22
outubro
2017

#Foco: três métodos para conseguir focar de verdade

Postado por Ana em Coisas da Ana

Ao lado de “gratidão” e “blessed“, a palavra “foco” foi uma das mais orkutizadas com advento das hashtags. No caso específico dessa palavra, acho que a maioria das pessoas a repete na esperança de introjetar aquilo que gostariam de ter mas não têm. Afinal, sabemos que o foco é a chave para a produtividade!

E o pior é que focar de verdade é difícil para caramba. No meu caso específico a maior dificuldade é justamente em dias com tempo demasiado livre: final de semana, feriado – e me lembro distintivamente das férias escolares ou da faculdade. Quando eu era criança eu fazia listas e listas e countdowns no papel aguardando o dia de colocar meus projetinhos em jogo. E o que não era raro era o momento chegar e eu rodar e rodar e rodar e não fazer nada do que queria. Ainda acontece vez ou outra, mas tem se tornado bem menos frequente, desde que eu aprendi que a maior dificuldade não é desenvolver o foco em si, mas sim DECIDIR.

AGORA SIM!!


Separei três métodos diferentes
que ensinam como focar e todos eles têm esse ponto em comum: focar em algo é dizer não para o resto. Talvez isso seja levemente mais difícil para nós mulheres, pois somos quase que instintivamente dotadas de uma capacidade extra de multitasking. Nossa atenção costuma ser mais difusa que a dos homens. Mas o problema é que multitasking é uma ilusão, ele só faz perder tempo, pois você nunca está 100% focado em mais de uma coisa. Se você está vendo Netflix e lendo as notícias, você pode até ter a ilusão que está 100% presente nas duas atividades mas não está não. E essa alternância de 80-20% e 20-80% requer um tempo que é precioso e desperdiçado. A inspiração para este post veio de um blog que gosto muito, do James Clear, que é todo focado neste tema de produtividade.

Estratégia número 1: Warten Buffet

1) Escreva 25 coisas que você quer realizar essa semana (pode também ser a longo prazo mas comecemos assim)
2) Reveja a lista e circule 5 itens
3) Todos os outros que você não circulou, você irá simplesmente deixar para lá nesta semana. Aliás, irá evitar a todo custo!

Dica extra da Ana: uma das 5 coisas precisa ser algo relacionado à sua saúde. Sem corpo não há o resto!

Como dá para perceber, este método te força a tomar decisões árduas. Sem ter parado para pensar nisso, em certo momento de 2015 senti na pele o quanto é dolorido tomar esse tipo de decisão. Decidi desistir de algo que “queria muito fazer”, pois percebi e dei o braço a torcer que era impossível naquele momento. Eu lembro que chorei 5 minutos ao tomar essa decisão. É horrivel “desistir”.

O feedback é essencial para manter o foco, então precisamos arrumar alguma forma de medir o progresso naquilo que decidimos fazer, sempre que isso for possível. Se eu decidi que essa semana quero estudar mais glaucoma, então posso anotar quantas páginas li por dia de livros específicos. Se quero fazer mais flexões, daí posso anotar quantas eu fiz em cada dia. Ver o resultado das coisas é maravilhoso, mas o segredo para a constância é amar o processo também. Se você quer emagrecer 20kg, isso é ótimo, mas tente arrumar atividades que dêem prazer durante o longo caminho até lá.

E para manter a concentração: não se esqueça de ficar bem longe do seu celular. Uma dica extra de especialistas é não olhar e-mail sem rede social antes de meio-dia. Eu pessoalmente também gosto muito de usar planers e, em casos de aperto, o método pomodoro. E de materiais fofinhos! Já postei sobre isso aqui e aqui!

E sabe, dá para simplificar tudo isso. Acordei hoje domingo e decidi na hora o que eram as prioridades do dia. E pronto, deixei o resto para lá. São 16:00 e já fiz muito do que me propus! 🙂

2) O método Ivy Lee

Ivy Lee foi um homem sábio contratado por um ricaço no início do século XX, que queria dicas para aumentar a sua produtividade. Ele diz o seguinte:

– no fim do dia, escreva as SEIS coisas mais importantes pra amanhã. E nenhuma a mais!
– priorize-as na ordem da importância real: quando você começar o dia amanhã se concentre na primeira tarefa. Mova para a segunda quando tiver terminado a primeira e assim por diante.

O único problema que vejo neste método é que ele não serve para todas as realidades. Para mim, por exemplo, é difícil uma tarefa que seja sequer “terminável”, quanto mais em um dia. Então eu acho mais realista delegar uma missão X (ou tempo) dentro de uma tarefa e daí seguir em diante quando esta parte for cumprida. Por exemplo, não posso colocar “aprender a língua X”, mas posso colocar “estudar o subjuntivo”.

3) Eisenhower box

É ele mesmo, o presidente dos EUA de 1953 a 1961, que foi considerado um dos homens mais produtivos de todos os tempos. Ele separava suas ações em:

1) urgente e importante (fazer imediatamente)
2) importante e não urgente (marcar para depois)
3) urgente mas não importante (delegue para alguém)
4) nem urgente nem importante (eliminar)

Esse conceito vi praticamente em todos os livros de produtividade que li este ano, então estou um pouco confusa e nem sei de quem ele realmente origina. Existe inclusive um gráfico bem representativo:

Este é do livro 7 Habits of Highly Effective People

Para mim o mais difícil é decidir o que não é urgente nem importante, pois estas costumam ser coisas a quais somos apegadas. Mas é justamente este quadradinho a ser deletado que nos gerará mais tempo físico e mental.

O que é importante quase nunca é urgente, o que é urgente quase nunca é importante“. E isso é uma grande armadilha. Por um lado você vai deixando seus cuidados com a saúde para lá, para depois, para quando tiver 60 anos …. pois não é urgente! Mas o desfecho da sua série favorita do Netflix é tipo para agora, para ontem, e o resto que se exploda. hahahhaha

Bom, essa é a mensagem que queria deixar para você iniciar bem a semana. Sempre tem alguém precisando de um empurrãozinho! 🙂 A gente realmente não precisa ser a mulher-maravilha, a gente só precisa aprender a decidir!

Beijos e boa semana!

17
outubro
2017

Ouvir música no banho (sem quebrar o celular)

Postado por Ana em Tech

Eu sou um ser muito musical. Amo música com todas as minhas forças. Ouço o tempo todo, canto (desafinada) o tempo todo. Assobio. Enfim, vocês entenderam né? Então obviamente eu quero ouvir música durante todo o meu tempo livre e isso inclui o momento mais relaxante do dia: BANHO! Na minha adolescência a história era sempre a mesma. Eu e minha irmã sempre levávamos o rádio (daqueles com toca-CD) pro banheiro e de meses em meses eles paravam de funcionar. Foi tipo um genocídio de rádios (custei a perceber que a vilã era a umidade). Talvez por isso eu tenha ficado anos sem ouvir música no banho – medo da umidade quebrar o celular.

Daí em abril de 2016 tive a nada brilhante idéia de levar meu celular para o banheiro durante o banho no melhor estilo “que mal tem?”. Pois tem. Um mês depois o home button do iPhone parou de funcionar e eu não acho que foi coincidência. Há uns meses estava pensando nisso! Fui das últimas pessoas a ter um serviço de assinatura de músicas (me julguem mas não sabia o quanto era bom) então tenho o Apple Music desde março. Me divirto horrores com ele, faço listas de músicas, ai, muito bom. E o sonho era poder ouvi-las no banho também. Pensei “não é possível, tem que existir algo próprio pro banheiro, à prova d’água“. Pensei em princípio em alguma proteção pro celular. Sei que tem celulares mais avançados que o iphone nessa área, mas enfim, não pretendo trocar.

E não é que tinha um mundo desses alto-falantes? Como eu estava por fora! Pesquisei muito, li reviews e me decidi por esse da Hydro Beat . Custou 35 euros e pagaria até o dobro. Compra boa é compra que a gente usa, né? Mostrei rapidinho como funciona:

Prendo bem do lado do chuveiro mesmo, para eu poder mudar de música sem deixar o boxe. Eu uso a ventosa para prendê-lo e até hoje não saiu sozinho. Ele também dá para usar na piscina por exemplo. Eu conecto rapidíssimo via Bluetooth com o meu celular, que fica em qualquer parte da casa, beeeeeem longe dos vapores&calores do banho. A qualidade do som é completamente satisfatória. Eu tento enxugar de leve com a toalha no fim do banho por medo de mofar, mas até agora nem sinal de mofo. E se esqueço de conectar com o celular uso a função de rádio. Ele carrega via USB no computador mesmo, mas comigo a bateria dura bastante. Meu banho não é demorado e dura umas 3 músicas – e dura tipo 1 mês e pouco a bateria. A única coisa que eu mudaria é o botão de “>>” que é dividido com o de volume e às vezes quero mudar o volume e acabo mudando de música e vice-versa. Os botões também poderiam ser mais macios. Mas estou bem satisfeita, por isso quis dividir a dica.

Espero ter ajudado alguma musicólatra que me segue por aí!

Beijos

16
outubro
2017

Strasbourg é linda

Postado por Ana em Viagens da Ana

Há anos eu queria ir para Strasbourg, uma cidade da França que fica a 89km da minha, mas com acesso via Autobahn chega-se bem rápido. Assim como Colmar, ela fica na Alsácia, aquela região que sempre foi muito disputada entre França e Alemanha. Daí a história é a mesma: lembra muito a Alemanha, claro! E lembra muito a minha própria região. É engraçado que uma das comidas mais típicas de lá, o Tarte flambée, anunciado em todos os restaurantes, é nada mais que o Flammkuchen, a comida que também é típica da minha cidade. Eu inclusive faço Flammkuchen para todos os amigos que vêm à minha casa, he he he! 😉

Vinha empurrando muito com a barriga, todo final de semana surgia alguma coisa. Vi que o tempo desta vez ia estar maravilhoso – e sabemos que essa situação não vai durar muito, então a hora de passeios a céu aberto era essa mesmo.

E que cidade linda! E que diazão, bicho. Quem viu, viu, quem não viu acho que só em abril agora! 🙂 Não tinha uma nuvem no céu, era um sol que não agredia e no auge chegou aos 25 graus em pleno outubro. Desta vez não fui para “fazer turismo” per se. Queria mesmo era passear e pegar um ar fresco. Exploramos as ruelas, passeamos de mãos dadas, ai, porque a França é tão romântica? kkkkkkk

Alemanha?

Strasbourg é uma ótima cidade para fazer compras, tem de tudo lá, inclusive lojas de grife como Hermés (não que eu vá comprar Hermés, mas cês entendem). Acho que é a Sephora mais perto da minha casa, pois na Batatolândia não tem Sephora. Petiscamos muito por lá, tomei um vinho da região (que por acaso é o mesmo da MINHA região, rs) e almoçamos sanduíche com batata frita! Gente e o tanto que me irrita que na França se come sanduba com garfo e faca? hehe

O principal ponto turístico da cidade é a Catedral de Estrasburgo – sempre que as pessoas postam fotos de lá em redes sociais eu achava brevemente que elas estavam em Freiburg. E chegando lá, vi que a bicha é parecida mesmo. Não entendo muito de arquitetura, mas as duas me dão a mesma sensação, exceto pelo fato da francesa só ter uma torre.

Catedral de Strasbourg

Uma coisa do centro histórico que queria conhecer era a Petite France. A origem do nome é menos romântica do que soa. Era lá que ficavam as pessoas com sífilis . Nossos amigos alemães chamavam sífilis de “doença dos franceses”. Por essas e outras que eles aaaaaamam os alemães ali! #sqn

Apesar de ser só um pouco maior que minha cidade (tem 279.000 habitantes), Strasbourg tem uma importância política bem maior pois, junto com Bruxelas, é a cidade-sede do parlamento europeu. Isso é fácil de perceber, pois ela encontra-se armada até os dentes. Vimos muitos policiais à paisana (não estavam de uniforme mas dava para ver que eram) bem como muitos homens do exército mesmo, com metralhadora na mão. Aliás, detesto, morro de medo de um deles pirar e RATATAÁTÁAÁÁ! Enfim, uma das maiores atrações de Strasbourg é o mercado de Natal, mas por esse motivo de segurança, “I’ll pass” mais uma vez, vou só curtir os daqui da roça mesmo. As entradas das ruas turísticas têm uma pequena barreira de concreto para carros não entrarem, mas ainda assim …

A cidade tem muitos parques lindos! Passei por alguns mas pretendo voltar em breve e fazer um piquenique no Parc de l’Orangerie – mas vai ficar para a primavera mesmo, pois o implacável novembro já já está aí! Para quem está em Paris, Strasbourg fica a cerca de 2 horas de viagem.

Se não tiver carrossel, não é França, né?

Bisous!

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