07
julho
2019

Frikadelle do vovô

Postado por Ana em Ana de Casa

Frikadelle do Opa! Apesar de cozinhar pouco, meu sogro sabe se virar na cozinha e tem alguns pratos simples que são sua “especialidade”. Por exemplo, seus frikadelles, que nada mais são que umas almôndegas dinamarquesas. Daí semana passada eu estava lá filando a bóia e ele se encarregou do almoço um dia. O menu: Frikadelle + Molho (daqueles Knorr-Fix mesmo hehe) + Batatas cozidas + legumes.

Sei que nos últimos anos fiz algumas vezes receitas de Frikadelle e sempre achei super blé. Fiz inclusive dessas receitas fit, outras sem ovo também. Mas nunca ficava gostoso de verdade.

Quando provei fiquei de cara porque foi o melhor frikadelle que já comi (e mandei de cara CINCO goela abaixo). Falei isso e ele achou muito engraçado e disse que é receita boba de livro de criança. Ó, pode até ser, mas quis anotar na hora pra repetir aqui em casa e, claro, dividir com vocês!

Ingredientes para 11 Frikedellen

– 700g carne moída (ele usa a mista bovina + suína); se puder ser direto do açougue, melhor
– 2 ovos inteiros
– 2 colheres de sopa de farinha de rosca (Paniermehl)
– 4 cebolas brancas pequenas picadinhas
– 2 colheres de chá de mostarda
– 1 colher de chá de cominho (Na Alemanha se chama Kreuzkümmel, não confundir com Kümmel, que é diferente!!) O pó também dá, mas melhor ainda o grão inteiro pra socar com um almofariz/pilão, )
– 1 colher de chá bem cheia de sal
– 2 pitadas de pimenta preta

Modo de preparo:
Mistura tudo com a mão e faça bolinhas de mais ou menos 80g e forme o hamburguerzinho.

Leve à frigideira com um óleo que esquenta bem, como de girassol ou rapsöl. Não fazer com azeite! Não é frito, só forra o fundo dela mesmo: deixa 3 minutos de cada lado e pronto! Confere se a carne tá cozida por dentro !

Observações:
– Assim como qualquer hamburguer, dá pra congelar bem, por exemplo individualmente em plástico filme

– Se quiser, pode acrescentar salsinha a gosto

Beijos frikadelludos

04
julho
2019

Os últimos 100 dias

Postado por Ana em Maternidade

Post estilo diarinho contando um pouco dos 100 dias da minha vida com a Lili. Já faz mais de 3 meses da experiência mais transformadora da minha vida. Muito mais transformadora que casar, que mudar de país, que perder pessoas. Ôxi, muito mais. E como tudo: algumas coisas foram exatamente como pensei que seriam, outras foram melhores e outras piores! Normal, né?

Os primeiros dias após chegar do hospital tiveram a chatice de eu ainda carregar as dores do corte e os sintomas da anemia, mas estava psicologicamente muito bem. Nessa época apareceram muitas visitas, inclusive da doula (me deu mais trabalho do que ajudou, porque não precisei dela rs), às vezes 6 pessoas ao mesmo tempo – e de alguma forma eu tava era dooooida pra ficar sozinha com ela em casa.

O mundo paralelo

Mas o que mais me marcou nesse tempo? Foi quando lá pela sua terceira semana de vida eu tive um choque de realidade, quando conheci “o mundo paralelo da maternidade“. Foi um dia em que fui ao centro com meu pai e ela dormia no carrinho (bons tempos, não dorme mais no carrinho). Fomos ao Kaufhof comprar uns presentes pras minhas sobrinhas e quando chegamos lá, vi a escada rolante que sempre usei e tive que ignorá-la e pela primeira vez procurar o elevador mais próximo. Achamos e esperamos uns 5 minutos pra ele parar no térreo. Saíram pessoas com carrinho de bebê. E nós entramos com outras pessoas com bebês. Alguns longos segundos ali e todos se entreolhando meio que pensando “tamo junto!”. Enfim, após 1782726728283728283 segundos chegamos ao andar de baixo. Essa experiência me marcou profundamente, inclusive fiquei mal esse dia e atazanei minhas amigas no whatsapp. Ouvi o CRASH POW BANG de histórias em quadrinhos. O som de atravessar o mundo paralelo.

O mundo em que tudo demora mais, em que tudo tem que considerar os filhos, em que você olha pros lugares pensando se ali um carrinho passa/cabe, em que você sai de casa toda carregada de coisa por causa de um mini ser-humano. Em que você começa a enxergar como existem bebês e crianças e filhos. POR TODA A PARTE – como você não viu antes? Em que às vezes você se questiona se há um complô em que ninguém avisa a treta que é ter filho, pra todo mundo ter e IF IM GOING DOWN YOU’RE GOING DOWN WITH ME. Mas em que outros momentos você vê aquele sorriso banguela e entende … não há complô algum. Você enxerga o mundo-matrix de tudo aquilo que você sempre leu as tais ~mães~ descreverem e nunca deu bola e ainda achou chato ter que ler. E eu pensei em quantas vezes torci o nariz pra ler “só mãe sabe” (SÍH Mí SIBIIII) e o quanto mandei mentalmente todas tomarem no cool, das vezes que chamei licença maternidade de “BABY VACATION” para no fim Zeus apontar pra mim e falar “CUMPRA-SE!” e me fazer atravessar pro outro lado. Pera que o Pânico tá batendo na minha porta com as sandálias da humildade.

Mas aqui – um mundo sem Lili? Inimaginável. Outro dia sonhei que ela não estava mais em lugar nenhum e acordei com uma tristeza enorme, só para vê-la no bercinho e sentir o maior alívio do mundo. Quando ela nasceu falei pro meu marido que eu estava preocupada porque ainda o amava MUITO mais do que a amava. Aqui portanto não houve paixão-instantânea-miojo mas o amor que cresce a cada dia. Ó, não é fácil convencer meu coração e entrar na minha panela. Mas ela conseguiu e atualmente uma escolha de Sofia entre os dois já seria mano a mano.

A parte mais divertida é ver seus progressos. Como já conheço seus trejeitos, que aparecem e um belo dia somem. A Lili-Louca, a Lili-Tartaruga, a Lili-Olivia-Palito ja chegaram e foram embora sem dar tchau. Mas surgiram outras. A forma que ela acorda feliz, pronta pra viver. Ela acorda igual a um cowboy domando um touro bravo, só falta dizer “YEE-HAW, vem mundão, tô pronta pra você”. Quando eu via bebês de três meses não imaginava o tanto de personalidade que cabia ali. As vezes acho que tenho o bebê mais curioso do mundo, a chamo de “Curious George” e desconfio que por ser tão curiosa é que ela só consiga tirar soneca virada pra mim no sling.

Pensando transcendentalmente, é interessante como tenho sido obrigada a trabalhar algumas deficiências minhas. Menos egoísmo, mais energia e mais força. Ou você consegue ou você consegue, saca? Qual a outra alternativa? E ver o quanto eu sou resistente/forte pra cacete. Quem mora no exterior sabe que a tal “rede de apoio” é limitada. Às vezes tá mais pra ponto de apoio e olha lá. E me permitam a grosseria e soberba de chamar, aqui no meu espaço pelo qual pago 8 euros mensais, essa expressão “rede de apoio” a expressão mais pau-no-c* do universo. Meio raposa e uvas talvez, mas aaaaaaah que alívio poder escrever isso.

Ah claro, sinto falta do meu trabalho para ter mais a reportar por dia do que a quantidade de golfadas e fraldas explosivas. Muitas vezes é um tédio extenuante e eu nem sabia que as duas coisas poderiam coexistir. Eu poderia voltar agora mas sigo “afastada” porque prezo muito pela amamentação exclusiva (já que foi me dada essa bênção/sorte) e também acho bom estar presente nas primeiras fases da introdução alimentar. Também é um presente ver cada pontinho de sua evolução. Ser 100% mãe em 2019 é um esforço que tenho feito por ela. E admiro as mães para as quais isso não é um esforço e valorizo esse trabalho como nunca valorizei. O pagamento da minha exaustão é que não perco nada, absolutamente nada. E tenho certeza que até agora ela só recebeu respeito, amor, passeios e muita musica e historinhas. Porque oftalmo não mostra baby shark etc antes dos dois anos (acho) e meu marido ainda é contra bouncer. Ferrou. Ou seja: tenho que reinventar o entretenimento diário. Ela fica uns 15 minutos apertando as teclas piano e eu juro que ela é a nova Beethoven. Já até mandei vídeo pra minha professora, que vergonha alheia (mãe é tudo igual, rs). Tenho feito com muita paciência, respirando fundo muitas vezes – exceto por um dia que ela chorou tanto que eu a olhei nos olhos e chamei de CHATA. Arrependi depois, claro. kkkkkk

Já posso até dizer que tenho uma companheirinha. Saímos nós duas fugidas do calor por essas últimas duas semanas e nos alojamos na casinha deliciosa dos meus sogros. Como comi bem, sô! Preciso agora de uma desculpa pra me instalar por lá no inverno também, hehehe. Apesar que por eles ficamos por lá mesmo, super corujas.

Bom, assim foram os últimos meses!

Iniciaremos dois meses diferentes agora, pois meu marido vai ficar esse período de licença e nesse tempo se Deus quiser viajaremos bastante. Daí vem o inverno, adaptação na escolinha e eu volto a trabalhar. Acho que então a vida ficará mais organizada pois vão me sobrar umas 3:30h por dia pra eu fazer o que quiser antes de buscá-la. Será que vou saber lidar com tanto tempo livre de novo? Lol.

Daí ela vai andar, vai falar, vai crescer e eu nem vou perceber. E se bobear, até do sling eu vou sentir saudades.

Beijos

16
junho
2019

Como controlei a acne após parar com a pílula

Postado por Ana em Saúde

Esse post ficou no forno um tempão – na verdade o escrevi antes da gravidez, então antes de postá-lo dei um update, claro. Eu estou colocando aqui minha experiência pessoal, de mulher com os hormônios tudo-doido, que foi desenganada “N VEZES” pela dermatologia e pela ginecologia.Ihhhhh, isso não tem jeito, só pílula mesmo” – – se eu ganhasse 1 puto para cada vez que ouvi isso! Na verdade eu resolvi parar com a pílula antes de decidir tentar engravidar, pelos motivos que cito a seguir. E pretendo não tomar nunca mais.

E o Roacutan?

Eu tomei uma mini mini mini dose de Roacutan por uns 3 meses (por conta própria mas orientada por um amigo dermato) em 2013 (acho) e recebo muita mensagem por causa daquele post até hoje. Notei diminuição da oleosidade na glabela, mas não fez milagres pra mim. De qualquer forma, ainda usava pílula na época, então era tudo meio enviesado. Pois as tentativas de parar com a pílula depois disso foram um desastre completo. Em 2015 por exemplo: voltei pedindo água de tão horrível que minha pele ficou. Hoje em dia eu não faria tratamento full dosis de Roacutan pelo lado oftalmológico da coisa. Mas cada um sabe onde o sapato aperta, então decida junto com seu dermato e gineco se é o melhor caso pra você. #AninhaPazEAmor E claro, Roacutan e planos de gravidez não combinam nem um pouco!

Minha longa história de amor e ódio com a pílula

Eu comecei a usar pílula (Diane!!! THE BOMB!) por indicação da minha ginecologista aos 17 anos, pois minha pele era ruim. Recebi o diagnóstico de ovário policístico baseado em um ciclo irregular (mas não muito), pele acnéica (na adolescência) e cistos no ultrassom. Hoje sabe-se que o diagnóstico é mais complexo que os critérios de Amsterdam que aprendi na faculdade. Ou seja, ainda não confirmei pra valer. Bom, eu nunca tive o rosto comido de acne, sequer era referência tipo “vire à direita após aquela menina de pele ruim“. Mas era uma pele bem borderline, sabe? As costas me incomodavam mais. Tudo quanto é creminho e ácido que você já ouviu falar eu tentei. O Diane funcionou bem, mas era uma bomba e me inchava muito. Depois troquei por ditas “pílulas mais leves”. Passei os últimos anos com YAZ. Minha gineco aqui na Alemanha não gostou muito quando disse que tomava YAZ (alguns novos estudos mostrando mais associação ainda com trombose), mas eu prometi que ia parar em breve. O problema: toda vez que eu tentava parar com pílula era um desastre e voltava correndo.

O que causa a minha acne?

O desbalanço hormonal, como citei no início, is a given. Maaaaaaas, como várias coisas no corpo, a acne é multifatorial. De forma que havia sempre uma característica cíclica no meu controle. Havia épocas de calmaria e épocas em que mesmo com a pílula minha pele ficava ó, uma boxxxta. Minha acne sempre foi absurdamente influenciada pelo estresse. E nem só ela, mas todo o resto! Lembram da minha queda de cabelo naquela época? Tudo estresse. Em 2014 quando juntou meu casamento e mudança de país minhas costas ficaram horríveis, mesmo com a mesma pílula de sempre. Mudança de país é só uma caixa que tem outras 1000 mudanças incluídas e por mais que eu me sentisse mentalmente de boas, meu corpo não engoliu essa calmaria não e manifestou problemas de várias formas possíveis! Tive várias zigziras além da acne. Muitas vezes o nosso corpo sabe e nossa mente não!

Tentando largar a pílula

Já há alguns anos me preocupava com os possíveis efeitos colaterais de pílula anticoncepcional. Apesar de não fumar e não ter história de trombose na família, como oftalmologista sempre fiquei bem insegura com o pequeno risco de ter uma oclusão de veia central da retina ou algo do estilo. Além disso tenho enxaquecas com aura – graças a Deus no máximo 1x por ano mas tenho – e isso por si só já torna a pílula uma péssima idéia! Imagina dar um olho por uma pele bonita? Sim, em caso de alguns desbalanços hormonais, a pílula vai te proteger de alguns problemas específicos de saúde que advém dessa exposição excessiva ao estrógeno sem o contrabalanço apropriado de progesterona. Mas quanto mais eu estudava mais comecei a entender que no meu caso esse custo-benefício seria bem negativo. Digo no meu caso porque, por favor, converse com seu ginecologista de confiança antes de tomar qualquer decisão. Mas vá sim com olhar crítico e não aceite de cara tudo, pergunte! Prescrever pílula é sempre mais fácil, demora 1 minutinho só.

Decidi parar e me vi somente limitada por uma questão puramente estética: a acne. Sei lá, mas um espinhão no meio da testa todo dia pode meio que nos fazer sentir insatisfeita com a aparência, insegura. Pelo menos me fazia. Tentei parar de novo em 2015 e foi um desastre completo. Lembro que voltei a tomar e ainda tive que aguardar meses para a situação se regularizar. Ps: independente de como seja sua pele, é fato conhecido que existe o efeito-rebote após parar com a pílula: a produção de sebo sempre sofre um flare up, então para muitas mulheres a questão é só aguentar firme esses 6 meses após parar com a pílula. Mas era justo nesse período que eu sempre desistia!

O grande basta: no more pílula

Pois em dezembro de 2017 dei um basta! Decidi que, após 15 anos, nunca mais iria tomar pílula. E senti uma tristezinha de arrependimento por todos os anos em que me expus a ela. Para mim a gota d’água foi quando, além dos outros riscos, vi que a pílula anticoncepcional poderia influenciar negativamente a resistência à insulina. A questão da insulina no caso de ovário policístico já é toda meio c*agada – e ainda vou piorar isso com pílula? Não tenho diabetes, minha curva na gravidez foi normal, mas tenho sensação que se eu não der o meu melhor, algo irá desandar para esse lado em alguns anos. Tenho fatores de risco e história familiar para isso. Então lá estava eu comendo melhor, fazendo exercícios regulares… mas tomando pílula? Tipo comer lange XXL no McDonalds e pedir maçã de sobremesa. Não, não, não …. precisava mudar isso. Fiquei também #chateada um dia que pensei que grande parte da minha juventude sofreu o apagão hormonal da pílula: eu nem conhecia meu corpo. O que a pílula faz é um “apagão”. Aquele sangramento não é menstruação, é só privação hormonal mesmo.

Tratar com alimentos

Quando eu era adolescente fazia limpeza de pele e a esteticista me disse uma vez que para minha pele melhorar eu tinha que parar de comer porcarias, tipo catchup. Lembro que cheguei em casa e tinha coxinha com catchup e pensei: NNNAAAAH, até parece. E voei na coxinha com catchup. Pois tenho visto e sentido alimentos (ou a falta de alguns alimentos) como potenciais curadores, melhoradores ou ferradores em potencial do nosso corpo. Saber eu já sabia há tempos, mas só introjetei recentemente. Se a gente não sente, não adianta. Se fosse puramente saber, nenhum médico fumava! Nenhum nutricionista seria obeso. Infelizmente, a gente tem que sentir para que o desejo de mudança seja maior que as dificuldades e tentações externas.

Eu passei muitos meses lendo muito para decidir como ia fazer. Até livro de faculdade de nutrição eu comprei e li (apesar que achei a parte da química fisiológica beeeeem fraquinha, se alguém tiver outra sugestão…). Mas se eu puder citar uma fonte, eu citaria o blog da Lara Briden, que foi de onde tirei muitas idéias e ia então pesquisar o que ia adotar ou não. Não sei se foi placebo, se foi porque estava 3 anos mais velha que da última vez que tentei, mas só sei que dessa vez funcionou. Lembrando novamente que o efeito rebote de retirada da pílula dura de 3-6 meses e nem sempre quer dizer que sua pele ficará assim para sempre. Os suplementos externos eu parei 5 meses depois, quando resolvi tentar engravidar (mas controlei a alimentação mais que nunca). Então, chega de lero-lero, o que fiz:

Eu comecei com as medidas abaixo 4 semanas antes de cortar a pílula, pois por causa do efeito rebote o ideal é iniciar as mudanças um tempo antes de parar

1) Evitei derivados do leite

Isso do leite é um fato gritante, mas que nem todo mundo conhece: derivados do leite pioram a acne. E não só do açúcar do leite (a lactose), mas ele como um todo. O leite é rico em precursores de diidrotestosterona, como 5α-pregnanediona and 5α-androstanediona.

Esse estudo de 2011 foi interessante que foi a própria Nestlé a patrocinadora do estudo. Eu hein. Mas se a Nestlé tá falando que leite causa acne… quem sou eu né?

Não tenho alergia à proteína do leite e sou somente tão intolerante à lactose quanto a maioria dos adultos. Mas resolvi reduzir muito os derivados. Não fiquei neurótica olhando rótulos nem nada disso. Mas eu tendia a sempre escolher a alternativa sem lactose se ela existisse. Já gosto muito de queijo de cabra, leite de amêndoas, então usava isso ao meu favor. Eu inclusive parei de tomar Whey Protein (a proteína hidrolizada do leite) porque é uma coisa com claro potencial de piorar a acne! Comprei proteínas veganas, mas eu infelizmente acho o gosto muito ruim e como não sou fit-blogger parei, haha . Recomendo o site godairyfree.org para muitas idéias de receita sem derivados do leite. Eu prefiria fazer uma receita mais calórica se for o caso (tipo com maionese) do que a mesma menos calórica mas com leite. É importante consultar seu nutricionista para não ter deficiência no seu aporte de cálcio nem vitamina D! Eu obviamente mudei isso e tomei muuuuita coisa de leite na gravidez, situação hormonal totalmente à parte (minha pele ficou ótima anyway) e dessa forma tinha uma boa ingestão de cálcio.

2) Evitei açúcar

Eu não sofria muito para cortar doces (antes da gravidez, hehe), pois era #TimeSalgado desde que nasci. Mas comia de vez em quando e ao parar com a pílula reduzi muito mesmo. Quando vi que estava com dificuldade de ovular para engravidar, estava comendo quase igual diabético. A diferença é que tenho horror a sobremesa com adoçante (acho ruim, me dá dor de barriga), então ficava era sem mesmo. Mas não cheguei a fazer nenhuma dieta “com nome” não. Só boas escolhas mesmo.

3) Reduzindo o índice glicêmico das refeições

Ingerir alimentos com alto índice glicêmico libera grandes quantidades de insulina e todas suas ruins consequências (inclusive para a pele). Não fui radical, mas procuro escolher o integral sempre que dá. Comer frutas (e suas fibras, “o antídoto” do açúcar) em vez de suco. Fazer associações: se vou comer banana e tem umas sementes de chia dando sopa, jogo uma colherzinha. Vejam esse vídeo (Palestra do Robert Lustig sobre a bioquímica da glicose etc), é longo mas vale a pena.

3) Tomei Zinco de manhã

Já era muito fã de zinco, influenciada pelo Sr. Seu Marido. Ele está pro Zinco assim como Linus Pauling estava para a vitamina C. kkkkk Coincidência ou não, desde que comecei a tomar zinco há cerca de 4 anos (tipo ao mínimo sinal que vou gripar) nunca fui tão saudável. Tomei regularmente 2 x 5mg de manhã. O zinco, além de tudo, é bacteriostático contra o Propionibacterium acnes e reduz a produção de TNF-alfa, que é uma proteína pró-inflamatória. O magnésio também seria indicado no meu caso por ter efeitos benéficos para a ovulação e eu comecei com ele uns meses depois, mas a pele já estava ok. Consulte médico antes de repor qualquer coisa! Lembrando que na gravidez só suplementei com coisa de grávida e parei de tomar todo o resto, ok?

4) Tomei vitamina D de manhã

Quanto mais aqui nessas bandas né? Mas sempre doso vitamina D de 6 em 6 meses para não ter risco de hipervitaminose. Além de várias consequências ruins da deficiência de vitamina D, alguns estudos a associam com aumento de acne. Mas já tomaria independentemente disso.

5) Tomei oleo de groselha negra – cassis (é simplesmente ômega 3 vegetal)

Comprava na Amazon (“blackcurrant oil” ou “schwarze Johanisbeer-öl” mas meio que deu uma sumida de lá). Alternativa mais barata é tomar ômega 3 de origem animal (peixe) mesmo. Pensando aqui, a fonte de ômega 3 não deve fazer diferença no resultado – é que eu acho o gosto residual ruim! Tomava uma cápsula à noite antes do jantar. Esses ácidos graxos inibem a produção de citocinas pró-inflamatórias e possuem inúmeros outros benefícios para a saúde. Acne = inflamação! Quem sofre, por exemplo, de terçol de repetição ou blefarite, pode também se beneficiar de uma dieta rica em ômega 3 (lê-se: salmão, linhaça, chia e afins) ou suplementos.

6) Brócolis (150g por dia) ou DIM 100mg/dia

Eu tenho a sensação que é o que mais ajudou. DIM (diindolilmetano) é um nutriente encontrado no brócolis, couve-de-bruxelas, etc que tem a função de inibir a enzima aromatase e bloquear receptores de androgênio. Seria como se controlasse os efeitos de um “excesso de estrogênio” (aquele que não é contrabalançado pela progesterona, como no caso do ovário policístico). Comecei 4 semanas antes de cortar a pílula, mas comecei só com brócolis. É a forma mais natural e segura . Mas comecei a ficar BEM enjoada (tipo 1kg por semana de brócolis, né amores) e antes que pegasse asco de um dos meus legumes favoritos, substituí por cápsulas de DIM – Apesar de dizerem que DIM é natural, acho que exige uma dose extra de cuidados. Não tomaria por mais de 6 meses seguidos! Não tomaria tentando engravidar. Uma cápsula NUNCA vai ser igual a um alimento. O certo é conversar com seu médico a respeito, mas já aviso que a chance dele saber o que é DIM é mínima – não ensinam isso na faculdade…

7) Exercício físico regular

Esse ponto é interessante – pois exercícios podem melhorar ou piorar a acne. É importante tomar banho logo após para tirar o suor e usar roupas apropriadas e limpas, senão também vai ter um efeito negativo na acne. Além disso, feito em nível profissional, pode causar um desbalanço hormonal devido a um baixíssimo percentual de gordura. E como disse acima – se tomar Whey Protein, isso também pode piorar a acne.

MAAAAS, além de melhorar a saúde como um todo, a micro (RETINAAAA) e macrocirculação (CORAÇÃAAAAO) , o exercício moderado combate o estresse, que é algo que piora muito a acne. Além disso, os músculos ajudam o corpo a lidar melhor com a insulina! Enfim, mil benefícios que todo mundo está careca de saber.

8) Beber mais líquidos: muuuuuita água, chás não adoçados, etc.

9) Cortar adoçante artificial: esse só consegui na época em que quis engravidar, quando li e entendi que eles atrapalham toda a sinalização hormonal e em grande quantidade podem até bloquear a ovulação. Adoçante no cafezinho é um veneno, gente. Cerca de 4 semanas após parar, acostumei e hoje em dia nem consigo tomar café com adoçante mais. Tente você também. Lembre: para criar (ou perder) um hábito você precisa de no máximo 3 meses de constância.

Como vocês podem ver, as medidas para a pele “em si” foram a minoria absoluta, que aliás já fazia das outras vezes e nunca funcionaram sozinhas. Por isso muitas vezes ouvimos que “não tem jeito, fia, só Roactuan“.

10) Meus produtos específicos pra minha pele: meus cuidados para a pele foram os mesmos de sempre que uma dermatologista me passou. Usei sabonete pra pele oleosa e meus produtos da skinceuticals. Mas não usei o Azelan nas costas porque elas já ficaram lisinhas após as outras medidas. Nem consegui acreditar. Na gravidez, como disse aqui, usei só o Azelan, sabonete e Serum 10 à noite.

11) Máscara de argila 2 vezes por mês

Só para dar aquela enxugada extra de vez em quando. Lembrando que minha pele é oleosa e meus cabelos também. Pode ser que não seja bom para todas. A que uso é essa de argila de Rhassoul.

Veredicto:

Bom é isso! Minha pele após a pílula, mesmo no período inicial ficou super bem controlada com essas medidas. Lembrando que a minha última tentativa sem fazer isso (em 2015) foi um desastre absoluto. Lembrando também que um efeito negativo para a pele é esperado até 6 meses após a retirada da pílula (rebote) e o ideal é aguentar firme nessa fase e não desistir. Mas no meu caso comecei tudo antes de parar e desta vez não notei o efeito rebote. Não diria que minha pele ficou tão lustrosa como em tempos áureos de pílula, mas ficou num nível que jamais imaginei ter sem ela! Mas vamos combinar o seguinte você faz assim: vai no dermato e no gineco e se sua saúde tiver de boas e você só tomar pílula pelo aspecto estético da acne e for desenganada, você pode tentar essas mudanças. Infelizmente muitos médicos ainda não vêem essa parte holística. Ou é remédio ou nada. Não julgo, pois falta tempo também. Inclusive, vou defender a classe agora: já viram quanto recebem por uma consulta de convênio? Você paga mais que isso para alguém fazer sua sobrancelha por 10 minutos. Então, se você não quer enfiar a mão no seu bolso e remunerá-lo bem, apesar de gastar isso no salão de beleza, não pode esperar que ele tire uma hora do seu tempo pra te explicar tudo minuciosamente. Ele tem contas pra pagar. Ninguém nessa história está 100% certo nem 100% errado, mas a responsabilidade é de todos! Informação custa tempo. TIME IS MONEY. Enfim, nós somos o que comemos. E ainda que essas medidas acima não funcionem para a sua acne, é inegável que se alimentar melhor e se exercitar ao menos vão melhorar bastante sua saúde como um todo! Não suplemente sem conversar com profissional antes. O post é apenas um resumo da minha experiência pessoal e dos meus estudos, sem grandes pretensões.

Beijos

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