05
setembro
2019

Fomos ao Brasil (apesar da TAP): a primeira viagem de avião com bebê

Postado por Ana em Crônicas cosméticas, Maternidade

Como comentei, meu marido tirou 2 meses de licença paternidade (sim, aqui tem isso – quem quiser entender mais, só ler o post sobre isso). Aproveitamos então para viajar com nossa filha durante a maior parte deste tempo. Iniciamos as viagens com o Brasil-sil-sil, para ela conhecer os primos, tios, minhas amigas… Quem vê assim acha que a decisão foi fácil. Pelo menos da minha parte, não foi – senti vários medos, cheguei a bater o pé que não queria ir. Medo principalmente da viagem de avião – tão longa e com conexão, com um bebê que definitivamente não é um angel baby, não dorme em bercinho nem com barulho nem em carrinho e nem “do nada” no colo… E sendo que tenho pânico de avião e que ainda ia ter que viajar “de cara limpa” (tanto pela amamentação como pela energia necessária para cuidar do bebê), hehehe! Também tinha medo de ela ficar doentinha por lá, já que eu mesma peguei zigziras nas últimas 3-4 vezes que fui. Ainda a questão do sarampo e o medo de circular em aeroportos, avião, etc. Enfim, mil medos!

Tem uma pessoa que adoro que sigo no instagram, especialista em disciplina positiva, toda zen e cheia de jeito com bebê. Um dia ela fez um textão nos stories sobre a superação de fazer um vôo BH-Rio (40 minutos) pela primeira vez com o bebê de 3-4 meses dela. Nesse dia lembro que pensei: “FERROUUUUUUUUUU!!! Se ela que é toda zen passou esse perrengue num vôo de 40 minutos, como vai ser comigo?” Eu me informei, preparei, vi mil vídeos de dicas para voar de avião. Mas me desanimava porque nenhum desses bebês lembrava nem de perto a minha. Eles dormiam em um bebê conforto enquanto o mundo caía no avião. Gente?! Essas dicas não serviam para mim. Eu estava tão insegura que levei fórmula na ida (sendo que ela nunca pegou mamadeira, rs) de medo do meu leite não ser ejetado pelo pânico, kkkkk! #tãoeu

Mas graças a Deus tenho ao meu lado o ser mais otimista do mundo e ele me convenceu a irmos ao Brasil. Era importante demais e nenhum medo é maior do que as memórias deste momento com a família. Fora que conseguir ir para ficar 3 semanas é uma oportunidade que temos que aproveitar. E ele tinha razão. Não importa o perrengue no avião (a não ser que caia hehehehe) SEMPRE vai valer a pena.

A odisséia dos vôos

Primeiro, em relação à viagem de avião com bebê de 4-5 meses. Pra começar, ao contrário de vídeos que vi – A MINHA bebê de 4 meses não só “mama e dorme”. Ela tem mil necessidades além disso e fica muito entediada muito fácil, não fica sentadinha num bebê conforto com cara de plasta olhando pra gente, jamais (leia em francês: jaméee). Claro que a gente (eu! marido nem aí) fica com medo do perrengue do bebê esgoelar a viagem toda e você nem tem pra onde correr. Mas é só respirar fundo e pensar que AINDA que seja este o caso, isso não deve ser maior do que as alegrias da viagem. Ainda que ocorra pior do cenário, serão horas que depois você esquece, e se deixar de viajar por causa disso vai se arrepender depois COM CERTEZA. Isso sem entrar no tema que bebê chora mesmo e todo mundo já foi bebê um dia. Ninguém é obrigado a curtir viajar do lado de bebê, claro (eu detesto), mas ninguém pode falar nada. Se alguém falasse algo pra mim ia ouvir, ô se ia.

MAAAAAAAAS …. eu cometi sim um ENORME erro ao marcar os vôos. Escolhi a TAP! Justamente pela conveniência de o grande vôo terminar em BH, pois o que sempre me deixou exausta foi a conexão em SP no fim da viagem. Contudo, mais que um fato pontual, ficou muito claro para mim que a TAP não tem qualquer consideração com quem viaja em família. Fomos para a casa dos sogros perto de Frankfurt para pegar o vôo das 6 da matina no aeroporto. Eis que às 02:30 da manhã eu vejo um e-mail confirmando o Check In. Aí beleza, achei que tinham reenviado. Mas quando fui vendo os detalhes do vôo vi que não tinha nada a ver com o nosso. Era um vôo estranho de 7 horas de conexão em Lisboa e indo pra Campinas etc. Levantei no pulo e fui ver o que tinha acontecido. Com muito custo consegui falar na TAP e entendi que tinham cancelado o vôo. Gente, custa escrever isso, avisar de alguma forma na mensagem “ATENÇÃO!!!! VÔO CANCELADO/ALTERADO”? Poderia facilmente não ter percebido e ter ido de madrugada ao aeroporto à toa.

Como diria o Ross:

eles deviam colocar em letras garrafais

Foi uma zona, família incluindo bebê sentada à mesa às 3 da manhã, resolvendo a situação. Remarcamos pro mesmo vôo no dia seguinte, pois o vôo alternativo oferecido era impraticável pra gente. Daí surgiu outro problema, eu disse pro homem que tinha reservado lugares “de bebê” na aeronave e que gostaria de tê-los de volta mas os novos números da poltrona eram outros. Pois o luso me GARANTIU que eram sim lugares de bebê. E eu: “tem certeza? É outro modelo de aeronave então né?”. E ele “sim senhora“. Ora pois, ele queria era se livrar de mim às 3 da manhã. No dia seguinte, não convencida, liguei de novo e a nova atendente me deu a real: “não senhora, são lugares no fundão mesmo. E não tem mais lugar de bebê”. Fiquei chateada demais – mas a solução foi comprar um upgrade pra business, que estava relativamente barato (e nesse caso de atraso grande pelas regras de UE temos direito a 600 euros por cabeça). Pois veio a próxima noite e vamos lá novamente. De novo eu em claro de preocupação, mas conferi e-mail e nada suspeito, ótimo! Tirei minha bebê dormindo do berço às 2:30 da manhã (quem é mãe sabe o quanto isso nos dói, hehe), e a coloquei no carro (ela não curte, é um estresse) e lá fomos. Quando estávamos na fila do para entregar malas eis que chega um SMS misterioso com novas informações de vôo. “Not agaaaaaain“, pensei. Pois sim, AGAIN! Vôo cancelado. Lá fomos nós para aquela fila giga de remarcação – e aqui não tem isso de preferencial pra bebê não, viu? Escorreu uma lágrima. Após muito estresse acabamos aceitando um vôo horrível, passando por Paris e Guarulhos. Então o vôo longo seria de Air France – detalhe que ele nos colocou na econômica da Air France sendo que tínhamos pago o upgrade da TAP. Se não tivéssemos visto/queixado ficava por isso mesmo. Houve ainda uns percalços para resolver junto à Air France porque não estava no sistema deles. E voltamos mais uma vez para a casa dos sogros, para retornar ao aeroporto no fim do dia. A gente tava pior que bumerangue.

a filinha pra remarcar

A experiência em si a partir do momento que a viagem “de verdade” começou: achei TOO MUCH para minha bebê, pela personalidade dela. Graças a Deus ela dorme no canguru, foi assim que conseguimos fazer tudo, senão essa viagem nem seria possível. Ela é uma bebê MUITO curiosa e excitável, então o ambiente de aeroporto foi muito pra ela. Não me esquecerei nunca de quando passávamos pelo Free Shop do Charles de Gaule, aquela luz quase neon, e TUMTCHI TUMCHI TUMCHI e mil pessoas. Ela ficou tão elétrica que seguiu por essa área gritando fininho: AAAAAAAH (nem tava chorando, mas de excitação mesmo). Colocamos ela no canguru para acalmar, porque tava demais. Agora a gente ri, mas foi tenso. Mas enfim, muito cansativo pro neném, vira um tira-e-põe de canguru, passa no Raio X, controle de passaporte, etc etc.

O seu primeiro vôo foi na Lufthansa pra Paris e foram uns doces, até brinquedinho ela ganhou. Foi uma hora só, ela tava acordada mas foi ok. Em relação ao vôo Paris-SP, ele em si foi ok. A fileira da business da Air France era de uma cadeira só, então a cadeira do marido estava atrás de mim. Ele se divertiu horrores, tomou champagne, viu filme, lucky bastard! 🙂 Eu “trabalhei” a noite toda, pois sabia que nessa circunstância ela só dormiria mamando/no meu peito. E tive que me esforçar para ela permanecer assim, a protegendo do barulho, luz, etc. Assim que a aeronave correu pra decolar, coloquei ela pra mamar e ela dormiu, eram 23:30. E por ali ficou a noite toda, mamando/dormindo. Até montaram um bercinho pra ela, mas tipo num lugar meio alto sem eu conseguir ver, com aquela barulheira de gente passando, que para ela dormir ali só nascendo de novo com uma personalidade totalmente diferente. E foi ali, na calada da noite, que dei a maior prova de amor que minha filha poderia receber: eu disse pro aeromoço que não ia jantar, quando ele me perguntou se eu tinha escolhido a refeição. Simplesmente não valeria a pena acordá-la com o risco de ela não dormir mais e eu ficar indo pra lá e pra cá, naquela exaustão que eu estava de quem não dormia há 3 dias. Fiquei com fome, vontade de ir ao banheiro e sede (não quis beber água pra não dar mais vontade, rs) a madrugada toda, mas ela também não deu um pio. Só de manhã mesmo ela acordou e tivemos um trabalhinho para entretê-la dentro do avião por uma hora. No vôo SP-BH ela estava mais cansada/chatinha mas foi um grande nada em relação ao resto da experiência. A vantagem dessas aventuras é justamente mudar a perspectiva sobre o que é difícil e o que não é. Reservei um transfer pra bebê no aeroporto porque taxi não tem cadeirinha né?

A TAP também avacalhou a volta

O vôo da volta foi em si muito pior. Quase antes de ir ao aeroporto fui entrar num taxi e torci meu pé muito feio. Achei que tinha rompido tendão (ouvi RIIIIIP) mas meu marido garantiu que não e que só distendeu. Então ok, mas fiquei mancando . Uma maravilha. Bom, fui fazer o check in online e vi que os assentos não eram aqueles da frente que eu tinha reservado, mas números maiores. Liguei na TAP e, claro, não souberam me informar o motivo. Deixei para fazer o check in no aeroporto e, assim, com um monte de desculpa de peidorreiro, a atendente disse que fomos relocados e estávamos no fundo e separados. E que ela poderia me oferecer UM lugar pra bebê mas separada do marido, já que ao meu lado estaria outra mulher com bebê. Isso foi obviamente uma mentira, já que ao meu lado estava uma família normal de adultos, para os quais a TAP VENDEU os lugares com mais espaço para as pernas e que o bebê se explodaaa. Tentei fazer upgrade de novo, mas fui informada que a TAP tinha a política de não fazer upgrade para menores de 2 anos. Quando disse que fizemos na ida, ela falou “ahmmmmm, tá cheio, não tem lugar”. Sim, terceira mentira! Ó o naipe da companhia aérea, amigos. Quando me sentei com a Lili, a situação foi pior do que eu tinha calculado. Do meu lado tinha uma mulher com cara de c* e vi que o assento era estreito demais para ela dormir mamando, já que as perninhas chegariam ou na metade do corredor ou na metade do assento da mulher com cara de c*. Entrei em pânico, meu Deus, como ela ia dormir? A grande sorte no azar é que o espaço ao lado do meu marido ficou vago, então troquei com ele e fiquei novamente a noite toda com ela dormindo no meu peito. Mas foi bem mais difícil porque o avião estava uma zona, estávamos perto dos banheiros e eu juro que nunca na minha vida vi tanta gente usando banheiro num avião. Era uma fila constante. Tava tão zoneado esse vôo que tinha um poodle passeando livremente sem o dono pelos corredores. Brinquei que a próxima etapa é ter um burro passeando pelos aviões da TAP.

Meu marido até descobriu que isso não é impossível, vejam essa reportagem:

TAP em um futuro próximo, hahahhaa

Entre Lisboa e Frankfurt passamos um aperto por 40 minutos para entretê-la – ela não gosta nem de sentar no colo mais, tem que levantar, ver coisas!. Mas depois, como tinha dormido meio mal, ela dormiu no meu colo até depois de pousarmos, então foi um vôo bem ok.

Enfim, o que me deixa mais chateada nessa história é que o vôo nesse caso é cancelado por motivos econômicos mesmo. Porque para eles compensou de alguma forma financeiramente. O tempo estava bom, aeronaves ok! Ninguém da companhia sabe falar o porquê de terem cancelado as duas vezes. Por isso que eles não costumam cancelar vôos longos à toa. Mas esse Frankfurt-Lisboa cancelam sem dó! Por isso é importante que CADA passageiro procure seus direitos, para parar de valer a pena para a companhia! Não tenho a ilusão que existam cias aéreas 100% boas ou ruins. Com certeza é possível ter uma boa experiência com a TAP e uma má com outra companhia. Mas ficou claro para mim que na TAP eles c*gam para famílias e a chance de passar perrengue voando com bebê é maior. Nosso próximo vôo será de Lufthansa passando por Guarulhos mesmo, agora que sabemos a facilidade com que a TAP cancela vôos curtos (no nosso caso, Frankfurt-Lisboa). Em relação à TAP, não vamos ficar só nos formulários, vamos entrar com advogado também, achamos um desrespeito enorme e ainda perdemos 2 dias de nossa viagem.

Boas memórias

Eu infelizmente usei essa viagem para resolver muita burocracia – fui 2x ao cartório, 4x ao banco, 2x ao PSIU da Praça Sete e 2x a uma contadora. Mas tirando isso, a viagem no Brasil valeu muito a pena. Nós três ficamos saudáveis o tempo todo, graças a Deus (adendo: sempre fazer seguro de saúde E viagem ao viajar com bebê – porque imagina só viajar com um bebê resfriadinho? Não rola!!! Fiz da Allianz ). Encontrei com muitas amigas (infelizmente não deu pra ver todas), passamos muito tempo com a família. As priminhas ficaram doidas com ela. Ainda que ela não vá se lembrar dessa viagem em si, nada paga ter essa memória (e fotos), da primeira viagem da Lili ao Brasil, com 4-5 meses. Até um pequeno mesversário fizemos, não dava pra deixar a oportunidade passar – e já até imprimi a foto do vovô com todos seus 5 netinhos para colar no álbum dela.

Ah, o interessante é que bebê novinho assim aparentemente não tem jet lag – ela meio que ignorou e seguiu tanto na ida quanto na volta a luz do sol mesmo. Isso foi uma surpresa para mim, mas adorei, claro.

Qual passaporte?

Pequena observação burocrática: Lili viajou com um “Kinderreisepass” que é mais barato/rápido de fazer que o normal. Custou 13 euros e ficou pronto na hora. Pro Brasil e maior parte do mundo ele serve, mas não pros EUA por exemplo. Ela ainda não tem a nacionalidade brasileira, e vou esperar uns anos para registrá-la. A partir do momento que seu filho tem a nacionalidade brasileira, os agentes da PF têm o DIREITO de pedir o passaporte brasileiro dele (caro, nem tem consulado na minha cidade e só dura 1 ano pra bebê). Sei que na maioria das vezes vai dar certo viajar só com o alemão, mas no site do consulado eles falam disso, que TEM que ter o brasileiro também. E eu JURO que o agente que peguei no aeroporto ia pedir o dela. Ele era mal-humorado e perguntou TRÊS vezes se ela não tinha nacionalidade brasileira, tava com sangue nozóio pra pedir o passaporte. JURO JURO!!! Portanto, pode dar rolo se não tiver, e imagina passar esse perrengue todo de viagem pra não entrar no final? Eu não arriscaria de jeito nenhum.

Ironicamente, vou parafrasear um grande poeta português para finalizar o post:

Valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena. Quem quer passar além atlântico tem que passar além da dor. Deus ao Brasil o perigo e abismo deu, mas nele que espelhou o céu.

Beijos

05
fevereiro
2017

Minha primeira manicure na Alemanha (cenas fortes!)

Postado por Ana em Alemanha, Crônicas cosméticas, Unha

Eu simplesmente entrei em uma maré em que cansei de fazer minhas unhas. Entre cozinhar, tarefas domésticas e as limpezas de mão no trabalho, minha manicure não estava durando nada. E cansei dos cintilantes da Sally Hansen (únicos a durar um pouco a mais). E daí eu deixava pra fazer domingo e ficava com preguiça. Resolvi então marcar a tão postergada visita à manicure aqui. Eu até faço minhas unhas relativamente bem. Não é no nível profissional do Brasil, mas com certeza 10x melhor que 90% das manicures profissionais aqui. Mas eu sou refém do pauzinho de bananeira pra limpar cantinhos – não faço direto sem sujar de jeito nenhum. Por isso não me arrisco com gel. Então obviamente só valeria a pena se fosse gel.

theomanicure

Marquei um horário no mesmo shoppingzinho onde fica a minha academia. Seria ótimo se eu tivesse ficado satisfeita, daí incluiria na minha rotina de sábado, poderia ir direto da academia semana sim, semana não, por exemplo. Eu não estava muito otimista, mas ainda sim de cabeça aberta. Sei que alguns são mais caros (agora imagino o porquê), mas escolhi pelo local mesmo. Já na marcação achei meio estranho porque o pessoal é chinês e a mulher falava um alemão terrível e mal abria a boca, muito difícil de entender. Aliás, aqui até tem muitos cabelereiros alemãs, mas a maioria dos outros profissionais (inclusive manicure) é de outros países. No caso das unhas, pelas minhas pesquisas, 80% são orientais. Aquele silêncio… No máximo os chineses vez ou outra só conversavam entre eles em chinês. Não mexi nas minhas cutículas antes porque queria ver mesmo como eles fariam – mas já esperava que não fossem tirar cutículas. Mas achei que poderiam hidratar, empurrar, sei lá.

gelalemanha1Foi uma criança que pintou? Não, foi um manicurO profissional

Quanto tempo pra fazer 55 minutos
Quanto custou: 29 euros
O que fiz: o nome so serviço era “Shellac“, escolhi só manicure+esmaltação, sem unha postiça. Mas não era Shellac coisa nenhuma – o nome no vidrinho era Elite99 => que pelo que pesquisei é um gel barato vindo de Hong Kong!
Quanto paguei: 29 euros, como vi depois não era Shellac verdadeiro! Os outros salões aqui cobram normalmente cerca de 40 euros por manicure + Shellac!
Onde fiz: no único salão que tem no ZO aqui em Freiburg

Como foi o processo:

Então começou com a mulher lixando minhas unhas. Daí vi que ela lixou naquele formato europeu ovalado horroroso (sério, como acham isso bonito?). Pensei, “tudo bem, na próxima vez eu peço para lixar quadrado antes“. Daí ela pegou um alicate e meus zóio saltaram da órbita. Mas daí vi que era só aquele alicatão de tirar pelinha. Ela conferiu, mexeu tipo em 3 unhas, muito pouco, e pronto. Daí lixou as unhas, daí veio com um rolinho de lixa giratório e passou em cima de todas. Daí passou um líquido. Daí começou a passar o esmalte que eu tinha escolhido e um homem que estava fazendo as unhas da mulher ao lado falou algo em chinês, ela retrucou. Daí sem falar nada eles trocaram de lugar e o homem foi fazer minhas unhas. Pelo visto a mulher não sabia o que estava fazendo, né? Ele tirou o esmalte que ela tinha começado a passar. Daí passou a lixa rotatória de novo em todas as unhas, daí pegou uma daquelas lixas emborrachadas e passou em todas as unhas também. Depois passou a base, e daí aquele esquema de ir pra luz UV. Depois começou a passar o esmalte. Bem devargazinho, e meio que corrigindo algum excesso com o próprio dedo dele. Aí – camada 1, vai pra luz UV, camada 2, vai pra luz UV. No final ele conferiu e mandou eu voltar pra luz UV mais uma vez. Daí passou um álcool e então passou a base. De novo, UV umas 2 vezes e acabou. Umas duas unhas saíram amassadas no fim (não encostei em nada) e ele passou top coat de novo e repetiu (o que influenciou na dificuldade de tirar, ler abaixo).

Resultado:

cuticulasNão empurraram nem hidrataram as cutículas. Tirar, já sabia que não tirariam.

Pelo menos salvei o aspecto das cutículas com um produto – conto essa semana ainda qual foi!

manicuregel2

Nada como acordar e ir fazer uma manicure profissional para se sentir linda e bem cuidada e, e, e ……

indicador
gelalemanha3
gelaleman5Não basta lixar horrível, ainda cria um novo formato com o esmalte deixando um espação

Formato horrível! Além disso, entre o salão e o carro deve ter escorrido um pouco de um dedo e ficou um calombinho na ponta (em casa, consertei com a lixa). Esses até 2 mm de espaço entre unha e esmalte também achei uó!!!

gelalem4Minha irmã logo perguntou: tava de graça?

E o acabamento? A foto do meu dedão fala por si só.

Quanto tempo durou?

oitavodiaOitavo dia, polegar
esmalte16dias16o. dia, todas as outras estavam assim

E o mais importante: quanto tempo durou? Esse foi aliás o motivo para a coisa toda. Olha, inteiro mesmo duraram 8 dias. Esses dias incluíram: limpeza de casa, preparo de comida, lavagens de mão 102093001 vezes no trabalho (e álcool), banhos escaldantes de inverno – e realmente não lascou. Nessas condições, já teria descascado com esmalte normal na terça. Após 3 dias vi umas ranhurinhas bem discretas no esmalte de alguns dedos – mas tipo bem discreta mesmo, não chegou a ser um problema. O brilho mantém-se inalterado. Ao longo da semana percebia que as ranhuras estavam aumentando (vejo meus dedos constantemente sem querer com a lâmpada de fenda). Até que sexta-feira a ranhura no polegar direito virou macroscópica, percebia como uma linha no meio, tipo quebra-cabeças. Pensei que era questão de tempo mesmo, porque já estava um pouco acima do nível da unha. Mas ainda dava para eu usar a manicure de boas. No outro domingo, 8 dias depois, esbarrei na quina de uma gaveta e daí lascou abaixo do craquelado. Os outros dedos todos estavam sem nenhuma lasquinha após 16 dias, mas pelo espaço que estava ficando, aproveitando o domingão, resolvi tirá-los após 16 dias. Mas aí começou o maior dos meus problemas.

Para tirar?

Como quis ver em quanto tempo ia descascar (mas sem ficar muito marmota), resolvi tirar o esmalte do polegar e pintar com um parecido que tenho aqui. Mas aí que foi o inferno. Era segunda feira e gastei uns 50 minutos tentando tirar o esmalte do polegar e não consegui.

p2shellacTem na DM e custa 1,95 euros

Esse é o produto que usei, e não acho que ele é ruim porque só precisa mesmo ter alta concentração de acetona. Veja que review boa dele aqui!

Fiz da forma que mandam: deixei a unha toda de molho no removedor por 10 minutos. Daí realmente uma parte levanta e você só tira com a espátula. A parte superior saiu fácil. Mas a metade de baixo do esmalte não saía nem por decreto! Daí coloquei algodão embebido em acetona mais 10 minutos sobre a unha e enrolei no alumínio. Tirei e estava inalterado, não levandou nada! A espátula nem fazia cosquinha. Daí deixei mais 10 minutos de molho (imagina a destruição que isso causa pro dedo) e … nada! Nem mesmo disposta a estragar minha unha com a espátula não consegui! Acabei desistindo e pintando por cima desse resto.

desesperounhaDesespero em tempo real no Snapchat, kkk

Entrei em fóruns de unha em gel para ver o que poderia ter acontecido, porque vi que realmente elas dizem que em 10 minutos já é para sair sem grandes esforços. Pelo menos com o Shellac original, né?

A HORA DO DESESPERO

Tentei de diversas formas tirar o esmalte das unhas restantes hoje:

1) 10 minutos com algodão embebido em acetona + papel alumínio —-> não fez nem cosquinha
2) 10 minutos com todas as unhas mergulhadas na acetona —- não fez nem cosquinha
3) lixei todas as unhas para ver se tirava ao menos o top coat + 10 minutos em acetona –> quase não fez cosquinha
4) 15 minutos no algodão com alumínio de novo + luva de borracha + calor local –> quase não fez cosquinha, amoleceu um pouco.
5) Mais algumas tentativas, assisti um episódio de friends de novo com as unhas na acetona (tipo 20 minutos)
6) Meus dedos estavam meio inchados, daí parei de tentar!


O melhor que consegui:

unhagelpavorosaUma manhã de domingo inteira gasta e foi o melhor que consegui. Essas partes restantes impregnaram-se à unha completamente.

Sim, irmãs, foi isso que me aconteceu. Passarei esmalte normal por cima disso e vou esperar meses pra essa joça sair por completo. O esmalte se incorporou à unha de uma forma que nunca vi! O normal de esmalte em gel é ele levantar após deixado uns 10 minutos em acetona e você finaliza com a espátula. Isso foi consequência de produto ruim e/ou técnica ruim.

Deu vontade de chorar, sério mesmo! Talvez um dia eu ria disso, mas agora estou realmente chateada. Não acho que vale a pena eu chegar com esses restos no salão para tirar – vão cobrar 15 euros e no fim vão é lixar a unha pra tirar. O jeito vai ser ir pintando escuro, até a unha crescer por completo.

Veredicto:

Não gostei do visual, a parte de tirar foi/está sendo um pesadelo! Eu não tenho absolutamente nada para comparar e até marquei em outro lugar no fim de fevereiro mas acho que vou dermarcar, até porque vou pro Brasil em março… Depois que voltar, não sei se farei mais. Talvez um dia nesse outro salão. Amei a sensação de ficar duas semanas sem preocupar com unha lascando. Mas o fato de eu não conseguir tirar fez não valer a pena. A Alemanha é muito pobre em resenhas de beleza, o ideal era eu ler avaliações dos salões antes, mas tinha algumas estrelas no Google e só. Mas talvez pro futuro o que seguirei e o que aconselho é não fazer gel aqui jamais em um lugar que custe abaixo da média! Veremos …

Beijos!

07
abril
2016

Ana sem-calças

Postado por Ana em Crônicas cosméticas

Lembram de um post velho onde reclamei que uma calça da Zara explodiu? Gostaria de me retratar com a Zara pois, aparentemente, o problema não é com ela mas com minha b*nda. Após aquele episódio foi uma sucessão de explosões de calças. De todas as cores, tecidos, marcas e preços! Era calça de vinte euros explodindo, era calça de cem euros explodindo. Tentei de tudo – tento não agachar, não fazer movimentos bruscos, mas não adianta – basta um momento de distração e … POC! Nos últimos anos eu peguei meio birra de calça jeans e passei usar mais calças pretas de material não-jeans. Elas deram então continuidade à saga e iam então estourando uma atrás da outra e eu ia comprando novas. Antes que imaginem Ana-Panicat saibam que eu não uso calça apertada, mas também não são largas, sei lá, acho que tá tudo confortável mas quando vejo já se foi mais uma. Nem tenho os glúteos avantajados, acho bem na média. Mas que tem um problema na área deve ter, alguma desproporção!

explosion1

A minha última calça preta era da H&M e me custou uns vinte euros só. Estava ótima há pelo menos um ano, nem desbotava com a lavagem – uma das calças mais incríveis que já tive. Só usava ela nos últimos meses. Daí engordei 3 kgs em BH e semana rertasada ela rasgou-se completamente entre as duas pernas e acabei jogando fora por lá mesmo. Fiz até funeral da calça, comprei coroa de flores … qual não foi minha surpresa ao perceber que não tinha mais calças pra usar?! Tenho as brancas de trabalho (que por enquanto não explodiram), mas essas não contam. Tenho uma legging horrorosa que uso pra viajar de avião junto com alguma blusa bem comprida – e foi graças à ela que voltei pra casa hehe. Cheguei aqui em casa e fui fuçar e achei um monte de ex-calças pretas queridinhas explodidas que eu tinha esperança de costurar (mas não vai rolar, já estou jogando fora). Outra calça jeans explodida não usável. E láaaaa no fundo da gaveta um jeans velho todo empoeirado que, vindo de tempos áureos de boa forma, hoje nem abotoa mais na barriga. Mas foi com ele mesmo que fui passear na cidade no último final de semana. Virei a Ana sem-calças!

explosion2

Como eu morro de preguiça de comprar calça (experimentar calça acho uó), acabei ainda não comprando, vou ter que criar coragem e comprar uma nas próximas semanas. Espero que esquente logo, pois vestidinhos não me faltam.

Alguém tem esse problema também?! Como será que a Kim Kardashian faz??


Beijos!

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