21
maio
2013

Mein Kampf, ou: minha luta para não lavar os cabelos todos os dias

Postado por Ana em Cabelo, Crônicas cosméticas

Nem sei mais há quantas décadas sou “escrava” dos meus cabelos. Faça chuva, sol, calor, neve, saúde ou doença: lá vou eu com meus cabelos pra debaixo do chuveiro todo santo dia. Até há uns 8 anos eu lavava à noite, antes de dormir. Mas quando vi que ele já estava ficando oleoso na hora do almoço, eu desisti e comecei a lavar toda santa manhã antes de ir trabalhar. Primeiro, pelo excesso de oleosidade. Segundo (e mais importante), pela facilidade com a qual ele amassa. Os fios são muito finos, e acordo com os fios fazendo vários ângulos retos entre si, triste. Por isso mesmo não dei certo com xampu a seco (lembram?). Por outro lado, tenho presenciado um ressecamento/destruição horrendo das pontas. É aquele eterno dilema das luzes que postei aqui.

Eis que ontem fui orientada a deixar de lavar os cabelos todos os dias... vejam como eu reagi… :laugh:

Falando sério, tive uma experiência diferente/legal ontem. Sabem o Spa Dios, aquele salão mega badalado de SP? Ele veio aqui de novo, minha irmã descobriu e marcou horário pra gente. Foi um custo, mas consegui trocar um ambulatório da tarde, e lá fui eu ter minha tarde de dondoca. :laugh:

Eles são realmente mega profissionais, e os tratamentos são muito bons. Avaliaram meus cabelos, concordaram comigo que minhas pontas estavam o verdadeiro horror, e sugeriram três tratamentos: bordado (tira ponta-duplas sem mexer no comprimento), multivitaminas e lipídeos. E falaram para eu fazer a famosa velaterapia em julho, quando eles voltam aqui. Além disso, sugeriram vários produtos pra eu continuar o tratamento em casa, sendo 4 do próprio Spa Dios (proteína, 2 xampus, condicionador) e dois sensacionais da Joico (post a parte). O engraçado é que quando você vai pagar sua conta já estratosférica, os produtos já estão te esperando na sua sacolinha no caixa, e lá se vão mais centenas de dilmas. Eu sou sincera, se você quiser ir, prepare para quebrar vários cofrinhos, é completamente fora da realidade de 99% das pessoas (inclusive da minha, mas vide post anterior). Mas que é bom, isso é…

Foi lá que basicamente me disseram que não posso lavar os cabelos todos os dias. Que estraga muito, ele já é muito fino e quebradiço por causa das luzes. Eu sei disso, mas e pra conseguir?

A oleosidade não está sendo o problema número um, até por causa do Roacutan. Mas o fato de acordar com ele todo amassado me incomoda demais! A primeira coisa que vou ter que fazer é comprar touca de banho. Descartáveis, sabe? Porque eu acho touca de banho convencional a coisa mais nojenta e horrorosa do mundo, fica toda úmida e fedida, nheca eca eca. Segundo, tentar parar com meu hábito de pegar demais nos cabelos, pra ver se ele “aguenta” dois dias sem lavar. Terceiro, usar Bed Heads da vida, e meu leave-in novo “prescrito” para esse fim. Hoje eu fui trabalhar sem lavar os cabelos após anos; não ficou como eu gosto, mas ficou pelo menos razoável graças ao super leave-in novo (é uma espuminha). Será o fim de uma era?


Beijos!

17
maio
2013

Soup Nazis de mi vida

Postado por Ana em Coisas da Ana, Crônicas cosméticas

Eu não sou lá a maior fã de Seinfeld (aquela série sucesso dos anos 90), mas eles têm realmente uns episódios sensacionais! Um dos meus favoritos é o do “Soup Nazi“. Um sujeito que tem a melhor sopa da cidade mas é todo grosseiro e cheio de regras. No fim das contas, todos aceitam “se portar” do jeito que ele quer, porque a sopa é tão boa que valia a pena! :laugh:

Acho que todos nós já fomos “mulher de malandro” pelo menos uma vez na vida! Lembro que eu fazia luzes de touca com uma mulher que xingava muito se ela achava que o cabelo estava estragado/ressecado. Comigo ela era boazinha, mas sempre detonava minha irmã. “Olha o seu cabelo!! Que coisa horrível, tá todo estragado, blablablabla“. Ela já saiu até chorando do salão, jurando que não voltava lá, mas acabava voltando após alguns meses porque “ninguém fazia as luzes como ela”. kkkkkk Hoje em dia, com tantos outros bons profissionais, ela faz parte do passado, mas é legal lembrar.

Fora aquela sobrancelheira/cabelereira etc carérrima e sempre sem horário na qual você sempre volta porque todas as outras pessoas que tentam mexer na sua sobrancelha/cabelo estragam. Ou aquela loja com os vendedores mais metidos a besta do universo, mas que têm as roupas com um super custo/benefício. Quem nunca??!

Aliás, acho que o maior “soupnazismo” do planeta é o que as lojas Hermès fazem. Lá você chega e a vendedora olha pra sua cara e decide se eles “têm ou não a bolsa”. Porque a tal de lista de espera não existe coisíssima nenhuma. As meninas chegam com o rabinho entre as pernas, rezando pra dar tudo certo e no final desembolsarem mais de 20 mil Dilmas numa bolsa. Isso é que é Marketing!

E não é só na cosmética não! Aqui perto de casa tem duas padarias fantásticas (Vianney e Infinita), infelizmente nas quais o atendimento é péssimo, mas eu e minha família insistíamos em ir sempre porque é tudo delicioso. E fomos mulhermalandrando por muito tempo, até que uma atendente só faltou latir pra mim na primeira porque pedi uma sopa pequena (“NÃO TEM PEQUENA SÓ TEM MÉDIA AU AU AU“) e outra atendente só faltou latir pro meu pai na segunda porque ele perguntou se tinham sanduíche (“O SENHOR NÃO VIU LÁ QUE NÃO TEM? AU AU AU“). Logo meu pai, um senhorzinho tão gentil e educado… Aí não teve jeito mesmo, juntamos o restinho de vergonha na cara que nos faltava e quando queremos algo gostoso de padaria pegamos o carro (snif) e vamos lá no Trigopane, atendimento top!

Estava pensando aqui… em pleno mundo capitalista, competição ferrenha, por que será que de vez em quando nos submetemos a isso, né? Do jeito que eu sou viciada em sopa, se surgir um Soup Nazi em BH, tô dentro! :laugh:

Contem suas experiências??

Beijos

11
abril
2013

O salto que impressionava os alemães

Postado por Ana em Alemanha, Crônicas cosméticas, Viagens da Ana

Post com título de livro, porque uma mente mais criativa que a minha conseguiria escrever um livro todo com essa relação salto alto x Alemanha. :laugh: Eu costumo dizer que, você como brasileiro nunca estará “vestido de menos” na Alemanha. A gente se esforça pra ir o mais simples possível (conforme nossa cabeça brazuca) pra o evento X, aí você chega lá e se depara com toda uma legião de alemães mais mal vestidos que você. :laugh:

Pra começar, eles têm uma relação com salto alto muito diferente da nossa. E não só as mulheres altas! Assim, um saltinho de botinha até que passa despercebido. Mas se você sair de saltão na rua vai angariar todos os olhares (de estranheza). Vai inclusive receber vários elogios (acho) de turcos na rua (lembrando que os alemães não passam cantada, só olham com rabo de olho). Aí você acha que usar um saltão é justificável naquela festa. Que nada!

Tenho uma botinha da qual me orgulho muito, essa preta da Santa Lolla. Lembro que há uns anos fomos convidados para uma festinha lá em Kiel, e de repente eu estava cercada por mulheres (de calça jeans e tênis) e homens curiosos para saber “como eu conseguia me equilibrar naquilo”. Usar essa bota aqui é estar preparada para justificar o porquê de você a está usando (oi?).

Aí no último final de semana tinha outra festa para a qual fomos convidados há 6 meses, lugar fechado, DJ e tudo mais. Coloquei um vestidinho de pano da Zara (tudo para não ser chique demais), meia calça preta e a famigerada botinha. Pensei que desta vez estaria apropriada ao evento!!

Chegando lá, novamente tendo que me justificar em meio às pessoas de jeans e sem maquiagem “por que eu estava tão chique”. :laugh:

Tem que levar com bom humor, né? hahaha Isso ocorre apenas em 5% dos eventos, porque nos outros sou obrigada a retirar meu sapato antes de entrar, aí ninguém nem vê o salto. Mas isso é assunto pra outro post. 🙂

Beijos !

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