24
novembro
2014

Quando o diastema volta

Postado por Ana em Crônicas cosméticas

Primeiramente, obrigada pelos comentários no último post. Sem palavras pra agradecer tanto carinho… Ali falei sobre um pequeno sucesso, hoje vou falar de um fracasso! Daí azinimiga se alegram também e ninguém fica triste!!! 🙂

Minha vida É um DENTE. O dente é um sol ao redor do qual gira minha vida.

Pra começar, passei minha infância na cadeira do dentista.Escrevi aqui sobre isso. E, pra piorar, eu tinha os dentes mais tortos que um ser humano pode ter. Se você acha que a Thássia Naves não sorri para fotos é porque não me conheceu na infância. Minha boca nem fechava direito, era dente pra tudo quanto é lado.

diastema“Ana Naves” em ação

Eu não tenho nenhuma foto sorrindo com a boca aberta de quando era criança maiorzinha – eu morria de vergonha. Quando ria “ao vivo” colocava a mão na frente na boca – demorei anos pra perder esse hábito, aliás. Aos 12, finalmente comecei a usar aparelho móvel e “freio de burro” (este último só à noite, ainda bem). Nos fins dos 13 coloquei o aparelho fixo e após 1 mês o mais importante aconteceu: o diastema (aquela lacuna entre os dentes) entre meus incisivos superiores fechou como mágica. E daí foram mais 4 anos usando fixo + freio de burro à noite. Quando tirei o fixo tinha quase 18 anos e continuei usando móvel à noite. Meus dentes ficaram com alinhamento ótimo (apesar de terem descalcificado um bocado ao longo do tratamento), mas eu pude finalmente deixar aparelhos meio de lado. Após algum tempo sumi do ortodontista (guilty!) e nem usava mais aparelho nenhum. Isso durou bastante tempo, foram anos felizes sem diastema. Até eu mudar pra essa terra da salsicha, onde a Odontologia é uma ciência curiosa. Dentistas aqui são, via de regra, os profissionais mais bem-pagos do país (encabeçam as listas de renda), mas no geral os alemães não cuidam bem dos dentes, quase ninguém liga pra dente e a ortodontia (“aparelho”) não é para todos. Muita gente tem dentes tortos – e está bem assim. E, no meu caso, que tive em 2014 o maior problema burocrático com seguro de saúde, só tenho direito a atendimento odontologico de urgência por enquanto. Se eu quiser fazer uma visitinha “de rotina” posso bem separar alguns milhares de euros. Meu marido fez um mini tratamento esse ano e pagou 3 mil euros (o seguro reembolsa). Se eu quiser usar aparelho nos dentes aqui, VIXE, posso vender um rim pra pagar uma parte. E foi nesse contexto que meu diastema, vagarosamente, voltou a se formar.

diastemamain

Após uns 10 anos sem usar aparelho. Ironias da vida … Se eu estivesse em BH isso seria zero problema. Não está muito grande (cabe uma folha de papel), mas se eu não fizer nada vai só piorar. E a estética é o menor dos problemas. Às vezes, quando estou comendo ou até fazendo biquinho pra passar blush (qualquer coisa que crie uma pressão negativa, sei lá ) o “freio” fica preso dentro do diastema e não solta fácil. São uns 30 segundos de pura dor (imagina quando estou em público) até eu conseguir soltar a porcaria do freio.

Pelo que pesquisei, existem vários motivos para um diastema recidivar- e, para quem se interessar, há um bom arquivo resumindo o tema “diastema entre incisivos superiores” aqui. Acho que, no meu caso, do alto da minha leiguice, as hipóteses mais prováveis são

1) Toque anterior da mordida (?)
2) Memória periodontal (?)
3) Inserção inadequada do freio bucal (?)

Ou tudo isso junto! Uma amiga da minha irmã é ortodontista e se propôs a fazer o máximo possível para ajudar com meu problema “à distância”. Tipo planejar uma solução com base em fotos e tal. Mas como só vou ficar uma semana em BH é impossível querer resolver tudo dessa vez. Vou consultar com ela agora para, na próxima visita, quem sabe, poder resolver o problema de vez (aparelho? Cirurgia? Não sei…) Eu fiz em casa um teste que ela me passou e parece que é o freio mesmo – eu nunca nem tinha reparado que tinha um, nem sabia que era freiúda. 🙂 De qualquer forma, mesmo resolvendo a causa, tenho que fechar esse espacinho que se formou. Sabe-se lá como e quando. Vou repetindo o mantra enquanto isso: Brigitte Bardot também tem, Brigitte Bardot também tem …

bardotQuantas reencarnações necessárias para eu nascer assim, hein?

Quando eu postei que diastema estava na moda não poderia imaginar que euzinha entraria na moda em tão pouco tempo. Acho que um anjo leu o meu post e falou “amém”.

Toma, distraída!!!!

Beijos aguardando opiniões das leitoras dentistas e/ou diastemudas

22
outubro
2014

Minha primeira vez

Postado por Ana em Crônicas cosméticas

Eu tinha 21 anos. Nunca me esquecerei dos seus olhos mais negros que as asas da graúna, daquele sorriso tão largo e gracioso. Daqueles cabelos tão lindos e bem-tratados, que se orgulhavam de suas raizes afro e exalavam um maravilhoso perfume francês. Enquanto o toque delicado de suas mãos passava por minha glabela dando início àquele momento, eu pensava em como era agradável estar ali. Tudo cheio de flores recém-compradas na Feirinha do Arnaldo, ao som da voz marcante de Ella Fitzgerald. Eu pensava: “vai doer um pouquinho, mas vale a pena”.

florahlg

Então, após fazer minhas sobrancelhas maravilhosamente bem, como ela sempre fazia, olhou pra minha cara e disse: “Tina, que olheiras são essas?“. Daí ela puxou um corretivo e começou a preencher minhas olheiras. Passou um blush delicado e ainda completou com um gloss rosinha da Trucco. Ainda me disse onde eu conseguiria comprar corretivo barato e recomendou que eu manipulasse na Amphora. Assim o fiz por muitos anos! Quando eu cheguei em casa fiquei me olhando no espelho e pensava “nossa, quer dizer então que eu consigo pelo menos ficar bonitinha?“. No dia seguinte já manipulei o corretivo, comprei um blush e o mesmo gloss da Trucco. Auto-estima vem primeiramente de dentro, mas pode receber um baita empurrão de maquiagem e afins. Assim comecei a dar valor a esta indústria e a todos que com ela trabalham. Trabalham, por que não, deixando mulheres mais felizes e confiantes.

Lembro de uma vez em que, quando tinha 14 anos, escutei uns meninos da escola rindo da minha feiúra nas minhas costas. Ninguém tinha coragem de falar na minha cara porque eu era amiga das meninas mais lindas e populares (oh, well). Cheguei em casa, olhei no espelho e fiquei pensando no que dava pra melhorar. Tinha acabado de furar as orelhas, os aparelhos nos dentes eu teria infelizmente que esperar o efeito, e as unhas estavam pintadas. “O que mais dá pra fazer? Nada!”. Eu não conseguia enxergar que existiam mais coisas.

Obrigada, Cidoca!

E vocês, como foi a primeira vez maquiagenzística de vocês?

P.S: vocês não estavam achando que era outra coisa não, né? #pegadinhadomalandro

Beijos!

17
setembro
2014

Maré negra capilar

Postado por Ana em Cabelo, Crônicas cosméticas

Se até a Kate já teve seus Bad Hair Days de frizz indomável, quem sou eu para nunca ter esses momentos ruins também, né? Eu estou passando por uma maré negra capilar.

badhair

O problema da queda

Lembram da saga da careca iminente?

  • Quando o cabelo cai
  • Meu arsenal anti-careca
  • Pois então, aquilo era 99% estresse mesmo. As coisas se acalmaram e não estou usando mais nenhum produto contra queda e mesmo assim já voltou ao normal. Só que o volume atual ficou, obviamente, mais minguado ainda. E eu não gostei do efeito que os produtos anti-queda tiveram. Nasceram vários fios “novos”, o que é ótimo. Só que esses fios “novos” enquanto não crescem bastante dão um aspecto bem feio. Dá impressão que tem muito frizz.

    Descolorante & Eu

    Eu concluí (finalmente) que meu cabelo não aguenta descolorante, mesmo com todos os cuidados. Simplesmente não aguenta, os fios são extremamente finos e arrebentam todos, principalmente as pontas. Eu fazia luzes de touca até 2010, daí fiz californianas em 2011 e até janeiro deste ano fazia luzes “blend”. Em meados de 2011 eu estava na minha auto-entitulada plenitude capilar“. Nunca fui tão feliz com a cor dos meus cabelos! E estavam relativamente saudáveis.

    califEm 2011, que saudades! 🙁

    Mas o tempo trouxe danos e eles não passaram impunes ao descolorante. Em janeiro deste ano foi a última vez que mexi na cor, mas fiz os reflexos com tinta por causa da queda. A tinta não dá aos meus cabelos um efeito tão bonito quanto o descolorante, é sim muito mais discreta e a tendência é o meu cabelo ficar com um aspecto mais escuro mesmo. Só ver nas fotos do meu casamento.

    pontasPontas sofridas em 2012 e o cabelo em janeiro, logo antes das últimas luzes (com tinta).

    Durante as 5 semanas que estive em BH, matutei até o final se ia retocar a cor ou se deixava pra lá. Eu obviamente não vou mexer na cor do meu cabelo aqui na Alemanha – o gosto, a experiência, os métodos, são todos diferentes. O que eles acham bonito é diferente do que nós achamos. Decidi aproveitar que ainda quase não tenho fios brancos e deixá-los recuperarem um pouco, tipo um rehab capilar. Como só tem descolorante nas últimas pontas, acho que no próximo corte já me verei livre dele. Eu quero voltar sim a ter o cabelo mais claro, mas por ora não vou fazer nada.

    A ironia do corte:

    Fugindo dos cortes “anos 80” que assombram a Terra da Salsicha, eu deixei para cortar cabelo em BH. Pois ironicamente o cabelereiro fez o proibido no meu cabelo, repicou a frente toda! E deixou o volume menor ainda e super difícil de “domar”.

    chitao

    Sem muito drama, porque vai crescer de novo, daí eu corto. E vou cortar aqui mesmo, não é possível, meu cabelo não é difícil de cortar. Aqui pertinho tem um salão com uma cabelereira que fala 6 idiomas incluindo o português. Pois bem, eu vou falar para ela nos 6 idiomas que não é para repicar na frente e não é pra fazer corte dos anos 80, espero que ela entenda!

    O protetor térmico que não deu certo

    Já que estou fazendo um rehab capilar e não consigo ficar sem dar uma secadinha, estou pelo menos prestando atenção em proteger o cabelo do calor do secador. Então em dezembro passado comprei um protetor térmico “Iron Guard” da CHI, que é uma marca ótima de produtos para cabelo.

    chi

    Eu achei o protetor uma b*sta desde o primeiro uso mas insisti durante pelo menos 50 vezes por confiar na marca e porque odeio desperdício, mesmo de coisa ruim. Ele deixa o meu cabelo duro, difícil de desembaraçar e sem brilho. Daí essa semana o nó que formou no meu cabelo foi tão absurdo e tão grande e tão impossível de desfazer que eu passei a tesoura. Sim, eu cortei uma mecha enorme do meu cabelo. Foi da parte “de dentro” mas eu já tenho pouco, né! Foi a cereja do bolo da maré negra capilar!

    Resumo

    Cabelo com uma cor que não gosto, com um volume que não gosto, com um corte que não gosto. Só fica razoável quando faço babyliss. Estou longe de ficar triste por causa disso, eu sei que é “só cabelo” (aspas, aspas, aspas) minha gente. Mas que é chato, é! E o blog se chama “Linda e Cheirosa”, então provavelmente é para discutir sobre algo muito aquém das idéias de Nietzsche! hahahaha…

    Beijos!

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