
Quando eu era criança e o mês de maio chegava, eu sempre me perguntava se era uma espécie de ET ou aberração por não ter mais mãe. Realmente, de alguma forma quase fantástica (sim, porque para morrer basta estar vivo) eu sempre fui a única da sala que se enquadrava nesse critério. Os professores despejavam um monte de atividades sobre a mãe (que exigiam participação das mesmas) e nunca tiveram sensibilidade de saber que as coisas não são assim tão óbvias – ao menos, não para todo mundo! No dia de hoje, como em todos os anos de minha vida, me deparei com um milhão de posts, recados, propagandas, filmes, programas, voltados diretamente às mães e pessoas com mães vivas (nada mais natural). É claro que, com muita prática no assunto, isso há muito tempo não me atinge mais, mas penso muito nos fellow órfãos que devem se sentir meio desolados neste dia.
Hoje é um dia para celebrar a mãe que você teve a sorte de ter, as mães (amigas, irmãs, tias, avós) que existem na sua vida e a mãe que você é (ou vai ser). E principalmente para agradecer por alguém que certamente está fazendo de tudo um pouco para preencher esse espaço em sua vida (pode dar uma olhadinha, que sempre tem alguém). Sei que não é fácil viver a vida (independente da idade) sem as asinhas da sua mãe por perto, sob as quais você se esconde quando as coisas estão um pouco amargas. Hoje pode ser um dia, então, para celebrar a força enorme que existe dentro de você, que só quem perdeu alguém especial sabe que tem. E que venham os outros dias .
Feliz Dia das Mães – para todos!
Beijos!








