21
fevereiro
2016

De volta à academia na Alemanha

Postado por Ana em Alemanha, Coisas da Ana

Um dos posts épicos do blog foi um sobre um ~carão~ que passei numa academia por aqui. Quem não leu, leia. 🙂 Vai fazer dois meses que ˜finalmente~fiz o plano anual em uma academia e comecei a ir super regularmente (tenho conseguido a façanha de ir 4-5 vezes por semana). Cheguei à conclusão de que “o segredo” é ir direto do trabalho. Deixo já minha bolsa de ginástica no carro e vou direto. Porque sei que, se passar em casa depois do trabalho, já era. O final de semana exige um esforço extra, mas pelo menos não tô morta e geralmente consigo ir. Mas, pra ser sincera, desde que me mudei pra cá fiquei num limbo academiístico, sem saber direito o que fazer, e é o que tento explicar no ~compêndio~ abaixo!

gymbolsacarro

A chatice do plano anual e minha indecisão

gymvestiario

Explico – eu não conseguia tomar a decisão de fazer plano anual, morria de medo do compromisso. O grande problema é que aqui praticamente todas as academias funcionam no mínimo fazendo plano anual. Tenho a teoria de que aqui é assim porque senão as academias iam falir no verão. Os alemães realmente preferem os esportes de rua e, inclusive, a academia é mais uma preparação para os mesmos. No geral as pessoas são bem menos saradas que no Brasil. Inclusive, as academias estão mais para um espaço de wellness – tem gente que faz só pra ir à sauna, por exemplo. AH, se você não cancelar faltando uns 3 meses pro fim do contrato, você o renova automaticamente POR MAIS UMA ANO. Daí vem outra coisa que acho muito arcaica aqui – as pessoas/empresas têm seus dados bancário e uma assinatura e isso já é suficiente para debitarem seu suado dinheirinho todo mês. Isso serve pra TUDO, tem que ficar muito de olho. Então eu acabava vez ou outra indo numa academia tosquinha, talvez a única onde se paga só o mês que vai. Mas acabava ficando caro, já que eu pagava 30 euros e ia só uma vez ao mês. Era uma academia mais pra quem já tem noção das coisas, sabe? Uns aparelhos velhos… eu acabava não conseguindo. Existem várias outras academias na cidade, nenhuma é totalmente minha vizinha, o que me deixou mais na dúvida. Tem umas bem em conta, e abertas 24h, mas eu acabei descartando as longe “demais” (pros padrões daqui) ou as que oferecem aula com professor virtual (pensa numa pessoa que sempre teve PÂNICO de aula em telão).

O empurrãozinho que faltava

Desde que escureceu não consegui mais correr na rua durante a semana, e acabei engordando 3kg no fim do ano. O problema nem é o frio, pois após 5 minutos eu aqueço igual um forninho. Mas não gosto de correr no escuro mesmo. Foi o pontapé que eu precisava para decidir. Fui lá e fiz o plano anual (queriam me empurrar o de dois anos, argh). Tem umas 4-5 unidades dessa academia na cidade, o que acho prático. Acabo indo de carro (5 minutos) porque vou direto do trabalho/sou preguiçosa. Daria pra ir à pé e de bike também. Não chega a ser algo no nível Cia Athlética, mas o preço é mais do que eu particularmente gosto de pagar em academia (quanto mais em plano anual). Daí a indecisão durante meses. Fiquei quase 2015 inteiro sem saber o que fazer. Maaaas – a academia tem vantagens também – aparelhos super novos e uns esquemas em que enfio meu cartão no aparelho e ele automaticamente ajusta todos os parâmetros, tudo automático. Acho isso ótimo, principalmente para dummies como eu – e principalmente quando faço o circuito. Como em todas as academias aqui, claro que lá tem sauna também. Contudo, eu fiz o plano sem sauna porque eu jamais vou ficar indo na sauna aqui (peladona, gente, não consigo). E custaria uns 2 euros a mais por semana mesmo – pra valer a pena tem que ir à sauna uma vez por semana TEMPONUMÉMATONÃO.

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Mas eu escrevi à doidado foi mesmo pra falar que, mesmo após ir tantas vezes, eu não consigo me acostumar com certas coisas da academia aqui, a saber:

1) O silêncio

Eu sempre fui à academia com meu ipod, afinal, amo música! 🙂 E nem sou uma pessoa que gosta de barulho. Aliás, amo silêncio e meu maior PAVOR é algum estranho puxar papo comigo na academia. hahahha Mas, pelo menos nas três academias que frequentei por aqui, não tinha nada de música ambiente e o povo fica meio calado – achei o silêncio meio mortal, sabe? Você está lá morrendo no exerício fazendo aqueles sons UGHHHHHH, respira-respira-respira e parece que todo mundo está ouvindo, haha. E o povo que fica em frente às salas onde vão ter aula coletiva? Ficam uns 30 negos em silêncio em frente à porta, com uns 10 minutos de antecedência, esperando a porta se abrir. Parece cortejo fúnebre.

2) Abstinência de selfies

Eu nem sou das mais apegadas a essas coisas. Sou dessas que tem vergonha de “ser pega” fazendo uma selfie. Mas um fenômeno geral na Alemanha é o desapego do celular/rede social se comparado ao Brasil. O que é ótimo por um lado, se você vai à ópera/teatro/show não vê celular levantado, nem ninguém tirando foto de comida em restaurante. Por outro lado, me sinto meio ET se quero fazer algo assim por um motivo. Na minha academia eles pedem para não usar o celular, somente em casos urgentes. Sei lá, queria ficar lendo meu whatsapp enquanto estou na bicicleta sem ficar me sentindo uma viciada, sabe? Deu pra entender? Hein? Hein?

3) A questão da roupa

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Dessa parte não estou reclamando e até concordo em parte, mas queria discorrer sobre o assunto. Eles têm verdadeiro asco do suor alheio. Não que alguém goste do suor alheio, mas acho que pra um povo que mal lava os vegetais é algo meio desproporcional, sabe? Tipo, é proibido malhar sem levar toalha pra forrar os aparelhos. Proibido! Ou você volta pra casa pra buscar a sua ou aluga uma por 1,50 merkels. Depois que usa elíptico tem que limpar com álcool e por aí vai. O chão da academia é um tabu, em alguns ambientes só pode ficar de meia. Ninguém entra com tênis/roupa da rua. Você leva seu tênis de academia na bolsa. Pra mim, na situação atual, não faria tanta diferença, porque como vou direto do trabalho, tenho que trocar a roupa de qualquer jeito mas, sei lá, tipo no fds, acho que perco o maior tempão com isso. Tira roupa, coloca a de academia, coloca a roupa de volta. Como eu não vou tomar banho lá (não gosto, quanto mais chuveiro coletivo), acabava sem saber o que fazer, a pior coisa é vestir minha roupa “de rua” toda suada. Por enquanto achei meia solução, que é levar uma dessas T-shirts cinzas da H&M (tenho três iguais hehehe) e só colocá-la por cima do top pra voltar pra casa. Mas a calça e a bota ainda continuo com o mesmo dilema. Queria às vezes ir correr na rua e emendar na academia ou vice-versa, mas graças à essa questão não tem como.

4) Diferenças culturais

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Detesto trocar minha roupa na frente de estranhos, mesmo sendo mulheres. Geralmente escolho o fim do vestiário, viro pra parede, mas ainda me sinto incomodada. Como tem uma sauna feminina junto ao vestiário, fico vendo a mulherada desfilando orgulhosa como vieram ao mundo. E, olha, muitas vezes a visão é zero agradável. Eu tento desviar o olhar mas pra onde olho tem uma bunda (e outras coisas) desnudas. E outra coisa que não vou detalhar porque sempre alguém pra encher o saco, mas deixo algumas palavras-chave para desvendarem o mistério: “FLORESTA AMAZÔNICA”, “CLÁUDIA OHANA.” Cada uma faz o que quer, mas não sou obrigada a gostar de ver – my eyes, my eyes! Outra coisa que não me atinge diretamente mas que me deixa HORRORIZADA são uns solariums, umas espécies de sarcófagos com luz ultravioleta onde os alemães entram e saem parecendo que passaram DOVE BARRO. Gente, que mau gosto é esse? E a saúde? Nossa, fico cho-ca-da.

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5) O terrível aquecedor alemão

Alemães são meio insensíveis à temperatura. Pra mim o mais incrível é como tacam o aquecedor das lojas ao extremo no inverno, e o povo entra pras compras e nem tira o casacão. Eu começo a derreter. Pra mim nada foi mais traumático que uma visita a uma ópera no inverno em que fui de meia calça de lã e blusa comprida e quando tudo começou achei que ia morrer de calor. Na academia acho meio sem noção também. Principalmente quando começo a fazer o exercício, nossa, parece que vou pegar fogo.

6) A postura dos professores

Aqui, por causa do preço da mão de obra humana, acho o atendimento muito menos pessoal que no Brasil. Quando comecei, passaram comigo ajustando aparelhos. Depois tive outro horário pra me ensinarem o circuito de alongamentos. Fora isso, só num domingo bem vazio alguém corrigiu um exercício meu. No geral, no Brasil, os professores são mais atentos. Aqui você tem na maioria das vezes que perguntar mesmo se quiser algo. Também pelo preço da mão de obra, mesmo em academias consideradas boas, a maioria dos professores no galpão são estudantes. No geral há geralmente só um realmente formado em ciência do esporte, que acaba tendo mais função de bastidores.

7) Falta de personal trainer

Queixa de gente mimada mas MALZAÊ, que saudade. Não foi sempre que tive personal, mas tive nos dois últimos anos de Brasil e foi a melhor coisa do mundo. Lembro que pagava 50 reais por hora num excelente. Aqui o preço médio de um personal é 90 euros por hora (1 euro = 4,40 reais). Pode ser que tenha quem faça por menos, mas segundo meu cunhado, que é da área, há uma espécie de acordo na categoria para não cobrar menos de 70 euros por hora. Não quer dizer que personal aqui seja rico, aqui não tem como fugir de pagar muito imposto, e isso vale pra eles também. Até hoje não vi ninguém com personal na academia aqui (na minha em BH era quase exceção isso).

Bom, pra resumir é isso! Queria mesmo era compartilhar essa experiência com vocês. Eu no geral sou muito cabeça aberta pra diferenças culturais, mas essa é uma parte onde tenho muita dificuldade em não sentir estranheza. Morro de saudades das academias brasilis. Mas isso não quer dizer que não esteja gostando da minha academia. Aliás, dentro das possibilidades que a Alemanha oferece, acho que tomei uma boa decisão. Fora que já emagreci bastante e já vejo diferenças – no fim das contas, é o que importa. A oferta de aulas é também muito boa – pilates, Yoga e aulas na piscina incluídos. Mas enfim… alguém se empatiza?

Beijos!

06
janeiro
2016

O milagre da água com gás

Postado por Ana em Alemanha, Coisas da Ana

Tenho várias histórias na minha cabeça que contam sobre uma vida de aversão à água com gás. Quando eu era bem pequenina íamos frequentemente às cidades de Caxambu e Araxá em Minas. Minha mãe amava água com gás desde sempre e também acreditava no poder medicinal das águas. Lembro de algumas fontes pelas cidades. Não lembro como – nem o porquê – mas as benditas sempre tinham gás. Ela sempre insistia muito para eu provar e puáaaa nossa que coisa ruim. Lembro até hoje da sensação de repulsa. Depois, na minha primeira visita à Alemanha em 2006 aconteceu algo trágico-cômico. Eu passei sede! Não sabia que aqui se podia beber água de torneira – acreditem, a internet naquela época era muito menos informativa. Como estava em casa de família (e tinha zero atitude pras coisas), me deparei com esse hábito alemão pela primeira vez: só tinha água com gás naquele lugar. Mas eu desgostava TANTO de água com gás que, em vez de beber, deixava o copo no lado da minha cama de um dia pro outro pra perder o gás – então, no dia seguinte podia saciar minha sede! Daí uns anos depois, na primeira bebedeira (vinho Periquita hahaha) da minha vida, escornada na calçada em dia de Vesperata em Diamantina – mas sem dar vexame viu gente – precisei loucamente de água. Um colega apareceu então com uma garrafinha de água – com gás! Eu lembro que eu preferia morrer ali do que beber aquela água. E lá foi ele trocar.

agua

Pois o tempo foi passando – aqui na Alemanha a “água padrão” sempre tem gás. Se você pede água em um restaurante irão trazer com gás a não ser que você diga o contrário. Fui sempre ignorando a presença dessas águas. Na casa dos meus sogros é a única bebida à durante as refeições. Achava engraçado eles comprarem engradados e mais engradados de água! Por anos eu me levantei e fui buscar minha água de torneira na cozinha. Mas daí a preguiça foi falando mais alto. Às vezes eu estava ali sentada naquela lombeira pós-prandial e via ali só as garrafas de água com gás. Colocava um golinho pra mim. Mais um golinho aqui, mais um golinho ali. Uns três mil golinhos depois, acostumei! Continuo não vendo água com gás como água. Para mim, são bebidas diferentes. Mas me surpreendi há algumas semanas ao comprar garrafas de água com gás para minha casa. Eu vi nelas uma alternativa aos refrigerantes sem açúcar e aos sucos. Sou dessas que têm vontade de “beber alguma coisa“. “Não tem nada pra beber, só água, que saco” – é algo que resmungo desde que me entendo por gente. Daí que vi na água com gás essa função, e agora ela faz parte do meu dia-a-dia e é minha nova mania. Por essas e outras que eu (quase) nunca digo nunca!

Que coisa, né?

Beijos!

15
novembro
2015

Cuidando da casa na Alemanha

Postado por Ana em Alemanha, Ana de Casa

Estava reparando esses dias que já criei meus “hábitos” de limpeza por aqui também. A maioria dos produtos eu conheci antes mesmo de mudar – e, apesar de experimentar coisas novas vez ou outra, muita coisa eu repito mesmo, porque sou uma criatura de hábitos. 🙂 Esse post ficou BEM detalhado (apesar que já notei que esqueci várias coisas também) – pode dar dicas para quem acabou de mudar para cá e está perdida!

Minha rotina de limpeza

Nós não temos diarista ainda, apesar de ser um plano para o ano que vem. Mas mesmo assim, não teria como escapar de uma tarefa ou outra por aqui, até porque só teríamos alguém para rotina pesada uma vez por semana. A rotina de limpeza aqui em casa é muito variável. Assim que me mudei pra cá, encarnei o modo “dona de casa” e seguia o cronograma da Fly Lady e tentava deixar tudo sempre impecável. E, para falar a verdade, eu não conseguia nem quando não estava trabalhando e sofria um bocado por isso. Casa é a coisa mais bagunçável do mundo, o serviço doméstico nunca acaba. Eu admiro muito quem trabalha com isso, mas eu sinceramente não conseguiria, acho muito frustrante trabalhar, trabalhar e ter a sensação de que não tem um fim! O primeiro passo foi realmente desapegar e aceitar que não tem como ter uma casinha impecável aos moldes da sociedade brasileira o tempo todo. Impossível. Da época da Fly Lady a única mania que mantenho é dormir com a pia limpa. E limpeza mais pesada e caprichada só fazemos uma vez por semana. Eu começo na sexta à tarde, que tenho livre, e terminamos geralmente sábado de manhã.

Pia e cozinha

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Temos máquina de lavar louça, mas a pia em si é algo que sempre suja, né? Na correria da manhã, gosto de tomar meu café da manhã em um ambiente limpo, muito ruim encontrar a cozinha imunda. Então isso é realmente algo que sempre faço, por questão de neurose pessoal. Antes de ir pra cama aplico o Mr. Muscle e esfrego com uma escovinha. Finalizo com água fervendo. Para a bancada uso esse spray e esfrego com uma escovinha e seco com papel toalha. Isso não dura nem 5 minutos, então é de boa fazer à noite. Não tenho lixeirinha nem paninho de pia, tenho muita gastura! Além disso, troco a buxa da pia todo domingo. Já o pano de prato, depende. Se fico a semana toda sem cozinhar, troco uma vez por semana, mas às vezes cozinho uma coisa e faço tanta bagunça que uso 2 de uma vez só!

Aspirar

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Durante a semana a casa suja muito pouco porque ficamos o dia quase todo fora e não cozinhamos em casa em dia útil (no máximo esquento algo). De qualquer forma, o nosso robô é programado para funcionar de manhã, quando já saímos de casa. Daí quando a gente chega pelo menos a sala de TV, de jantar e cozinha já estão aspiradas, porque são integradas. Durante a semana, só aspiramos banheiros, escritório e quarto se notamos que há sujeira no chão. No final de semana, geralmente sábado de manhã, é que damos uma aspirada daquelas (com aspirador normal mesmo). Para deixar o ar do aspirador perfumado (kkkk) uso esses tabletes com cheirinho. É meio frescura, mas quem aspira sabe o que estou falando!! Tenho um mini aspirador também para criado-mudo, penteadeira, escritório …

Banheiros

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O nosso banheiro de visitas praticamente não é usado, então fica sempre limpo a não ser quando junta pó. Por isso, só o “limpamos” de 2 em 2 semanas, mais pra renovar o cheiro de limpo mesmo. Já o banheiro maior fazemos uma limpeza power no final de semana. Eu sinceramente detesto limpar banheiro, quanto mais com banheira. Então isso é algo que divido com o digníssimo neuroticamente. Cada hora um limpa. O fato de terem os pisos brancos só tornam mais pesada a sina! Qualquer sujeirinha aparece… Não custa lembrar que não há ralo de banheiro na Europa, o que não chega a ser um problema, nada que um esfregão de pano úmido não resolva. Mas, pra ser sincera, o que eu queria mesmo era contrabandear uma piaçava das boas, daquelas que esfrega o chão CRÁAA CRÁAA…. Os tapetes felpudos do banheiro troco uma vez por semana, porque são brancos e ninguém merece sair limpo do banho e pisar em tapete sujo. Uso esse envelope com pó de limpar cortinas. 😛 Na época comprei na DM por engano, mas deu super certo e ficam branquinhos. Lavo a 90 graus!

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Essas toalhinhas multiusos não faltam por aqui. É usar e jogar fora. Sem chance ficar lavando pano sujo/usado.

A lixeirinha do banheiro eu troco uma vez por semana. Não custa lembrar que por aqui não se joga papel higiênico usado em lixeira. Aqui a privada engole tudo e não entope de jeito nenhum, por isso dá pra trocar tranquilamente uma vez por semana. No caso, a minha é praticamente só com discos de algodão e cotonetes com resto de maquiagem hahaha. Para lavar pia e superfícies genéricas do banheiro uso o Meister Proper. Aplico e logo passo um pano úmido! Deixa um cheirinho tão bom … Pra limpar a banheira uso um desses amarelinhos com propriedades abrasivas. Aplico com um escovão. Já para o boxe eu uso o Frosch Citrus e limpa vidros. Podem notar que quase todo produto aqui tem propriedade anti-calcário, porque a água daqui é dura e mancha tudo. Para limpar a privada em si uso o “ganso” do Frosch por dentro e no assento o Meister Proper mesmo.

Limpa-vidros (espelhos, geralmente) gosto desse aqui:

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Ralos & Água sanitária

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Eu cheguei do Brasil meio com mania de água sanitária, porque é algo bem usado por lá. E logo achei a daqui, se chama Danklorix. No início eu lavava a banheira e os rejuntes do azulejo com água sanitária, mas depois percebi que não é necessário. Existem produtos mais seguros que cumprem bem essa função, e água sanitária é meio que um negócio destruidor. Se espirra na sua roupa já era. Se espirra nos seus olhos já era também. Tenho usado cada vez menos. Preparei uma solução com água sanitária diluída para aplicar em alguns ralos, tipo da banheira. No verão, uso uma vez por semana, mas depois que esfria e os insetos somem eu meio que esqueço. Lembro que tinha uma época que minha casa foi invadida por mosquinhas de fruta e esse hábito resolveu o problema. Além disso, se alguma coisa “ameaça” entupir, uso um desentupidor em pó qualquer, mas o que eu tinha acabou e não lembro o nome. Só colocar uma tampinha dele no ralo, depois um copo de água e deixar agir meia hora. Cuidado com os olhos!

Por algum motivo coloquei a foto do limpa-fornos que uso junto. Esse é ótimo, sem que aplicar e deixar agir meia-hora, depois sai tuuuudo!

Superfícies em geral

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Eu sou absolutamente viciada nesse paninhos úmidos. Compro esses da marca Ja! (tem no Rewe) e uso pra mil coisas: limpar meu móvel do escritório, penteadeira, mesa da sala, jogos americanos, mesinha de centro, de telefone, estantes. É muito prático!

Roupa de cama

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Roupa de cama aqui é um pouco diferente. Não se usa lençol. Tem o lençol de cobrir a cama e já vai direto pro cobertor. Só que o cobertor é tipo um recheio em que você coloca uma capa. Daí você só lava essa capa. Essas, troco de duas em duas semanas e quando estou com preguiça de três em três. Afinal, tenho que tirar a capa, lavar, recolher, pendurar, recolher de novo, passar e guardar. Nesse tempo dá para eu fazer um milhão de outras coisas mais legais. 🙂 Ninguém tem sarna por isso … pra maioria dos alemães, trocar roupa de cama uma vez por semana é coisa de hotel. Eles chegam a achar bizarro fazer isso em casa. E realmente, não é algo que condiz com a realidade aqui de pessoas que trabalham e não têm diarista. Eu, pelo menos não consigo. Para renovar o cheirinho da roupa de cama borrifo esse produtinho.

Passar pano

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Passo só 1x por semana mesmo. Geralmente diluo esse limpador neutro do “Frosch” na água morna e passo. Tenho também uns panos umedecidos já prontos pra quando dá preguiça.

Lavar roupas

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Em relação às roupas sujas, fazemos assim: eu tenho um balaio pra mim, o marido tem o dele e tem um pra coisas de casa (toalha, pano de prato…). São uns bem simples da Ikea, mas eles são ventilados e têm tampa, muito bons! Cada um lava a sua, mas óbvio que se vou fazer uma leva de meias, ou de roupa branca, checo se ele não tem algo assim pra lavar também e vice-versa. As coisas de casa lavo eu mesma, porque só eu que lembro! rs Eu nunca mais lavei roupa à mão, no início resisti muito e lavava roupas no balde. Mas agora, nada que modo de lavagem à mão + saquinhos protetores não resolvam. Lavo até Cashmere caro na máquina! Para roupas em geral, uso o Persil color gel . Para roupas delicadas, o rosinha da Perwoll– que para mim equivale bem ao meu amado Ola! do Brasil. No sofá temos duas mantinhas e uma manta de proteger o sofá . Isso lavo com o rosinha a cada duas semanas, porque o sofá é nosso lugar favorito da casa, he he he! Panos de prato lavo separados assim que acumulam bastantes, porque tenho muuuuitos. E, como já disse aqui uma vez, TENHO que passar depois. E, sinceramente, quando abro a gaveta de pano de prato e vejo tudo passadinho, super vale a pena! As toalhas de mão e de banho já criei o hábito de lavar domingo de manhã depois do banho. É bem automático. Lavo com o produto normal, mas em vez de amaciante coloco um pouco de vinagre barato. Em relação à pia do banheiro, privada – acabamos limpando de leve umas 2x durante a semana, quando notamos que estão ficando sujos. Ah, por aqui, sempre (ou quase sempre) que se usa a máquina de lavar, é bom colocar um tablete anti-calcário pra sua máquina não estragar no futuro.

Passar roupa

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Eu realmente passo pano de prato. Roupas de cama passo também, mas tem semana que estou muito cansada e acabo guardando sem passar. Desde o Brasil, procuro sempre comprar roupas de material que não amassem muito. Então eu realmente quase não passo roupa. Passo minhas calças de trabalho, às vezes meu pijamas de malha porque adoro pegar pijama passadinho. Mas roupa de dia-a-dia, são bem poucas mesmo – meus pullovers, por exemplo, não amassam. Roupas do meu marido não são passadas jaméee, porque quando ele tem alguma blusa social para lavar ele prefere levar até a lavanderia e já buscar passado. O resto ou não amassa ou ele não passa mesmo. Apesar disso, temos uma tábua ótima e um ferro também!

Lixos

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Lixo aqui deve ser separado, então temos quatro tipos de lixo aqui em casa: um saco amarelo que é para embalagens de plástico/metal e só levo para baixo quando enche (até porque eu nunca jogo embalagem suja, sempre limpo). Outro que é orgânico e tem que levar pra baixo todo dia porque o saquinho também é biodegradável e “derrete” super rápido. Tem o de papel, que também levo embora quando enche. E o de restos, “Restmüll” que é variável. Às vezes passo dias sem usar, então depende do que tem dentro dele. Para o “restmüll” pagamos um container só nosso, mas ele só é esvaziado de 15 em 15 dias, portanto eu realmente tenho separado bem o orgânico (pro orgânico tem um container coletivo enorme que os vizinhos não usam por preguiça, só a gente usa). Assim que me mudei, preparei uma soluçãozinha de limpar lixeira que é meu xodó, a partir dessa receita aqui. Deixo ela do lado dos lixos e passo um papel toalha embebido nas lixeiras sempre que troco. Depois descobri que minha solução de lixeirinha é ótima para tirar gordura (ex: do exaustor). Derrete a gordura!

Regra do “Oh, tá sujo” e diferenças culturais

Microondas, geladeira, armários da cozinha, forno, vidraças da varanda e similares seguem a regra do “ó, tá sujo”. Se a gente vê que está sujo a gente vai lá e limpa. Willkommen in Deutschland! Já notei que para limpezas específicas meu marido é MUITO melhor que eu. Coisa de homem, focar mais tempo em uma tarefa só. Se ele limpa a banheira, as vidraças ou o fogão, de alguma forma fica muito melhor do que quando eu faço. Mas “o conjunto” da minha limpeza é melhor, sabe? haha Fora que ele tem mais treinamento na arte do que eu, quando ele era criança tinha que ajudar a limpar a casa, enquanto o máximo que eu tinha que fazer era arrumar minha cama. Eu nunca lavei meu banheiro no Brasil. Não sei como me sentir em relação a isso. É bom, mas não é… só sei que, nesse aspecto, meus filhos terão uma criação completamente diferente da minha!

E vocês, como organizam a casinha de vocês?

Beijos!

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