22
agosto
2016

Essa tal qualidade de vida

Postado por Ana em Coisas da Ana

Escolha um trabalho que você ame e não terá de trabalhar um único dia de sua vida“.- Confúcio

Essa linda e inspiradora frase me torturou por anos a fio. Cheguei várias vezes a questionar se estava fazendo a coisa errada. Logo eu, que tive todas as oportunidades na vida e poderia ter sido qualquer coisa que quisesse, que desperdício, que ingratidão, e, e, e… Hoje eu sei: essa frase é péssima !

Ela é verdadeira para alguns poucos felizardos, sejam eles mais velhos que atingiram tal excelência que realmente só farão o que quiserem. Sejam eles sortudos para caramba mesmo tipo celebridades promovidas a divas que fazem o que bem entenderem. Sejam eles herdeiros cujo trabalho é ir pra eventinhos que derem na telha. A verdade é que, nós, da vida comum, não podemos escolher tanto como guiar nossa vida e 100% do tempo. Temos conta a pagar, temos a necessidade de estabilidade, temos o sonho da casa própria , o que for. E, sim, eu gosto do que faço. Mas naquela segunda chuvosa com o corpo mole, ainda esgotada da semana anterior eu REALMENTE sinto que estou indo trabalhar e me dou o direito de falar P$##%! quando o despertador toca. O labor da vida real envolve ter obrigações, envolve ter que ir quando não quer, envolve engolir sapos e humilhações. E é assim para 99,9% das pessoas, gostando do que fazem ou não.

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Atualmente tenho pensando muito nisso. Sempre digo que, dentre tanta gente que não teve oportunidades no mundo, acho que é um luxo enorme poder ter escolhido uma profissão, mas todos nós temos nossos limites. Conversava outro dia com um grupo de amigas e a opinião era uníssona: estamos todas em uma fase em que sentimos a necessidade de priorizar a qualidade de vida. Estamos todas muito cansadas e sentindo que precisamos reduzir um pouco o ritmo. Gostamos do que fazemos, mas precisa ser tanto e tão intenso? Eu realmente não sei especificar totalmente o motivo, mas desde que me mudei pra cá a impressão é que tenho menos tempo para mim mesma. É verdade que, em número de horas, talvez eu até trabalhasse mais no Brasil. Mas lembro que o restante do tempo era 100% pra mim e acabava tendo muito mais tempo para as minhas coisas. Não tinha que gastar tempo com absolutamente mais nada. Aqui, o trabalho é realmente mais extenuante, como não canso de repetir. Aqui ainda tenho as tarefas de casa. Acho que todo mundo que sai da casa dos pais, sendo no Brasil ou não, não tem muito como fugir delas – tem coisa que só nós podemos fazer por nossa casa. Personal Organizer? Me desculpe, mas não pertence ao mundo real. Mas aqui, por enquanto, é praticamente tudo e isso pesa. Eu digo que você não imagina o tanto de coisa que tem para sujar numa casa até ser responsável pela limpeza dela. E a própria vida a dois, né? Temos que cuidar para dar atenção ao outro, e inclusive é algo aliviador da rotina intensa – mas que gasta tempo, gasta. Casamento gasta tempo. Filhos então, nem posso imaginar. Tem aquele clichê que diz que o amor é uma plantinha a ser cultivada todo dia e isso é algo no qual eu sempre penso. Enquanto não arrumo mais tempo absoluto, tenho prestado atenção em algumas coisas para melhorar (ou não piorar) essa sensação de estafa:

Fazer exerício físico

Meio paradoxal, mas acreditem. Eu sou a eterna couch potato, nunca gostei de exercício físico e sinceramente continuo não gostando. Mesmo sendo dificílimo emendar a academia após o dia de trabalho, quando estou lá no vestiário trocando minha roupinha me sinto bem satisfeita de saber que estou fazendo algo pelo meu corpo. Isso me deixa feliz e supera o cansaço físico.

Me alimentar bem

Por isso faço questão de gastar umas duas horas no domingo. Claro que como minhas bobagens de vez em quando, mas ter um almoço caseiro (ainda que simplérrimo) durante a semana é algo que me dá uma sensação boa: nada pior do que comida de microondas, ou de comer um sanduba da padaria no almoço. Na minha opinião!

Ler e estudar outras coisas

Por mais importante que seja estudarmos sempre coisas da nossa área, nada mais abatedor do que perceber que você não lê mais coisa nenhuma, que há meses não lê um livro novo. Infelizmente meus livros escolhidos têm empoeirado ao lado da cama. Quando tento ler à noite acho que leio três linhas e ZZZZZZZ. Para isso o novo hábito de audiolivros na academia tem ajudado muito. Continuo achando que audiolivro não é livro, mas quebra o galho. 🙂 Adoro quando termina um e vou começar outro. Estudar línguas também é algo que me faz bem demais e acho que seria a última coisa da qual eu abriria mão. Mas serve pra qualquer coisa: aprender instrumento musical, dança, etc etc. Importante é fazer algo fora da área.

Jantar fora pelo menos uma vez por semana

Ter alguém cozinhando pra gente, nos servindo, lavando a louça depois. Um tempinho para relaxar, preocupar-se só com a conversa. Incrível como revigora minha energia.

Aproveitar a natureza

Praticamente todo domingo cedo lá estou eu floresta adentro. Mesmo já tendo cumprido meu plano semanal de aeróbico, tenho feito isso pela sensação de qualidade de vida que dá. Se estiver com preguiça vou de bicicleta. Não tenho perdido mais essa oportunidade, principalmente se o tempo estiver bom.

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Respeitar meus limites

Sou jovem, saudável, estou na esquina da Europa. Às vezes me pego pensando se eu não devia estar fazendo como outras pessoas e viajando em cada mísera oportunidade. Por outro lado, nada mais maluco do que “se sentir obrigado a se divertir”. A verdade é que viajar é bom mas cansa. E muito. Me desobriguei dessa “obrigação de divertimento” e aprendi a respeitar o meu corpo e só fazer o que eu genuinamente estou a fim. Para mim o maior exemplo é que acabei de adiar uma viagem dos sonhos no final de semana que vem, para a qual tirei dois dias de férias extra .. À medida que as semanas iam passando e as segunda-feiras chegando, eu fui notando mais e mais o quanto eu preciso de alguns dias pra ficar de pernas pro ar. Sabe quando nos sentimos perto de adoecer de cansaço? Até minha última viagem pro Brasil foi extremamente estafante e voltei mais cansada do que fui.

Pintar as unhas

Já tem muuuuitos anos que eu digo: se quiser saber como está a minha mente, só olhar pras minhas unhas. Nem precisam estar esmaltadas, mas quando minhas unhas estão descuidadas é porque minha mente está o verdadeiro caos. hahahaha Imagino que cada um tenha algo análogo na vida. Apesar de não me sentir obrigada (PORQUE MAIS UMA OBRIGAÇÃO SOCORRO) me faz bem ver minhas unhas pintadas durante a semana. Quanto mais que tenho feito em 15 minutos e dura a semana toda graças à Sally Hansen .

Lembrar do sentido da vida

Cada um tem suas crenças e/ou convicções e eu certamente tenho as minhas. De vez em quando é bom se dar um beliscão e pensar no sentido da vida e, por que não, na sua efemeridade. Será que aquilo que tira meu sono é realmente tão importante? Será que realmente preciso TER aquilo? Qual é o sentido disso tudo, o que estou fazendo aqui e como usar minhas atividades diárias para servir um bem maior?

Save the drama for your mama

“Life is very short and there’s no time for fussing and fighting, my friend”
. As pessoas que fazem parte de nossa vida têm um papel importante nesse área e por isso é importante selecionar bem (as que podemos selecionar). Só se cercar de gente com energia boa. Pessoas leves! E, sinceramente, se for para adicionar gente pesada, um milhão de vezes ficar sozinha. “Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão“. Sério, Vinícius? É essa idéia podre que a sociedade tenta nos vender e que tem deixado as pessoas (principalmente mulheres) malucas. Não! Nós somos nossas melhores amigas! Aprender a gostar de si mesmo e da própria companhia é também muito importante. Enfim, acho que todos já temos problemas demais, coisas que independem demais da nossa vontade nos acontecendo a toda hora. Agora, dramalhão mexicano, discussões, intrigas, gritarias, ciúmes? Tô fora. Para mim, só leveza. E foi isso que escolhi para mim: um lar saudável, sem discussões desnecessárias, sem infantilidades, aprender a escutar e a falar com jeito. Eu me atento a cada dia para que minha casa seja meu pequeno templo de paz. Já pensou perder tempo com essas coisas?

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Não me comparar com os outros

Cada um com as dores e as delícias de ser o que é. O que me passou, passou. O que eu tenho, quem eu sou, tudo consequência das minhas escolhas. Focar na minha vida e seguir em frente. Não comparar minhas conquistas com as de mais ninguém mas sim perceber minhas próprias evoluções em relação a mim mesma. Redes sociais? Legal para distrair, mas não me canso de repetir: é uma cilada Bino! Fique à vontade para esfregar seu dia na praia do Tahiti na minha cara que eu não caio nessa há tempos. 🙂

Fazer planos concretos

Em relação a essa história toda, o importante é – se sentirmos que algo não está legal ou ideal, melhor ter um plano para mudar a situação. Eu sei que não conseguiria ficar por anos a fio vivendo assim, então planejo conquistar algumas coisas e depois reduzir. Parar nunca, eu simplesmente não nasci pra ficar em casa o dia todo. Mas por aqui tem-se a flexibilidade de trabalhar menos, fazer contratos pela metade, etc. E esse é meu plano para um futuro não muito distante.


Eu tenho certeza que não estou sozinha nessa. Então me contem: o que vocês têm feito para melhorar a qualidade de vida?
Como vocês fazem para arrumar tempo pra si mesmo, para relaxar em meio à loucura do dia-a-dia?

Beijos!

03
junho
2016

O que levo na minha bolsa – tosca – de trabalho

Postado por Ana em Coisas da Ana

Oiê! Vim passar a semana no Brasil, e pra não deixar o blog (muito) parado de novo, vou compartilhar o último vídeo aqui, que gravei aliás antes de viajar! 🙂 Nele mostro a minha tosquíssima – mas amadíssima – bolsa de trabalho e o que tem dentro dela. Espero que gostem! Se gostarem dêem um like e se inscrevam lá no canal, pleeeease!

Beijoquinhas já com gosto de coxinha!

30
abril
2016

Ranzinza, in a cute way

Postado por Ana em Coisas da Ana, Moda

Tudo começou com uma mudança na minha academia. Lembram que eu falei que academia aqui não tem muita supervisão? Bom, rolou alguma coisa, sei lá, algum controle de qualidade e DO NADA os instrutores começaram a ficar igual mariposa ao redor da lâmpada. E de um jeito não agradável: parece que eles corrigem cada coisinha, e não importa como eu faça sempre vem o próximo e fala alguma outra coisa. Tem um mocinho lá que deve achar que eu tenho 20 anos e fica pagando de engraçadinho e aumentando meus pesos toda hora (sem o menor critério,sabe?). Sei lá o porquê resolveram “mostrar” serviço. Isso obviamente está desagradando minha personalidade ranzinza. Cheguei resmungando em casa outro dia, meu marido deu um google, achou umas t-shirts e disse “sua cara”.

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Hahahha Nossa, sei que foi brincadeira mas rolou identificação instantânea e fui correndo comprar. Fiquei fã da linha “rude fox” inteira, que na verdade é de uma artista independente e vende num site que não conhecia, se chama red bubble. Escolhi uns modelos, o tamanho e as cores.

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Acho que veio do UK, demorou uma semana pra chegar aqui. Eu ainda tenho habilidade social suficiente então, apesar da vontade, não posso usar essas blusas na maioria das situações, é mais t-shirt pra ficar em casa. 🙂 Mas que estou criando coragem pra pelo menos ir pra academia assim, ah isso estou! kkk

Bom, esse foi o fim do PEDA, minha alternativa mais realista ao VEDA (vlog everyday in April). Foi um desafio pra mim e fico feliz que consegui – mas realmente foi bem difícil. Eu vi com isso que até conseguiria postar todo dia se quisesse, mas também não quero ficar refém do blog, que é um espaço para eu me divertir. Não consigo absolutamente postar nada durante a semana, e acho meio puxado ficar umas 5 horas sentada postando no final de semana. Espero que meu esforço tenha valido a pena e que vocês tenham se entretido um pouco com meu blog em abril! Quem puder, me faça um favor? Marquem até três posts que vocês mais gostaram de ler nesse mês. Obrigada a todas as pessoas que tiraram um tempinho pra comentar e em especial à Karol que fez o “CEDA” e comentou todo dia em abril! ♥♥♥♥

Beijos e até a próxima!

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