13
abril
2016

Testei: esmaltes Miracle Gel da Sally Hansen

Postado por Ana em Unha

Eu vinha evitando comprar esmaltes pra não vê-los ficando grossos e velhos. Não é toda semana que tenho tempo de pintar as unhas e tem toda a lojística de limpar a casa, fazer marmitas antes das unhas e essas coisas de gente comum que vocês conhecem! 🙁 Estava realmente com pouquíssimos, mas nos últimos meses voltei a ter um pouco de “mania de unha” e andei comprando um aqui e ali. Eu tenho problema sério com durabilidade do esmalte, vocês sabem, e já testei de tudo um pouco. Quer dizer, quase tudo. Não testei a unha em gel em si ainda, porque tenho medo desse “comprometimento” com salão pros lados de cá. Isso de ter que ir pro salão pra tirar me desagrada um bocado… Alguns relatos de unhas sofridas pós-gel (ondulações estranhas, etc) também me desanimam. Uma amiga minha em BH faz há um tempão e fala que é a melhor coisa do mundo, então não descartei experimentar não. Enquanto isso nÃo acontece, vivo experimentando alternativas. TODOS os análogos “faça gel você mesma” que experimentei até hoje nem fizeram cosquinha na durabilidade de uma unha de gel “verdadeira” (que aparentemente nem descasca). Já teve o fiasco das “unhas de gel da Essence“, passando pelo outro fiasco do “top coat em gel” da Dior, até o Gelous que é bom mas longe de ser gel de verdade.

sally1Cor “Dig Fig” e o top coat, que parece preto mas é transparente

Já testei muita coisa, viu? Com a expectativa lá embaixo eu comprei alguns da linha “Sally Hansen Miracle Gel” pra testar. Eles dizem que é “gel sem a luz” e que dura até 14 dias. Já vou adiantar: NÃO é igual esmalte em gel “de verdade” e, provavelmente, em 99% de pessoas de vida normal isso não vai durar 14 dias! Mas não quer dizer que não gostei. 🙂

Como usar

Você “pula” a base e aplica o esmalte direto! Uma etapa a menos é sempre bom, né? Daí passa a segunda camada, e por fim o “top coat” da linha, que é preto por fora mas normal por dentro! Eu já usei com top coat de glitter e não vi diferença na durabilidade.

sally2 Esse se chama Terra-Coppa .

Preço e onde comprei

Comprei na DM, pra variar, e estava meio salgado: uns 10 euros (40 dilmas, ai) cada. Mas era promoção leve 3 e pague 2, então ficou mais barato (levei 2 cores e 1 topcoat)! Acho que não vende no Brasil, me corrijam se eu estiver enganada!

E para tirar?

A promessa é que seja normal pra tirar. MAS quando passei o vermelho pela primeira vez, entrei em pânico porque o removedor que sempre usAVA (esse, da linha própria da DM) nem fez cócegas. No desespero parti pro outro que tinha (esse da P2) e daí saiu facilmente. Com isso aprendi que o removedor da DM é pior que a média e que o esmalte PODE ser difícil de tirar, caso você também tenha um removedor ruim em casa!

Conclusão

Achei a durabilidade parecida com a do Gelous – que também dura cerca de 5 dias na minha unha
– mas com muito menos trabalho (inclusive menos trabalho de comprar, pois encomendar o Gealous foi um parto). Depende da cor que você compra – achei o vermelhão um trabalho de muita paciência pra limpar, e ele descascou com 5 dias. Já o cintilantezinho-glitteroso é uma nova bênção na minha vida, pois dá zero trabalho de passar e limpar e dura uma semana. Fora que quando descasca mal dá pra ver! O efeito em si é normal, brilhante e tals, sem aquele encolhimento MEDONHO do kit da Essence e do Dior Top Coat!

lcrate4

E vocês? Qual esmalte mais dura? Recomendam unha de gel “verdadeira”?

Beijos

12
abril
2016

24 coisas em 24 meses de Alemanha

Postado por Ana em Alemanha

Hoje estou completando dois anos de mudança “oficial” para a terra da salsicha! É inevitável pensar no que gosto, no que não gosto, nas semelhanças e diferenças. No geral, eu gosto muito de morar aqui e me acostumei bastante com o modo de vida. Já disse que fui assimilando a cultura alguns anos antes de vir morar aqui, então não tive grandes choques. Claro que, vez ou outra, ainda estranho alguma coisa. Tem coisas que não entram na minha cabeça, tem outras que não sei mais viver sem. Faz parte! Estamos carecas de saber que toda generalização é burra, pois as pessoas são diferentes e produto não só da cultura da sociedade em que se inserem mas também da genética, criação, vivências pessoais, estudos. Mas é óbvio que certa sociedade carrega em si uma “tendência”. Por exemplo, eu sou super pontual, “na minha”, não-expansiva. Nem por isso vou falar que é mentira que o povo brasileiro é no geral aberto, expansivo e atrasado. Ou que é mentira que o alemão é mais “distante” que o brasileiro, só porque o marido e sua família não são. Vai da experiência de cada um também. Já que expliquei, não vou ficar repetindo as frases “no geral”/ “geralmente” abaixo, fica subentendido! 🙂 Dito isso, seguem algumas impressões nesses últimos dois anos e “coisas que aprendi” aqui:

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Coisas que aprendi aqui! As minhas impressões pessoais e individuais (redundância proposital):

1) A evitar passar dias de sol em casa e dar todo o valor à primavera e ao verão.
2) Que o motorista alemão é muito generoso/organizado e que eu era – acreditem – super agressiva no trânsito.
3) Que os trens alemães atrasam sim e com uma frequência assustadora na minha opinião. Essa eu REALMENTE não imaginava até quebrar a cara umas 20 vezes.

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4) Que os alemães não são nada espontâneos e são péssimos em improviso.
5) Que os alemães são muito educados na arte de cumprimentar e agradecer, ainda que o estejam fazendo por obrigação
6) Que eu amo os supermercados aqui e que, se comparados ao Brasil, são bem mais em conta.
7) Que eu não sinto a menor falta de carne vermelha, ainda bem, porque pode sair bem caro.

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8) Que o trabalho aqui é mais intenso que no Brasil. Se você está sendo pago pra trabalhar de 8 às 17, acredite, você vai dar todo seu suor de 8 as 17! Seja você pedreiro, faxineira, professor, médico, lojista…
9) Que eles são meio resignados, o que fomenta a ~terrível~ mania do “se vira”. A rua acaba de ser bloqueada pra carros. A garagem do seu prédio foi bloqueada, volte amanhã. O trem não seguirá ao destino final hoje. Se virem, galehre!
10) Que alemães são completamente alucinados com natureza e fazer andanças pela mesma é das maiores manias nacionais – principalmente se o tempo estiver bom.
11) Que o povo alemão é essencialmente individualista (não confundir com egoísta). Cada um com suas coisas.
12) Que eles não costumam oferecer as coisas só por educação, mas se oferecem, pode aceitar.

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13) Que eles não relutam em repassar críticas. Não se espera que você leve pro lado pessoal e fique “sentido”. Aguentaaaa, coração brazuca!
14) Que são um povo muito tolerante, ou ao menos fingem ser. Não estou me referindo aos extremistas, mas ao alemão comum.
15) Que são muito menos preconceituosos do que a “fama histórica” que têm. Ser gay, negro ou mulher aqui me parece mais fácil do que no Brasil, mesmo eu só me enquadrando na terceira categoria.
16) Que não é (nem de longe) toda estrada que não tem limite de velocidade, e os congestionamentos nas “míticas” Autobahn nem são raros.
17) Que aqui não se costuma lavar carro aos domingos, mas sim sábados. Até porque os lava jatos costumam fechar aos domingos!
18) Que todos se organizam com as compras já no sábado, pois domingo os supermercados fecham.
19) Que aqui os cidadãos são devidamente cadastrados e tudo é muito bem monitorado. Se você não se cadastra, você meio que não existe naquela sociedade e perde todos os direitos.
20) Que aqui não é comum trabalho “informal” sem pagar imposto como no Brasil. Até existe, mas bem menos, e bem mais arriscado. O leão alemão é implacável.
21) Falando em leão: que se paga uma quantidade absurda de impostos, tem até imposto pra ajudar a alemanha oriental.
22) Que qualquer coisa que envolver mão-de-obra humana será absurdamente mais cara que no Brasil.
23) Que alemães são muito menos rede social e internet-maníacos. Sabem os nossos memes brasileiros maravilhosos? Nossas polêmicas?! A guerra de política em redes sociais? Os celulares levantados nos shows, as selfies, as fotos de comida no restaurante? Facebook, instagram, snapchat? Muito menos frequente aqui.
24) Que a animação do público em shows nem se compara à do Brasil. Dependendo do artista, a platéia só canta junto quando convidada pelo mesmo. Sério, eu já vi isso! Boca foi lá no chão hahaha

Quem mora aqui, me diga se teve impressão diferente em algum ítem.

Beijos!

11
abril
2016

Passeando em Colmar

Postado por Ana em Viagens da Ana

Eu visitei Colmar rapidamente em 2008 e depois nunca mais voltei. Acabei indo passear lá ontem, para aproveitar o dia lindo dia de sol que fez! A cidade é na França mas fica bem pertinho de Freiburg – indo pela estrada normal acho que se gasta uns 40 minutos. Como fomos pra passear fizemos um caminho diferente entre cidadezinhas alemãs, então acabamos demorando um pouco mais de uma hora. Fica na Álsácia, região meio instável historicamente – ora era da Alemanha, ora da França. Tem muito alemão com rancor da Alsácia, porque acha que ela foi “roubada”. hahaha Mas uma coisa é fato: se atravessa o Reno e não muda muita coisa. A arquitetura é tipicamente alemã, muitos nomes nas paredes dos negócios são alemães e no comércio não é raro que falem alemão. Eu me sinto meio em Freiburg, acho que é o mesmo estilo de cidade pequena fofinha, com centro histórico. Ficamos andando, passeando, curtindo o sol. E, claro, fiz umas fotinhas simples!

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Quem já foi?! Preciso agora conhecer Strasbourg – aliás, uma vergonha eu não conhecer, estando tão perto ! 🙂

Beijos

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