11
agosto
2015

Meu Top 10 do Museu d’Orsay

Postado por Ana em Viagens da Ana

Quando fiz aquele post do Top 10 do Louvre, a intenção era fazer do Musée D’Orsay também, mas ia ficar muito grande. Acabou que enrolei tanto que voltei ao Orsay antes de escrever este post, e aproveitei para reparar bem nos meus favoritos. É quase um clichê ouvir de quem já foi à Paris falar que prefere o D’Orsay ao Louvre. Eu mesma já afirmei isso. Hoje, acho a comparação injusta, não dá para comparar os dois. O D’Orsay é um museu compacto com obras lindas. Lá dentro você não se perde e dá aquela sensação de “missão cumprida” algumas horas depois. O Louvre dá um certo desespero – é completamente gigantesco, mesmo os maiores “leitores de mapa” se perdem lá dentro. Dá uma certa angústia e frustração. Mas se me perguntarem, apesar do conforto maior proporcionado pelo D’Orsay, o Louvre é o Louvre … Segue meu TOP 10 – em ordem meio aleatória – seguindo aquele mesmo critério de gosto pessoal, nada de entendimento profissional das artes, viu? espero que lembrem-se de mim quando virem algumas obras abaixo! 🙂

1) Slaapkamer te Arles (Quarto em Arles), van Gogh

lachambre

O meu gosto é obviamente muito influenciado pelas coisas que via ao longo da vida. Tinha aula de artes no colégio, a professora era uma bruxa, mas algumas coisas me marcaram positivamente. Como não lembrar da quinta série ao ver esse quadro do Van Gogh? O quadro representa o próprio quarto do van Gogh em Arles (na França), e o que eu acho mais interessante é que a portinha à esquerda era pro quarto de hóspedes que ele preparou pro seu amiguinho Gauguin. Na verdade, a versão que está no D’Orsay é a terceira que ele fez, uma espécie de “best of” de suas obras favoritas, mas em tamanho menor. A primeira e segunda versão estão respectivamente em Amsterdam (justo) e Chicago.

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13
abril
2015

Onde o Danúbio nasce

Postado por Ana em Viagens da Ana

Acho que muita gente no Brasil conhece a Floresta Negra mais pelo nome da torta homônima que surgiu aqui nesta região. A torta original, aliás, é bem menos doce que a nossa, com muitas cerejas azedinhas e álcool. 🙂 Outra coisa daqui que é super conhecida são os relógios-cuco (um grande original custa pelo menos 1000 euros, aliás). A região abrange muito mais do que Freiburg e tem 6000 quilômetros quadrados e várias outras cidades nas suas entranhas. Ao longo de todo o caminho são muitas árvores apiculadas, tudo super denso, com várias montanhas, gargantas e vales – a floresta vista de longe tem um aspecto escuro, daí o nome.

sch1

Ontem, no meu primeiro “aniversário de mudança de país“, aproveitei que era domingo e o tempo estava perfeito e fomos passear em alguns locais desta área, até chegarmos a uns 70km daqui. As paisagens mais lindas infelizmente são vistas de dentro do carro (ou trem), então vou ficar devendo. Tirei, contudo, fotos em Donaueschingen e da região do lago Titisee – os dois locais são super turísticos, não imaginava que eram assim.

schw3O lago Titisee em Titisee-Neustadt. Esse é o padrão de árvores que se repete por toda a região.

sch10Titisee

Em Donaueschingen é onde nasce o Rio Danúbio (em alemão, Donau) e lá tem um poço famoso que é a chamada “origem do Danúbio”, a Donauquelle. Na verdade, o rio é formado ali perto do poço, onde você vê os rios Breg e Brigach se convergindo bonitinhos. Dali o Danúbio atravessa boa parte da Europa até sua foz no Mar Negro, na Romênia. Até há algumas décadas havia uma briga com a cidade de Furtwangen, que também reinvidicava ter a “origem do Danúbio”. No fim das contas, o “título” ficou oficialmente com a cidade que leva Donau no nome mesmo – eu só não contava que o tal pocinho ia estar todo fechado e em construção. Foi a mini-decepção do dia – mas tomei uma Fürstenberg para compensar a chateação, rs!

sch9Donaueschingen

sch8Donauquelle: faiô!

sch7Donaueschingen

sch6Donaueschingen

sch5Tinha essa nuvem escura, mas juro que estava sol, haha!

sch2Bonecas com a roupinha típica da Floresta Negra

sch4Parque próximo à Donauquelle

Eu já fiz uma retrospectiva do último ano neste post aqui! Ao longo deste passeio eu estava muito feliz e foi inevitável ficar observando e “namorando” a data. Bom, ainda tem muuuuito mais de Floresta Negra a ser explorada … quem sabe no próximo domingo?

Uma ótima semana a todos!

Beijos!

27
setembro
2014

Quando em Roma …

Postado por Ana em Viagens da Ana

Só tínhamos 5 dias para viajar, por isso queríamos algum destino perto. Acabamos indo para Roma, o que para mim foi um tanto quanto inusitado. Isso porque a viagem que fiz para Roma em 2006 foi a mais horripilante de toda a minha vida, deu absolutamente TUDO errado e para terminar ainda roubaram minha carteira. Cheguei a prometer a mim mesma que nunca mais iria para lá, mas bem, nada como 8+ anos para curar traumas, haha! E não é que com sapatos confortáveis, boa companhia e algum cuidado com a bolsa, é uma cidade encantadora? ♥♥♥ Por si só, é um museu a céu aberto! Vou mostrar um pouquinho do que vivenciei e algumas dicas esparsas!

DCIM100GOPROColiseu: o monumento mais famoso da cidade.

DCIM100GOPROO Coliseu visto de dentro …

flyingbloggerBlogueira voadora do dia

Sobre o Roma Pass

O Roma Pass (36 euros) te dá acesso por três dias aos museus de Roma da seguinte forma: inclui transporte público gratuito e os dois primeiros museus são grátis e os demais te custam metade. Portanto, comprar o Roma Pass já vale financeiramente a pena se você quiser ir ao Coliseu (16 euros, que também serve para o Forum Romano e Palatino) e para a Galeria Borghese (11 euros) e andar um pouco de transporte público. Com ele você pula as enormes filas do Coliseu. Como a gente só queria ir ao Coliseu e andou só a pé o tempo todo, não compramos o passe porque não valeria a pena! Escapamos da fila do Coliseu entrando pelo Foro Romano, que foi uma dica ótima que aprendi na internet! 🙂

foroAs ruínas do Forum Romano – nessa hora estava um sol forte demais, deu inveja das sombrinhas das orientais

Sobre localização

Existem três correntes de pensamento em relação a “onde ficar ao turistar em Roma”. Varia conforme o gosto do freguês. Há o centrão, perto da estação central Termini, que eu particularmente não gosto e acho que parece a Rua Tupis em BH. Não é perigoso, mas é feio. Em compensação, fica perto de alguns pontos importantes, como o Coliseu. Há o “meio do caminho” entre o centrão e o Rio Tibre (Tevere, em italiano), que foi onde fiquei desta vez. É muito bonito de passear, fica perto de alguns pontos interessantes (Piazza Navona, Pantheon) e dá para ir a pé para a região do Coliseu também (de sapatos confortáveis) e também ao vaticano. Um local muito lindo desta localização é Campo de’Fiori, que é onde eu gostaria de ficar da próxima vez. Há, por fim, a opção “mais cool cool, que é ficar do outro lado do rio Tibre – Trastevere – que também acho bem legal.
DCIM100GOPROO controverso Monumento a Vittorio Emanuele II: os romanos odeiam, mas eu gosto! 🙂

pantheonPantheon Romano: super interessante, e lá está o tumúlo de Rafael (dentre outros)

angeloO Castel Sant’Angelo que, junto à ponte Élio, é mais lindo ainda à noite.

Sobre o Vaticano

Os ingressos para o Vaticano não estão incluídos no Roma Pass, mas tem como comprar/reservar no site. A taxa de reserva é 4 euros (além do ingresso de 16 euros), mas vale muito a pena na hora que você vai passando por aquela fila gigantesca. Só para lembrar que deve-se ter algum cuidado com a vestimenta para o Vaticano – se exagerar nos decotes e usar saias e shorts curtos podem te barrar (mas não barram sempre, vide mulher ao meu lado na foto abaixo, haha).

mundodeturitasA multidão de turistas no Vaticano.

vaticanobeauty As belezuras do Vaticano

tetodouradoO teto dourado lindo no caminho para a Capela Sistina. Nesta última não pode tirar fotos e eu sempre respeito. E acho um show à parte os bundões se achando espertos olhando pros guardinhas e tirando foto escondidos, parecendo crianças colando em prova na quinta série. Dica: uma porcaria de foto sem flash não vai mudar o mundo.

Temperatura em Roma

O alto verão por lá (julho/agosto) faz um calor insuportável e é muito cheio de gente. Por isso, a melhor época para ir costuma ser a primavera (abril/maio). O outono não é tão tentador quanto a primavera porque chove mais a partir de outubro. Fui desta vez na transição verão/outono e estava uma temperatura bem agradável (20-25 graus) mas ainda muito cheio. No inverno é BEM mais vazio e não é um inverno tão rigoroso, então acho que também é uma boa pedida.

Jardins de Villa Borghese

borguesePedalando bicicleta dupla com uma buzina ~deliciosamente~ ridícula nos jardins.

Um pequeno tópico separado, pois nunca tinha ido e foi o lugar que mais gostei. Não quis visitar a galeria, mas o parque em si, a vista do palácio … coisa linda! Fora que tem a opção de alugar bicicleta e carrinhos motorizados.

Comilança

Se é para se preocupar com o peso, que seja antes e depois de viajar. Eu jamais deixaria de comer guloseimas em viagem, pois para mim é uma das melhores partes. Em Roma é quase obrigatório comer sorvete (gelato)! Eles são realmente mais gostosos e eu comi todo dia pelo menos um! Só para lembrar: o que eles chamam de “pequeno” (piccolo), pros meus padrões, é um sorvetão. Uma sorveteria que já foi votada como a melhor de Roma várias vezes é a Giolitti . E não é pegadinha de guia não, realmente achei o sorvete lá mais gostoso que os demais (2,50 euros o “pequeno” com dois sabores). Outra coisa a se fazer é tomar um Limoncello, um licor de limão. O chato é que metem a faca no preço (5 euros uma tacinha, oi?) e muitas vezes não servem gelado como deve ser. Às vezes é melhor comprar uma garrafa no supermercado e tomar no hotel. E o óbvio: muuuuita massa, incluindo pizza, acompanhada de vinhos da região! Os restaurantes bem próximos aos pontos turísticos (Fontana di Trevi, Pantheon, etc) costumam oferecer comida e vinho beeeem mais ou menos (ou ruim) por cerca de 24 euros por cabeça. A regra em geral é: o garçom te “pesca” na porta = ruim. O melhor é escolher lugares um pouco longe destes pontos, de preferência sem placa de neon na porta, haha.

limoLimoncello de algum lugar e o sorvete do Giolitti

Observação sobre Fontana di Trevi

É uma fonte onde as pessoas jogam moedas e fazem pedidos. É sem dúvidas um dos pontos mais bonitos, famosos, românticos e lotados (foi onde roubaram minha carteira) de Roma – mas infelizmente está de reforma até março de 2015; dá para vê-la ainda (sem a água) mas não é a mesma coisa, óbvio!

Dicas de App

Dois apps gratuitos que eu AMEI e facilitaram muito a viagem: um é o Roma Maps by Ulmon, que tem um mapa de Roma que te localiza na hora e tem um efeito de bússola (você gira o celular e a setinha fala para onde você deve ir) e o app do Rome City Guide do Trip Advisor para evitar que entre em furadas. Pode procurar locais próximos por preço, pode ver a avaliação antes de entrar, etc. Os dois você pode dar download nas informações offline para não precisar de internet quando estiver lá.

appsroma


Beijos com saudades das pizzas!

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