04
março
2018

De roupão

Postado por Ana em Geral

Acho que o último roupão que tive foram nas minhas (mal-sucedidas) aulas de natação no Pingo D’água e isso faz tempo. Daí no início do verão no ano passado fui acompanhar o marido que queria comprar um roupão novo pra usar na sauna. Alemães e saunas… essa história vocês conhecem! 🙂

Enquanto estava na loja vi vários roupões felpudos e fofos e me convenci de que precisava de um. Mas pior que precisava mesmo! Saio do banho à noite e começo a passar meus cremes, etc. E por mais que eu enxugue meu corpo com a toalha normal fica meio úmido, sabe? Quero que seque mais antes de vestir a roupa mas sem morrer de frio. Por isso virei fãzona de roupão! Tenho até que me policiar para não ficar tipo véia de pensão e com ele pra lá e pra cá, hehehe

toda blogueirinha ela

Com ele faço minha rotina pós-banho, que já há um bom tempo é a seguinte (para quase todos os produtos abaixo já fiz post).

1) Pingo colírio lubrificante: gosto do Hyabak (tem no Brasil também) e Thealoz Duo
2) Faço a higiene das pálpebras com Blepha Clean ou iLast (compressinhas). No Brasil, Blephagel é boa opção (tem aqui também)
3) Passo na área dos olhos o AGE Eye Complex da Skinceuticals
4) Passo no rosto ou o Serum 10 ou o Retinol da Skinceuticals, depende do clima e da secura da pele. Se está muito seco ainda passo o gel hidratante da Clinique depois de dar uma secadinha.
5) Hidratante nas pernas, tenho amado esse da EOS.
6) Hidratante labial, segue o mesmo da EOS
7) Hidratante pros pés, tenho usado essa espuminha aqui da Balea.
8) Passo fio dental neuroticamente porque meus dentes são complicados, quem me segue no insta sabe hehehehe

Após uns 10 meses usando sempre, posso recomendar a marca do meu roupão, porque amei! Se chama Shortstories e comprei aqui em Freiburg numa loja chamada Fabel. Ele é uma delícia, 100% algodão, mas não foi barato, e acho que se é pra comprar de material gasturento é melhor nem comprar. Mas achei aqui na Amazon mais barato do que paguei. Um detalhe é que me enxugo com toalha mesmo antes porque não tem graça ficar num roupão molhado, né?

Dica pra lavar toalha e roupão: por mais que existam truques como não usar amaciante e sim vinagre, pra mim não tem outro jeito: toalhas e roupões só saem macios mesmo se você colocar para secar na máquina. Fiquei anos aqui com toalha-lixa porque nossa primeira máquina não tinha função de secar. 🙁

Beijos

25
fevereiro
2018

Ser médico e o Sonic debaixo d’água

Postado por Ana em Coisas da Ana

Oi pessoal! Ia postar isso nos stories do instagram (@anacris.de, me segue lá!) mas como ia ficar meio longo e some em 24h preferi gravar pra colocar no Youtube. É mais um pensamento para começarmos a semana!

Beijos!

09
fevereiro
2018

Jantando sozinha

Postado por Ana em Coisas da Ana, Viagens da Ana

Há 10 anos eu visitei Berlim pela primeira vez – lá lembro de passar pelo Sony Center e pensar “ai, como seria bom ter uma companhia para tomar um vinhozinho ali!“. Passei reto e devo ter comido algo tipo um subway, alguma coisa qualquer na rua.

Hoje, 10 anos depois, a vontade é de voltar à cena acima e me dar um safanão nazorêia. Que bobagem!

Eu peguei o hábito de viajar sozinha aqui no velho continente. As situações são diversas: às vezes é porque me dá na telha, às vezes é por tenho congresso ou curso que só me interessa, etc. E junto com isso vieram jantares, barzinhos e tudo mais em minha própria companhia. Eu não sei em que momento essa mudança aconteceu, mas eu passei não somente a não me importar em sair sozinha, como a simplesmente adorar aquele momento. Tive muitas experiências legais, comendo bem, saboreando um , e inclusive aprecio as vantagens de muitas vezes conseguir lugares espontâneos em locais lotados – fila na porta, mas lugar para um sempre tem. E o serviço sempre achei muito cortês – sei lá se por pena (hahahaha) ou flerte, mas garçons e garçonetes sempre foram ultra simpáticos nessa situação.

Mas sei que essa questão é sensível para muitas pessoas, como era para mim há uns anos. Acho que muita gente tem medo de ser considerada ZEROLA pelos observantes. Lembro de uma cena (cortada, só tem no DVD) de Friends que reflete bem essa mentalidade:

Final de semana passado, já planejando meu próximo jantar solo, lembrei desse tema e dei um google “eat alone in a restaurant” e me deparei com trocentos sites com dicas de como agir caso você vá jantar sozinho. Tipo, como se você fosse um transgressor mesmo: vista aquilo, não vista aquilo, não vá em tal horário, leve isso, faça assim, faça assado.

No meio do mar do google, quero deixar um conselho diferente:

Como você vai explicar aquilo pras pessoas? – Você ainda está se justificando para as pessoas?

Nóis num tamo aqui pra julgar, mas se for para julgar, acho muito pior uma mesa cheia de gente e cada um mexendo no seu celular. Sério.

Esse último final de semana acho que meio que devo ter extrapolado as barreiras, até mesmo para os meus padrões. Fui passar um final de semana em Milão e tive um dia dos deuses e resolvi que à noite ia comer bem! Estava ali para relaxar! E como estou gostando muito de comida vegetariana, encontrei um que me pareceu muito bom. Se chama Joia e foi o primeiro restaurante vegetariano na europa a ter estrela Michelin. Lá fui eu na noite de sábado para um restaurante chic, meio romântico, com reserva para um. Quando cheguei,ao contrário de todas minhas experiências anteriores, vi que a mulher que recepcionou e os garçons meio que não sabiam o que fazer comigo. Eles não conseguiram disfarçar o desconforto. Em meio a várias salas do restaurante cheguei em uma com outras duas mesas que ainda estavam vazias. Então ocupei uma mesa sozinha numa sala. A cara da mulher que foi oferecer o pão no início foi uma coisa inexplicável. Fiquei tentando entender o que a cara dela queria dizer. Na verdade achei todos eles meio com cara de cu. Exceto o próprio Chef, que quando passou à mesa me pareceu super simpático. Mas sabe aquela preocupação de parecerem elegantes mas sem um pingo de simpatia? Nada a ver com a Itália. Deve ser pré-requisito para entrar no Michelin, ter cara de cu, sei lá. Sou muito simples, não entendo essas coisas! 🙂 Tentei quebrar o gelo com algumas nervous jokes mas não adiantou. Enfim! Mas estava faminta e ansiosa pela comida e bem feliz de estar ali – eu aprecio muito meus momentos de folga! Escolhi um menu de degustação de comida e um menu de vinhos (3 tipos).

A comida era tipo obra de arte, dava dó de comer. Sintam o drama (colei a descrição do site, preguiça) :

Saudações da cozinha. A primeira parecia um nada, mas acreditem, eu amei. Uns vegetais com vários molhinhos para você brincar com os dedos mesmo e depois lavar na água com limão. O segundo era algo muito ruim e com consistência de meleca.

Rise to the leaf: Taste landscape with our kidney beans pâtè flavoured with wasabi, avocado pesto, leeks in tempura,peanuts tempeh with pepper, cardoon with capers sauce, gently marinated vegetables and other fresh contra

Parecer: salada fabulosa e esse patezinho de wasabi OH-MY-GOD.

Tribute to Gualtiero Marches: Cream with Federica Baj’s potatoes, Piedmontese hazelnut pesto, crunchy tops of Romanesco cabbage, soft froth of fine Norcia truffle and violet potatoes

Parecer: sopa trufada e com um monte de coisa! Tinham uns crocantes indescritíveis. nham, nham! o Melhor da noite!

The navel of the world: Risotto at the Sicilian way, with oranges, turnip tops and pistachio

Parecer: risoto vegano muito gostoso, com pistache, mas já estava lutando para terminar.

Swiss dream: Moitié-moitié fondue, chopped mushrooms and truffle, Brussels sprout, artichokes and Jerusalem artichokes stewed with butter of my mountains, corn nuts, crunchy wafer with rice and black cabbage

Parecer: debaixo dessa pururuca colorida (muito boa) estava a comida, um creme de cogumelos com trufas, couve-de-bruxelas, alcachofra – muuuuuito gostoso!

5 minutes: Chocolate and blueberry terrine, mint ripple, chocolate mousse with orange brittle,
ginger white pralin

Essa sequência de doces para ser saboreada da esquerda para direita, idealmente em 5 minutos. O garçom colocou uma ampulheta na mesa – acho que foi piada, mas como sou neurótica comi tudo em 5 minutos mesmo. Putz. Devia tá muito boa. Mas eu que já não sou fã de doces, quanto mais empanturrada como estava, nem sei falar como era o gosto.

Bom, acho que a experiência super valeu a pena! Mas se for para ser sincera, nesse tipo de restaurante acho que prefiro não ir mais sozinha, não por me sentir julgada até a alma pelos atendentes, mas porque gosto de curtir aquele momento meu e da comida – mas era muita interrupção de troca de pratos, talheres, explicação de comida, intromissões – acabou retirando um pouco desse momento, sabe?

E vocês, o que pensam do assunto?

Beijos da forever alone

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