ano com hashtag gratidão e imensamente grata pela saúde minha e dos meus queridos. Estivemos todos muito saudáveis esse ano, graças a Deus.

Pior momento pessoal

Postei isso nos stories e por enquanto sigo idolatrando o frio

Quem diria que o verão até há pouco tempo era minha estação preferida, né? Em 2018 eu peguei asco de verão. Esperava ansiosamente pelos meses frios e agora que está frio e escuro eu tô muitooooo feliz, kkkk. Eu sofri muito em agosto, fez um calor infernal, eu não conseguia dormir direito, passava mal de calor à noite (nem conseguia dormir no quarto), estava esgotada e ainda tinha um volume enorme de trabalho durante o dia. Além de mil coisas indefinidas que estavam me deixando ansiosa, sempre carregando um livro com conteúdo pra estudar pra uma prova, tentando manter atividades físicas, cozinhar pra semana – tipo tentando fazer tudo ao mesmo tempo. Em um momento eu achei que não ia aguentar mais. As coisas melhoraram quando o calorão passou.

Planos para 2019

zero firulas

Sigo a minha resolução de não ter muitas resoluções neuroticamente categorizadas. Mas pretendo sim retomar alguns hobbies “pausados” e ler mais livros. Terei mais tempo pra mim e para essas coisinhas em 2019. Aliás, novamente nenhum “planer mirabolante” que mais gasta do que gera tempo. Pra começar, voltei a usar a palavra AGENDA. kkkkkk Como adorei a agenda da Leuchtturm em 2018, comprei outra pra 2019! É enxuta, prática e pra mim suficiente.

E vocês, o que realizaram em 2018? Do que gostaram? Do que não gostaram? Não me deixem falando sozinha que o retrô 2019 tá garantido, kkkk! Mas sério: muito obrigada pra quem ainda não desistiu desse meu espaço aqui, quem acompanha e manda energia boa (ainda que não dê o ar das graças, já que comentar do celular é mais chato e hoje em dia a maioria lê no celular). Desejo do fundo do meu coração um ano de coragem, saúde, amor e realizações para todos vocês!


Beijos e feliz 2019 !

07
junho
2018

Não se preocupe

Postado por Ana em Coisas da Ana

Daquelas coisas que a gente nunca vai saber quem inventou. Recebi ontem de um colega um vídeo de um indiano que fala engraçado e adorei a mensagem e queria dividir.

Ele mostra o seguinte slide:

Resumo da ópera: se você tem um problema na vida e ele tem solução: vá solucioná-lo e não se preocupe mais. Se ele não tem solução, também não adianta se preocupar. Lembro quando ouvi pela primeira vez de um professor a frase “se não tem remédio, remediado está!”. Ou ainda da forma que meu pai sempre disse “minha filha se chorar resolvesse alguma coisa eu vivia chorando”. Kkkkk

É praticamente algo para controlar a ansiedade. Até porque se você tem um problema e ele não tem solução você fica triste mesmo, não tem jeito.

problematizo um pouco o slide porque existem situações que a gente NÃO SABE se têm solução ou não. Aí é que a cobra fuma e você fica rolando na cama tentando achar a solução sem ter certeza se ela sequer existe. Mas se a gente observar, essas casos são a minoria.

De ontem para hoje felizmente só tive first world problems. Fiquei ligeiramente puta por ter que levar o carro para trocar os pneus (para os de verão) na sexta e com isso perder minha meia-horinha de elíptico após o trabalho. Além do fato que detesto resolver coisas de carro sozinha aqui. Se já não entendia da rebimboca da parafuseta em português, quiçá em alemão. Daí lembrei do slide e nem pensei mais nisso! Mas não se enganem, dêem tempo ao tempo que meus third world problems e fudências de vida aparecerão como de praxe e pretendo continuar me lembrando do slide! 🙂

Beijos e não se preocupem!

27
março
2018

Querer querer e a essência de nós mesmos

Postado por Ana em Coisas da Ana

Talvez muitos de vocês já tenham ouvido falar nisso – muitas faculdades de medicina têm uma coisa chamada “Internato rural”, que é um estágio em que você vai ter a verdadeira experiência de médico do interior. Na minha faculdade, íamos de dupla para uma cidadezinha qualquer de Minas Gerais. Antes rolava o tão esperado sorteio – algumas cidades eram obviamente mais desejadas que as outras. Pois após passarmos horas planejando nossa lista de forma quase algorítmica, claro que eu e Cibz demos um azar danado e fomos a penúltima dupla a ser sorteada. Acabamos indo para uma cidadezinha do vale do Jequitinhonha, cujo acesso com 100km de estrada de terra me fazia optar pela jornada de 9 horas num ônibus que nem banheiro tinha. Quando chegava em casa tomava banho e a água saía até marrom de tanta terra no cabelo, rs.

Com isso acabei ficando várias semanas sem ir para BH. A internet por lá variava entre muito lenta a não-funcionante (justamente no final de semana ficava sem funcionar). A televisão muitas vezes ficava sem sinal. Como alternávamos as visitas em BH, passei vários finais de semana por lá sozinha na casinha, quase sem comunicação com o mundo lá fora. O que me restava fazer era pegar uma cadeira, colocar no jardim e ficar observando os calangos de dia e as estrelas à noite. O que mantinha minha sanidade eram os livros – eu infelizmente era sedentária na época. Imaginem o tanto de oportunidade de fazer exercícios, yoga etc que não perdi? 🙂 Enfim, lembro que nesses 3 meses eu li 18 livros (sei disso porque há 12 anos tenho um diário de leitura, lembram deste post?).

E esses meus óculos roxinhos que usava para aparentar mais velha? kkkkk

Um dos livros que me marcou nessa época foi o Memória de minhas Putas Tristes do Gabriel Garcia Marquez. Particularmente por uma frase que o eu-lírico cita sem nem saber bem ao certo quem disse, talvez Júlio César: “‘é impossível não acabar sendo do jeito que os outros acreditam que você é”.

Lembro que isso me fez pensar muito, em uma época importante da minha vida. Sabe, em termos de relações humanas, essa verdade é quase um acidente. Acho que quase ninguém faz por mal. Eu sei que eu não faço por mal. E justamente são as pessoas que mais “te conhecem” e que te são mais importantes que exercem esse maior poder sobre você. Mas a verdade é que estamos constantemente arrastando os outros devido a nossos pré-julgamentos, assim como somos também arrastados a toda hora. Tal como aqueles ralos de piscina que puxavam o pessoal pelos cabelos.

Eu sempre fui uma pessoa introspectiva e na minha. Em algumas situações bem tímida, em outras bem o contrário – afinal, somos personagens redondos e tudo depende de quando, como, em que contexto e com quem! Acho que hoje em dia encontrei um estado de equilíbrio em que me aceito muito bem (mas sempre aberta a melhoras) e estou em paz comigo mesma, com minha personalidade. Não tem frase que minha querida psicóloga (fiz 5 anos de terapia) me disse mais do que “está bem assim”. E essa é uma frase que carrego para sempre, para não brigar muito comigo mesma. Eu já tive o seguinte diálogo:

– Ana: Eu queria querer escalar o Kilimanjaro!
– Interlocutor: Você quer escalar o Kilimanjaro?
– Ana: Não, eu queria querer!

Escalar o Kilimanjaro é algo que representa a antítese das minhas habilidades e gostos. Então por que eu queria querer? Querer é diferente de querer querer e esta segunda representa nada que não uma briga com nós mesmos e com quem somos.

Mas quem somos nós? Esse é o X da questão. Acho que às vezes é importante parar um pouco e meditar um pouco para encontrar nossa essência – aquela que independe de como os outros nos enxergam. Nós nos perdemos num mar de expectativas alheias. Às vezes você precisa se afastar de tudo e todos para descobrir isso. Logo após o internato rural vim para a Alemanha fazer meu internato em pediatria. Um belo dia experimentei a sensação de que se ninguém me conhece e ninguém espera nada de mim, eu posso ser o que eu genuinamente quiser. Não confundir com what happens in Vegas, stays in Vegas, mas digo pelo lado de auto-conhecimento mesmo. Lembro de admirar que me abri de certa forma que em uma semana eu tinha um compromisso social por dia, com pessoas diferentes. Eu ia com fulana numa festinha de faculdade no centro onde não tinha um sequer ser que conhecia. Lá eu podia ser a Ana que é conversadeira com desconhecidos. Eu ia com ciclana na feira de vinho e lá eu podia ser a Ana que tomava vinho se desse na telha (até lá eu nem bebia nada). O interessante dessa experiência é que, apesar de eu estar vivendo coisas totalmente diferentes do que costumava viver, eu não estava sendo quem eu não era. Eu apenas estava sendo como eu realmente queria ser naquele momento. O ideal seria se conseguíssemos fazer isso sem precisar cruzar o Atlântico ou nos afastar das pessoas.

Não, meu marido nem está na foto acima,rs

Eu resolvi escrever sobre isso porque há um tempo me deparei com uma situação que “não tem nada a ver” comigo. Mas quando fui refletir, vi que não tem nada a ver com o que quem me conhece espera de mim. E ela combinou justamente com uma mensagem com a qual me deparei há uns dias:

“Eu já sei como é a sensação de desistir. Quero ver o que acontece se eu não desistir”.

Eu mudaria a mensagem para “eu já sei como seria se eu agisse como os outros esperam. Quero ver o que acontece se eu agir como eu realmente quero“.

Então a reflexão que eu queria propor é que nos policiemos em dois aspectos:

1) observar se agimos da forma como genuinamente somos e queremos ser e não para preencher um modelo do que esperam de nós. Isso tudo, claro, respeitando os preceitos da boa convivência e vida em sociedade.

2) que não sejamos – até mesmo para quem amamos – como os ralos de piscina. Que deixemos as pessoas serem livres. Que não joguemos ironias nem piadinhas quando alguém diz que quer fazer algo novo apenas porque não é o que você espera ou o que você faria. Que não cortemos as asas dos pássaros, que não prendamos numa gaiola quem dizemos amar.

Beijos!

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