07
abril
2016

Ana sem-calças

Postado por Ana em Crônicas cosméticas

Lembram de um post velho onde reclamei que uma calça da Zara explodiu? Gostaria de me retratar com a Zara pois, aparentemente, o problema não é com ela mas com minha b*nda. Após aquele episódio foi uma sucessão de explosões de calças. De todas as cores, tecidos, marcas e preços! Era calça de vinte euros explodindo, era calça de cem euros explodindo. Tentei de tudo – tento não agachar, não fazer movimentos bruscos, mas não adianta – basta um momento de distração e … POC! Nos últimos anos eu peguei meio birra de calça jeans e passei usar mais calças pretas de material não-jeans. Elas deram então continuidade à saga e iam então estourando uma atrás da outra e eu ia comprando novas. Antes que imaginem Ana-Panicat saibam que eu não uso calça apertada, mas também não são largas, sei lá, acho que tá tudo confortável mas quando vejo já se foi mais uma. Nem tenho os glúteos avantajados, acho bem na média. Mas que tem um problema na área deve ter, alguma desproporção!

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A minha última calça preta era da H&M e me custou uns vinte euros só. Estava ótima há pelo menos um ano, nem desbotava com a lavagem – uma das calças mais incríveis que já tive. Só usava ela nos últimos meses. Daí engordei 3 kgs em BH e semana rertasada ela rasgou-se completamente entre as duas pernas e acabei jogando fora por lá mesmo. Fiz até funeral da calça, comprei coroa de flores … qual não foi minha surpresa ao perceber que não tinha mais calças pra usar?! Tenho as brancas de trabalho (que por enquanto não explodiram), mas essas não contam. Tenho uma legging horrorosa que uso pra viajar de avião junto com alguma blusa bem comprida – e foi graças à ela que voltei pra casa hehe. Cheguei aqui em casa e fui fuçar e achei um monte de ex-calças pretas queridinhas explodidas que eu tinha esperança de costurar (mas não vai rolar, já estou jogando fora). Outra calça jeans explodida não usável. E láaaaa no fundo da gaveta um jeans velho todo empoeirado que, vindo de tempos áureos de boa forma, hoje nem abotoa mais na barriga. Mas foi com ele mesmo que fui passear na cidade no último final de semana. Virei a Ana sem-calças!

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Como eu morro de preguiça de comprar calça (experimentar calça acho uó), acabei ainda não comprando, vou ter que criar coragem e comprar uma nas próximas semanas. Espero que esquente logo, pois vestidinhos não me faltam.

Alguém tem esse problema também?! Como será que a Kim Kardashian faz??


Beijos!

06
abril
2016

Invernite aguda

Postado por Ana em Alemanha, Coisas da Ana

Eu sempre escutava falar que a escuridão e frio do inverno deixavam as pessoas meio pra baixo. Sinceramente, achava que passaria imune. Em 2014 eu fiquei bastante em casa, então acabava tendo muito da luz do dia para mim, quando bem entendesse. Já 2015 foi o primeiro ano que vivi as 4 estações integralmente. Como a primavera/verão vêm primeiro, acho que não dei o valor que mereciam. Claro – passeei bastante, andei de bicicleta, patins, fui à piscina… Mas lembro de, às vezes, ver a luz do sol pela janela, céu azul, e ficar com preguiça de sair. Até certo ponto do ano passado eu realmente não via diferença entre sentar do lado de fora ou de dentro de um restaurante. Achava engraçado a mania dos alemães de TER que se sentar do lado de fora se for possível. Não é à toa que um dos bares mais tradicionais de Freiburg faliu no verão passado. Foi um longo verão e era um bar só com lugares internos – os clientes simplesmente não queriam desperdiçar os dias de sol tomando drinks sob um teto.

invernoazulPior que são fotos sem filtro.

Quando chegou novembro eu vi meu humor mudar. Nem pelo frio, mas pela escuridão. Sair de casa escuro e voltar no escuro! Realmente também estava trabalhando muito e bastante cansada. Mas com certeza a falta de luz teve seu papel. Dezembro chegou com seus distrativos natalinos mas eu estava realmente bem rebugenta. No dia em que eu fui viajar pro natal no Brasil, saindo do trabalho, eu estava tão sem energia que achei genuinamente que não teria forças para dirigir aquela uma hora até chegar em casa. Sensação de exaustão, a um nervo de um ataque de beiras. À medida que, após o solstício, os dias começaram a claramente se alongar, fui percebendo o quanto aquilo me afetava física e mentalmente. Um raio de luz no caminho para o trabalho me deixava abobada de alegria. E, pouco antes da primavera chegar, o resto de luz após voltar para casa também marcava presença.

tulipas

Eu só sei que a primavera chegou e me sinto outra pessoa, completamente revigorada. As férias ajudaram, é verdade. Mas estava com um bom-humor assustador semana passada. Como ouvi em Friends certa vez, parecia um Papai Noel no Prozac. 🙂 Agora saio e volto na claridade e ainda posso sair passeando com o dia claro. Vi as flores pelo caminho, as primeiras cerejeiras florescendo e até quis chorar de emoção.

inverniteflor

Acho que por toda a minha vida nunca dei valor ao clima privilegiado de BH – tive que viver bem as estações para entender. Acho que um dos maiores desafios da minha vida aqui sempre será aprender a dar valor ao inverno – que deve ter lá suas belezas. Não quero ser uma pessoa que deseja que o mês “X” (a.k.a vida) passe rápido e que está sempre à espera da próxima primavera, sabe? Mas por ora, as únicas vantagens que vejo no inverno são que os insetos desaparecem, fico de meias felpudas e dormir fica mais gostoso! 😉

meiasfelpudas

Aprendi também que tenho que prestar mais atenção aos sinais do corpo e me preparar melhor psicologicamente para o próximo inverno. Diz o marido que se eu aprender a esquiar vou ficar feliz com o inverno. Talvez seja então uma resolução para o próximo. Acho que é importante me preparar fisicamente também – mexer o corpo nessa situação é ainda mais importante e me atentarei mais à isso da próxima vez, já que no fim de 2015 estava sedentária. Bom, me preocupo com isso depois, pois agora teremos longos meses floridos pela frente. \o/

Quem aí já sofreu de invernite aguda?

Beijos primaveris

05
abril
2016

Os lixos da minha casa

Postado por Ana em Ana de Casa

Engraçado um post de lixo, né? Mas é mais para mostrar como é a questão do lixo aqui na Alemanha. É bem diferente do Brasil e com algumas particularidades. Minha experiência “em Alemanha” inclui Freiburg, Frankfurt e Kiel (sul – meio – norte). Então imagino que a questão do lixo seja meio constante no país.

São cinco tipos de lixo para você dividir em casa. Há toners de cada lixo do lado de fora da casa (ou no quartinho de lixo do prédio) que são esvaziados em frequencia variável.

1) O lixo de papel : papel, papelão. Lembrando que quando você vai desová-lo no quartinho de lixo (no toner grande) tem que estar meio picado. Nada de jogar caixas inteiras. Daí imagina o saco que é quando você compra um móvel e tem que ficar picando aquela caixa enorme com suas mãozinhas.

2) O lixo orgânico (“Biomüll”): basicamente, resto de comida. O saquinho também tem que ser biodegradável, aqui tenho os dois abaixo. O chato é que ele “derrete” muito rápido e, mesmo descendo com ele todos os dias, ele acaba sujando minha lixeira. Mas felizmente tenho minha solução de limpar lixeirinha! 🙂

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3) O lixo “amarelo” (“Gelber Sack“) que é onde você joga embalagens de plástico e metal. Eu sempre tiro resíduos de comida das embalagens e até passo água mesmo. Porque o saco é grande e não quero minha cozinha com cheirinho ruim. Nele vão poucas garrafas, pois a maioria das “PET” e de vidro são “caução” – daí você devolve na máquina do supermercado e ganha o dinheiro de volta. Ah, os sacões amarelos não precisa comprar, são dados no supermercado, prefeitura, etc. Eu levo pra baixo quando enche mesmo.

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4) O lixo “resto” (“Restmüll“). Para todas as outras coisas. Esse é o “lixo da dor de cabeça”, e é ele que determina o quanto você tem que pagar por ano. Por exemplo, aqui em casa pagamos por um toner de “lixo resto” lá em baixo que comporta 35 litros e é esvaziado a cada duas semanas. É só pra nós dois e fechado a chave! Para nós dois funciona super bem, desde que separemos o lixo orgânico (você até pode jogar orgânico no “resto”, mas estará gastando seu espaço à toa). Aqui em Freiburg, já faz uns meses que pararam de recolher o lixo do toner caso a tampa não feche. Dada essa nova regra, houve uma verdadeira pane do lixo no meu prédio certo mês. O pessoal simplesmente não conseguiu se organizar com o próprio “lixo resto”, afinal tinha vizinho com bebê pequeno dividindo toner mínimo com outros, claro que não dava. Virou uma verdadeira guerra do lixo. Mas como temos nosso toner pequeno mas só nosso (trancado a chave), não tivemos dificuldade, mas nos afetava ter que atravessar um mar de lixo para chegar até os toners. 🙁 Outra coisa é que aqui o lixo é recolhido sábado e se for feriado eles simplesmente “pulam” aquela semana e você tem que se virar. Ou seja, tem hora é que difícil administrar nosso lixo por aqui. Ah, lembro que lixo do banheiro vai pra essa categoria também – mas aqui não se joga papel higiênico no lixo, mas sim na privada. Lixo de banheiro é para fio-dental e afins.

5) Vidros: os vidros que não são “caução”, tipo garrafa de vinho, azeite – você desova em um toner coletivo perto de casa. Tem um a um quarteirão daqui – lá tem a divisão por cor de vidro (marrom, branco, verde). Espero juntar algumas garrafas e levo de uma vez.

Taxa do lixo

Como mencionei acima, tem que pagar a “taxa do lixo“. Ela é paga anualmente e depende do tamanho/recolhimento do seu toner de “lixo resto” – aqui em casa pagamos 149,88 euros (cerca de 600 reais) em 2015. Quanto maior a família, mais espaço você vai precisar e mais caro fica. Meus lixos ficam na cozinha mesmo, escondidos por uma cortininha. Tem um toner branco que comprei na Ikea que é onde encaixo o saco amarelo . Tem uma cesta não sei de onde pra papel. E outro com dois compartimentos – um para o lixo biológico e outro para o lixo resto.

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Confesso que não sou das pessoas mais ecologicamente conscientes e tem hora que essa separação enche o saco! Quando vou pra Beagá e vejo aquele tonerzão pra gente jogar tudo misturado me dá uma inveja! Minha família até tenta separar de vez em quando, mas chega o caminhão de lixo e mistura tudo mesmo… nem vale a pena.

Beijos!

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