30
setembro
2018

Achei o replak alemão

Postado por Ana em Saúde

Quer dizer, não sei se é alemão, mas dá para comprar na Alemanha! 🙂 Há 5 anos contei um pouco da minha saga com os dentes e dos novos cuidados que tinha desde então. Um dentista no Brasil me introduziu ao Replak, que é um corante que evidencia placas bacterianas (antigas, de mais de 48 horas) e desde então uma vez por semana eu corava meus dentes com ele para ver se sobrava alguma placa após a limpeza. É até bom para conhecer os lugares “mais difíceis”, de forma que atualmente eu foco neles então é difícil ainda eu achar alguma coisa. É um corante azul forte, você aplica com cotonete, enxagua e daí as áreas que ficam marcadas de rosa são as placas. Ou quase isso, me corrijam se estiver errada. Um potinho dura muuuuuuito, mas o problema é que mesmo em BH eu comecei a encontrar dificuldade de comprar, as lojas onlines só vendiam para dentistas, etc. Daí cheguei a procurar o mesmo nome aqui mas sei lá o porquê concluí que nem tinha aqui para vender. E meu último raplakzinho que eu já não vinha usando 1x por semana mais para economizar estava chegando ao fim. E foi a primeira vez que fui procurar “com sangue nos zóio” . Tá, não precisei de mais de 5 minutos focados…. E achei!!!!! E comprei, claro!

A palavra mágica nas buscas é “Plaquefärbelösung” e o substituto mais fidedigno que achei se chama Mira 2 Ton – – e até a cara dele é igual! Vi que tem também pastilhas e tal , mas não testei. Aliás, diz meu marido que as pastilhas têm em qualquer farmácia (agora ele me fala isso, né, affff). Fiquei com meu velho conhecido. É igualzinho! Não é barato mas deve durar anos porque é muito maior que o Replak que eu tinha, tem 60 mL a embalagem em vez de 10mL. E achei o dosador levemente melhor, faz menos bagunça na pia!

Ps: se cair na sua mão e ficar roxa, não tente esfregar não porque não sai. Só espera um tempo que sai sozinho.

Mas estou toda feliz aqui voltando a poder ter esse cuidado semanalmente. Outro cuidado semanal que meu dentista me passou é a aplicação de flúor. Ele me indicou o mais famoso aqui, Elmex Gelée! Reparei depois que quase toda casa tem um no banheiro. Ah, consultem seus dentistas, eu só faço exatamente o que os meus dentista me recomendaram e devo confessar que como dentista sou ótima oftalmo e não entendo p* nenhuma de dente. HAHAHAHAHA

Beijos cáries-free

25
agosto
2018

Meus protetores solares do momento

Postado por Ana em Beleza, Pele

A cada vez que vou pro Brasil, a quantidade de produtos que eu trago de lá diminui. A gente acaba vendo que quase tudo é encontrável ou substituível aqui. Atualmente, trago alicates de cutícula amolados, Óleo Dersani … e só! Eu até uns 2 anos ainda trazia o desodorante Lisoform (uma bomba, para emergências, hehehe) e o Rinofluimucil, mas o primeiro não encontro mais e o segundo mudou totalmente (era a melhor coisa ever para desobstruir o nariz em gripe, saudades). Uma coisa que sempre trazia aos montes até um tempo atrás era o meu protetor solar favorito, o Actif Unify 60 da Minesol. Foram muitos anos até eu achar um protetor com o qual me identificasse totalmente: sequinho (pele oleosa), que não intereferia na maquiagem, sem cheiro forte! A consistência era perfeita. Fiquei chocada quando o comprei em BH no início do ano: era o mesmo nome, mas mudaram alguma coisa, ficou totalmente diferente. Achei péssimo! R.I.P!

No ano passado, quando estava sem meu estoque de Minesol, pedi no finado Snapchat uma dica de algum parecido. Alguém me indicou o Idéal Soleil da Vichy (toucher sec) e eu gostei bastante. Não me dá acne, fica sequinho, não interfere na make e o cheiro ainda é discreto. Sinceramente, ainda preferia levemente o Minesol, mas fazer o que né? Então tenho me virado bem com ele há mais de um ano e estou bem satisfeita. Eu tenho olhos muito sensíveis, então é muito importante que não seja daqueles que você encosta a mão no olho e quase sai dando pirueta de dor. Mas óbvio que não aplico no olho, né. he he he Lembrando: minha pele é muito oleosa!

Meu protetor solar pro rosto

Paralelamente estava querendo um protetor bem forte , para situações de sol extremo. Daí li muitas resenhas do Neutrogena Ultrasheer Dry Touch FPS 100 e encomendei 4 e depois mais 4 na Amazon.com! Chegou rápido das duas vezes, sem taxa. Quando acabarem vou encomendar esse (igual mas de 85 FPS) que tem na Amazon.de. Eu sei que FPS 100 na prática não traz muito mais vantagens que um de 50/60, mas o efeito psicológico da coisa? ahahaaha Eu gostei muito desse também, mas teve um enorme porém: em algum momento do dia, se, sei lá, coçava os olhos, de alguma forma entrava esse protetor no meu olho e JESUS. Eu não sabia nem mais meu nome. Ardia demais. E você tá lá maquiada e tudo que quer é enfiar sua cara num balde d’água, MÉCFAZ? Por causa disso, só o uso no corpo mesmo. Abusei dele no verão agora na Itália, mas no dia-a-dia só o uso nos braços, que é o que costuma ficar exposto (por enquanto). Falando em protetor da Neutrogena, eu amava o Fresh Cooling em spray pro corpo, mas acho meio difícil de achar.

Protetor pro corpo

A última descoberta foi meio acidental. Eu queria levar um protetor em spray para ficar reaplicando nas férias na Itália. Daí vi esse da Garnier Sensitive Expert na DM (paguei quase 6 euros) e levei. Quando cheguei em casa, vi que era um sprayzinho pro rosto. Mas li no rótulo “não comedogênico, pode ser aplicado sobre a maquiagem” e ainda dá uma hidratada. Nossa, eu sempre quis um desse e não sabia, hahaha! Ficava sem saber como reaplicar o protetor no meio do dia. Acabava no máximo passando um pó com protetor em cima (tipo esse da Shiseido), mas mais na zona T mesmo! Uma coisa é ir pra casa na hora do almoço, lavar o rosto, etc. Mas eu continuo no trabalho e quero continuar com a cara digna. Então é só fechar os olhos e aplicar. Realmente não estraga a make e não tive problemas de oleosidade. Eu sou bem sensível a coisas em spray, então prendo a respiração por uns 10 segundos até a nuvem passar. hehehehe Então, esse é atualmente meu spray de retocar durante o dia, se estou de make! Esse costuma ficar na minha bolsa de trabalho!

Protetor pra reaplicar no rosto, sobre a maquiagem

É isso, esse é meu dream team. Que fique claro: minha genética de pele é horrível. Mas tudo seria bem pior sem eles. 🙂 Meu marido não usa protetor solar no dia-a-dia (eu brigo, brigo, brigo, mas não adianta) e não tem uma manchinha. Sei que a saúde vai além das manchas, but still, mundo cruel. Se você não usa, fiz um post em 2014 que pode te ajudar: Como se convencer a usar protetor solar todos os dias.

Ah, a minha ordem é sempre: lavar a pele, produtos de pele, protetor solar e então maquiagem. Nunca gostei de protetores com cor, mas uso a base por cima e a cor oferece uma proteção adicional!

E vocês, têm alguma dica? Por favor me sigam se vocês acham no Brasil, onde, quanto – ajuda as outras leitoras.

Beijos!

15
julho
2018

A farsa da calcinha

Postado por Ana em Alemanha, Ana de Casa

Me perdoem pelo post estilo TMI (too much information), mas na minha concepção é um serviço de utilidade pública. hahahaha, sério! Você com certeza sabe de uma coisa: ainda que este não seja o seu caso, é inegável que uma proporção ENORME das brasileiras lava as suas calcinhas no banho. Isso é quase motivo de estudo sociológico para gringos que visitam o Brasil. Não diria que é o único país do mundo em que isso acontece (minhas pesquisas no google também apontam Haiti e outros países da América central), mas certamente existem vários outros em que isso não é realidade. Em filmes e seriados americanos eu já cansei de ver as personagens levando as roupas íntimas pra lavar na máquina. E aqui mesmo na Alemanha também é só na máquina. Lembro que na minha primeira visita (de quase um mês!) em 2006 eu vim com um estoque de calcinhas já sabendo que não conseguiria lavá-las (estava em casa de família). E daí ia acabando e eu comprava umas baratinhas na H&M, hahaha. Um dia a senhora em cuja casa eu morava me perguntou se eu não tinha calcinhas pra levar pra lavar – e eu “não, tenho suficiente”. Ela deve ter achado esquisitíssimo e pensado que eu era porcalhona.

Desde criança eu lavava minhas calcinhas no banho. E lá em casa tinha uma lavadeira, mas lembro que era meio tabu, então cada um lavava a sua! E acho que talvez essa seja a origem do hábito: no Brasil é muito comum uma outra pessoa lavar as suas roupas e pelo pudor mesmo, muitos acabam “retendo” as roupas íntimas. Eu sei que eu não me sentiria confortável com outra pessoa lavando as minhas calcinhas.

ENFIM!

A história seguiu-se aqui. Eu tenho a pele muito sensível e meu sabonete de banho (e que eu usava para lavar as calcinhas) é neutro, sem cheiro nem perfume (aqui compro algum Arztseife). Aliás, tirando perfume e produto pra cabelo, pra mim quanto menos cheiro um produto tem, melhor, já falei isso várias vezes no blog. E daí que tipo 50% do meu tempo no banho era lavando e enxaguando a calcinha. Porque eu lavava e daí enxaguava, daí enxaguava de novo. Morria de medo de ficar sabão e me dar alergia. E eu obviamente NUNCA deixei dependurada no banheiro, muito úmido! E daí que meu marido, que sempre lavou todas suas coisas na máquina, um dia me perguntou “por que você não lava suas calcinhas na máquina?“. Meninas, eu fiquei espantadíssima, como sendo atacada nas estranhas da minha “super autoridade em higiene” brasileira. Falei que jaaaaamais!! Que porcaria! Que não iam ficar limpas! Que os produtos iam me dar alergia! Etc etc etc!

Mas sei que um dia começou a me encher o saco isso de lavar, enxaguar, enxaguar, enxaguar, pendura, guarda. E quando a gente volta de viagem onde não tinha como lavar no chuveiro e fica meia hora só lavando um monte de calcinhas no banho???? Todo dia tinha calcinha pendurada no varalzinho, que saco. E naquela semana resolvi ver “qual é da máquina“. Mas bem descrente mesmo. Fui colocando todas num saquinho durante a semana e na sexta as coloquei todas na máquina. Escolhi o modo “anti-alergia“. Quando acabou, meu queixo caiu no chão!

A FARSA DA CALCINHA! FUI ENGANADA MINHA VIDA INTEIRA!!!

Elas saíram MUITO mais limpas do que eu jamais consegui fazer no banho. Na verdade eu achava que elas estavam velhas, perdendo o branco natural, etc. E saíram como novas, as brancas branquinhas, o tecido macio mesmo sem amaciante. Sério!!! Nesse momento eu soube que nunca mais lavaria uma calcinha no banho na minha vida. Não cheguei a ter nenhum tipo de alergia, mas mesmo no modo “anti-alergia” elas saíam com cheiro do sabão líquido, então pelo sim pelo não comprei um sabonete super anti-alergênico pra lavá-las, esse aqui:

É mais caro que um normal, mas é ultra-concentrado então rende muito. E elas saem sem cheiro NENHUM mas super limpinhas. Desde que adquiri este novo hábito, comprei muito mais calcinhas de algodão (uso 99% do tempo só de algodão, qualquer outro material me PINICA) para poder lavar mais de uma vez só (economiza tempo, dinheiro, meio-ambiente), tenho lavado de 2/2 semanas. As minhas de algodão lavo a 60 graus (é o que costuma estar na etiqueta, sigo as instruções de lavagem) e com esse sabonete nem preciso usar o modo anti-alergia mais, então vai mais rápido. Se for lavar umas mais delicadas tem que tomar mais cuidado, colocar em saquinhos protetores ou diminuir a temperatura (algumas pedem modo de lavagem manual). Eu aliás não lavo mais nada à mão, nunquinha, jamais. Nem cashmere – só colocar no modo lavagem manual em um saquinho e pronto. Eu adoro minha máquina, é essa da AEG (AEG é a Electrolux do Brasil) que compramos há 2 anos.

Só sei que junto com a mudança do hábito da escova de dente (de manual para elétrica) esse foi um dos maiores preconceitos que quebrei aqui.

Lavar calcinha na máquina é vida! Será que parei no tempo e fui a última a descobrir? Porque ontem mesmo minha irmã me disse que não lava calcinha no banho mais. Me contem!

Beijos!

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