22
julho
2011

Ana e as californianas – relato de caso

Postado por Ana em Cabelo, Crônicas cosméticas

Abstract

Chegou então o dia de ir no salão e fazer as luzes ombré. Ao conversar com o cabelereiro ele disse : “ah, ombré eu não acho muito legal, porque mexe com vários tons, sabe?“. Aí entra a primeira lição: ir ao cabelereiro é semelhante a ir ao cirurgião plástico. Você pesquisa e escolhe antes, aí na hora da “consulta” você diz o que prefere, fala de seus medos e dúvidas :laugh: mas se ele achar que algo não é boa idéia, não force a barra. Neste caso, é claro que, por não achar bom, ele não faz ombré quase nunca e o resultado poderia ser catastrófico.

Material e método

Então, cortei o cabelo com ele e fui fazer as californianas, como ele sugeriu. Aquele jeito clássico de fazer mechas: fazendo mil maçarocas no cabelo e colocando papel alumínio. Confesso que foi um alívio não passar pela tortura que é ter fios puxados pela touca. Mencionei o caso da minha amiga L. e mostrei a foto da Jessica Biel. Realmente: cabelos diferentes, resultados diferentes. O cabelo da L. é enorme, então nela as luzes realmente ficaram com aspecto de californianas. O meu cabelo é curto, significando que qualquer mecha nas pontas já atinge quase a raiz hehehe

Acima uma foto do “imediatamente antes”. Acho que ,no final das contas, após 6 anos eu realmente tinha bastante luzes no cabelo. Engraçado, por que diabos meu cabelo sempre parecia mega escuro (para mim e para todo mundo, sempre falavam que eu devia fazer mais luzes)? Seria uma espécie de distorção da verdade, anorexia capilar? :laugh:

Resultados:

Hoje, após lavar os cabelos, ele estava assim:

– Fiquei muito loira, muito mais do que esperava.
– Não tenho mais 3 horas disponíveis na minha vida para ficar sentada no salão (mas pelo visto tenho pra postar no blog hahaha), então vai ficar assim mesmo.
– Meu cabelo terá luzes californianas em aproximadamente 4 meses . Não sei o que meu cabelo tem no momento, mas não são californianas… rsrsrs
– O brilho não está amarelo Geisy, pelo menos isso né !

Conclusão:

– Só me f….. :laugh:
– Gostando ou não, sem drama. No final das contas, é só cabelo né gente? Não é honra, nem felicidade, nem amor, nem comida… :laugh:
– Todo mundo sabe que no primeiro dia as luzes ainda não estão com o aspecto definitivo, então estou esperando que elas espalhem mais pela próxima semana.

Agora, olhando para trás (drama), vejo onde esteve meu possível erro. Eu disse que queria dar uma aloiradinha. Gente, cabelereiro não entende diminutivos: cortar uns dedinhos, dar uma aloiradinha, dar uma mudadinha, repicadinha. Sério, muito cuidado ao usar essas palavras. haha


Beijos da Xuxa

14
junho
2011

O fim da Era Swatch

Postado por Ana em Crônicas cosméticas

Já que vocês não estão fazendo nada e eu também não :laugh:, vou fazer uma revisão da minha jornada relogística.

A Era dos relógios de camelô. 1991-1994

Eu passei quase a infância toda usando relógios de camelô. Os que eu mais comprava eram os da Xuxa (made in Paraguai hehe).

A Era dos relógios Champion. 1994-1996

Quem não se lembra destes relógios que trocavam a pulseira?? Eu ganhei de aniversário da minha avó e adorava – só que eu era sem graça e usava sempre o preto… hehehe Até que um dia, na escola, esqueci de tirar e pulei com ele na piscina. Nem precisa falar o que aconteceu, né? Fiquei tão traumatizada que fiquei sem usar relógio por alguns anos!! :laugh: (Foto: flashback 80s)

A Era Japona, 1998-2000

Até que em 1998 comprei um baratinho (15 dólares), vagabundinho de metal em Miami, cuja marca era “Japona“…. :laugh: Virou o xodó de algumas colegas de sala, todos amavam a Japona. Vocês não imaginam o tanto que eu amava “a Japona”!! Amava tanto que, quando a pulseira quebrou, eu levava seus restos dentro do meu estojo. Até que lá pelo ano 2000, derrubei meu estojo na rua e a Japona caiu no bueiro. Inacreditável, snif. Foram mais alguns anos sem usar relógio.

A Era Swatch. 2002-2011

Em 2002 minha irmã trouxe um relógio da Swatch para mim, e eu desconhecia a marca. Achei lindo e ótimo e, mesmo com algumas trocas de bateria, ele só foi dar problema em 2008. Aí o problema deixou de ser a bateria e ele passou a atrasar, discretamente. Foi o suficiente para eu perder vários trens na Alemanha, onde eu estava morando na época (e onde 15 minutos fazem toda a diferença).

Ninguém soube consertar o relógio, e comprei meu segundo Swatch. Neste meio tempo, o preço dos Swatchs subiu muito, não representando melhora da qualidade, muito pelo contrário. Foi uma coisa de oferta e procura mesmo…Comprei então outro relógio em 2009, que passou a apresentar o mesmo problema de atrasar do outro, só que apenas 8 meses após a compra. Aí ano passado comprei outro relógio da Swatch, cuja pulseira soltou na rua apenas 1 semana após a compra. Foi então que decretei o fim da Era Swatch em minha vida. :no:

A Nova Era (2011 – ?)

Resolvi manter-me na categoria de relógios de preço médio. Até porque relógios-jóia (Bvlgari, Cartier, Rolex) não são pro meu bico, e mesmo se fossem, não poderia usá-los no dia-a-dia, já que vivo encontrando bandos de pivetes pelas ruas… hehehehe

Acho que nessa categoria de preço, as melhores opções estão sendo Michael Kors e Marc Jacobs (este vi pela primeira vez no site da Vanessa).

Se você conhece alguém que está indo viajar, aproveite para pedir um, fica bem mais barato. Eles custam por volta de 200 dólares nos EUA, mas aqui no Brasil, por causa de impostos ou sei lá mais o que, o preço fica por volta de 800. Escolhi comprar um modelo dourado/prateado. Estou adorando! E olhem que lindos esses outros modelos:

Fico me segurando para não comprar mais. Aí vem o mantra: “eu não preciso de mais de um relógio, eu não preciso de mais de um relógio, eu não preciso de mais de um relógio“. :laugh:

Quero ler muitas dicas e historinhas! Não me decepcionem ! 😉

Beijos!

18
maio
2011

Ana na carboxiterapia – relato de caso

Postado por Ana em Corpo, Crônicas cosméticas

Eu sou meio trapalhona, num grau que daria para montar uma série de livrinhos com minhas trapalhadas. E essa é a primeira de muitas.

Quando escrevi aquele post alertando sobre compras coletivas, não foi à toa. Eu acabara de sofrer minha primeira desilusão no ramo, ao comprar um pacote de procedimentos estéticos sem ter qualquer informação sobre a clínica antes. Quando cheguei ao local era um muquifo. Muitíssimo pequena e desorganizada.

Sério, não dá para chamar de clínica, é uma micro-sala em um prédio comercial.


O pacote e a avaliação

Eram 10 sessões de carboxiterapia mais outros procedimentos. E incluia também um check-up estético com fotos. A anamnese (famosa “entrevista com o paciente”) foi feita por uma garota quem também fazia as aplicações. Ali mesmo, em pé, fui indagada se tinha problemas de saúde e se minha pressão era alta (em vez de medir, né hehe). O check-up estético com fotos foram fotos tiradas numa câmera digital pior que a minha (proeza difícil haha). E eu achando que ia ser algo acoplado a um computador com software de última geração, etc. :laugh:


Não tive coragem de perguntar a profissão da garota, pois fiquei sem-graça de soar rude. Apenas perguntei se era ela que fazia as aplicações e, desde então, fiz força para acreditar que as profissionais da clínica tinham no mínimo formação universitária em curso de área da saúde. Pensando bem, agora, duvido ! Perguntei sobre o material, olhei as agulhas (descartáveis, pelo menos isso, né rsrsrs). O aparelho era este aqui, dos mais baratinhos que existem.


A primeira sessão

Eu acho que quando a gente fica muito grilada com algo é melhor nem fazer, sabe? Essa sessão foi a prova-viva. Eu já estava nervosa uns dois dias antes… hehehe! Li em alguns lugares o povo falando que doía demais, li outras reportagens de que “fulana morreu na carboxi” (apesar de que duvido que essa tenha sido a causa). Cheguei trêmula ao local, muito muito nervosa. Deitei na maca esperando as agulhadas.

A primeira delas foi na coxa, seguida por uma insuflação de ar. Não doeu quase nada, mas deu uma aflição terrível, de sentir a pele “descolando” do subcutâneo … :laugh: Após várias outras agulhadas, até comentei com a moça: “nem dói tanto, depilar com certa dói muito mais“. Percepção dolorosa é muito individual, mas para mim a dor não foi expressiva. O chato é que são mil agulhadas, e vai enchendo a paciência. Quando eu virei de bruços, já achei as agulhadas no bumbum mais doloridas. Até que uma doeu bastante, fiquei meio tonta (piti) e foi aí que a coisa desandou. Comecei a imaginar mil coisas: “ai meu Deus, atingiu aquilo, atingiu acolá, vou ter uma embolia gasosa, não tem ninguém pra me salvar nesta espelunca“. Nesta corrente de pânico seguiu-se o reflexo vaso-vagal clássico, que eu nem sabia que podia acontecer tão intensamente em alguém deitada. :laugh:

A sorte foi que o bicho pegou só no finalzinho da sessão, então deu para concluir. Só que depois eu não conseguia nem sentar mais. Suei litros, tive que ficar uns 15 minutos com as pernas pra cima (ocupando a única maca do lugar), a tia da clínica me deu sal. HAHAHA micão dos bons !!!

A segunda (e última) sessão

Já estava bem mais calma apesar da vergonha em voltar após o piti passado. Fiz toda a sessão numa boa, mas duas coisas me chamaram a atenção: a primeira é que, a técnica dessa segunda mulher variou enormemente comparada com a da primeira. A inclinação da agulha, insuflação de gás, foi tudo diferente. E, por fim, o que achei pior: antes da primeira picadinha ela até passou algodão com álcool no local onde colocaria a agulha. Mas para as outras agulhadas: nananinanão… A gente não coloca agulha no subcutâneo dos outros sem um pingo de antissepsia antes! Foi aí que fiquei com medo de verdade: perder celulite e ganhar a_celulite (doença, inflamação do tecido subcutâneo, extremamente dolorosa). Depois desta sessão decidi não voltar mais.

Conclusão:

Desculpem-me se existem profissionais com treinamentos que possam ficar ofendidos. Mas achei carboxiterapia algo invasivo, e não acho prudente ser feita por não-médicos. Sempre que uma pessoa se prontifica a prestar um serviço, ela deve ser responsável por suas consequências. Se você adquire uma infecção ou enfisema subcutâneo, necrose de gordura ou qualquer outra coisa em um procedimento médico, ele será o responsável por te tratar até o fim. Em uma clínica dessas, elas iam… me mandar ir pro médico. Que por sua vez, trataria o caso mas em momento algum se sentiria responsável por ele. A quem recorrer, então?

Consultei vários pareceres pela internet e achei um parecer do Conselho Federal de Medicina do Paraná interessante e gostaria de colar a conclusão aqui:

“Embora a constante divulgação deste método, especialmente por médicos italianos, até o momento não existe literatura que esteja de acordo com a recomendação internacional de produção científica e que comprove a eficácia da carboxiterapia, para fins estéticos ou terapêuticos, não sendo técnica isenta de risco, pois a ocorrência de infecção poderá eventualmente atingir graves dimensões, visto ser método invasivo, e embora rara poderá ocorrer embolia gasosa, portanto, é nosso entendimento, neste momento, não haver justificativa para seu uso, assim como recomendamos que não seja divulgada, por ser técnica não reconhecida e sem evidências científicas pela comunidade médica.”

A carboxiterapia não teve efetividade provada em super estudos duplo-cego, randomizados e blá blá blá. Portanto, se eu fosse dermatologista, jamais recomendaria para um paciente. Aqui, na função de blogueira, posso falar que vários resultados empíricos costumam ser muito bons. E, de todas as técnicas existentes, eu imagino que seja das mais efetivas para celulite e estrias.

Eu resolvi esperar um pouco mais, dar uma malhadinha, economizar um pouquinho e pagar para um dermatologista fazer minhas sessões no futuro. Imagino que as sessões deles sejam bem mais minuciosas do que as de 8 minutos que eu tive nesta clínica.

Beijos!

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